Como pedir maquininha de cartão Nubank? Entenda o Tap to Pay do Nu Empresas

Por · Atualizado em 6 de setembro de 2026 · Marcas e Modelos

Muita gente chega procurando a maquininha roxa no balcão, só que o Nubank simplesmente não vende nem aluga terminais físicos. Em vez de aparelho tradicional, o banco aposta no Tap to Pay dentro do aplicativo Nu Empresas. A solução transforma o smartphone do lojista em um leitor de aproximação para débito e crédito, livre de taxa de adesão ou aluguel mensal.

Principais conclusões

O Nubank tem maquininha física de cartão?

Não espere encontrar maquininha de plástico com teclado e visor no catálogo do Nubank, nem para compra avulsa nem em comodato. A proposta da instituição funciona cem por cento via software: toda a operação roda direto no celular do vendedor, sem exigir nenhum acessório plugado.

Batizada de Tap to Pay, a tecnologia usa o chip NFC (comunicação por campo de proximidade) de aparelhos Android e iPhones para ler cartões físicos e carteiras digitais. A segurança das transações segue as mesmas regras de um terminal bancário fixo. Na prática, você deixa de carregar dois aparelhos na mochila e se livra dos cabos enrolados no balcão.

O impacto financeiro dessa escolha bate direto nos custos fixos do negócio. Terminais comuns costumam cobrar compra prévia do equipamento ou aluguel de POS todo mês. Já a solução do Nubank não tem taxa de inatividade: se você passar semanas sem vender nada na rua, não chega nenhuma cobrança surpresa para pagar.

Requisitos técnicos e critérios de liberação do Tap to Pay

Para começar a cobrar, você precisa apenas de uma Conta PJ ativa no Nubank e de um smartphone com NFC rodando um sistema operacional atualizado. Contas de pessoa física não têm acesso à função. Aparelhos com root ou desbloqueios não autorizados também são bloqueados por medidas de segurança da plataforma.

Como ativar o Tap to Pay e cobrar por aproximação

A liberação do Tap to Pay leva poucos minutos dentro da aba de cobranças do aplicativo Nu Empresas, sem papelada ou burocracia de cadastro. Você aceita as permissões do sistema no próprio aparelho e pronto: o leitor por aproximação já fica disponível para receber pagamentos de imediato.

  1. Abra o aplicativo Nu Empresas no seu smartphone, localize a seção de atalhos rápidos na tela inicial e toque no botão Cobrar.
  2. Selecione a opção Tap to Pay, leia os termos e condições do serviço e confirme a adesão à funcionalidade.
  3. Autorize o aplicativo a acessar as permissões obrigatórias do aparelho, incluindo o sensor NFC, a localização em tempo real e a validação biométrica de segurança.
  4. Digite o valor da venda no teclado numérico e selecione a modalidade da operação: débito, crédito à vista ou crédito parcelado em até 12 vezes.
  5. Oriente o comprador a aproximar o cartão físico ou smartphone da antena NFC do seu celular (localizada próxima à câmera traseira na maioria dos modelos) até ouvir o aviso sonoro.
  6. Confirme a exibição da tela de pagamento aprovado e envie o comprovante digital da transação ao cliente por meio do WhatsApp, SMS ou e-mail.

Taxas, prazos de recebimento e bandeiras aceitas

No Nu Empresas, as taxas do Tap to Pay começam em 0,89% para vendas no débito e 3,15% no crédito à vista. O dinheiro líquido cai na conta em um dia útil (D+1). O modelo padrão já adianta todo o montante no dia seguinte, então você não precisa contratar serviços extras de antecipação para ver o saldo entrar rápido.

Se a venda for parcelada no crédito, a taxa vai de 5,39% em duas vezes até cerca de 12,40% no prazo máximo de doze parcelas. As credenciadoras tradicionais costumam embutir taxa de intermediação e juros mensais compostos de antecipação, mas o Nubank junta tudo em um desconto único e previsível por faixa de parcelamento.

O sistema aceita as principais bandeiras do mercado brasileiro, incluindo Visa, Mastercard e Elo. Além dos cartões físicos tradicionais com chip por aproximação, os pagamentos por Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay funcionam normalmente, inclusive para valores acima de duzentos reais liberados pela biometria no celular do cliente.

Tap to Pay ou maquininha tradicional: qual escolher?

A escolha entre ficar só no celular ou investir em um terminal físico depende do ritmo do seu atendimento diário. Quem presta serviços em domicílio ou vende na rua ganha mobilidade sem carregar tralha. Já um comércio com fila contínua no caixa costuma exigir um equipamento dedicado de balcão para não travar o fluxo.

Critério de ComparaçãoTap to Pay Nu EmpresasMaquininha Física ConvencionalPerfil Recomendado
Custo de adesão e aluguelZero, pois utiliza o aparelho telefônico que o lojista já possuiR$ 50 a R$ 800 na compra ou mensalidades entre R$ 40 e R$ 120Tap to Pay para novos negócios que precisam cortar custos iniciais
Comprovante ao clienteEnvio 100% digital por WhatsApp, SMS ou mensagem de e-mailImpressão térmica em bobina de papel ou envio por SMSMaquininha física para clientes corporativos que exigem via impressa
Autonomia de usoConsome a bateria e a capacidade de processamento do celularBateria dedicada com capacidade para operar de 6 a 12 horasMaquininha física para feirantes e comércio de rua de longa jornada
Velocidade de fila no balcãoRequer desbloquear o smartphone e abrir o aplicativo em cada vendaTeclado numérico pronto para digitação contínua e leitura rápidaMaquininha física para padarias, mercados e lanchonetes de alto giro
Praticidade no transporteSem peso extra na mochila, operando dentro do bolso da calçaExige carregar aparelho adicional, cabos e bobinas de reposiçãoTap to Pay para consultorias, entregadores e técnicos externos

Soluções complementares de cobrança na Conta PJ do Nubank

Quando o cliente precisa pagar de longe ou prefere fugir do cartão por aproximação, a Conta PJ do Nubank resolve a cobrança pelo mesmo aplicativo. Você gera links de pagamento, emite boletos e recebe transferências via Pix no mesmo painel, mantendo todo o fluxo financeiro unificado sem pagar mensalidade por isso.

Para quem faz atendimentos externos ou recebe clientes em fluxo moderado, o Tap to Pay no Nu Empresas resolve a cobrança presencial com recebimento em 24 horas úteis e custo zero de equipamento. Só vale a pena comprar uma maquininha física se a sua loja formar filas constantes no caixa ou se os seus clientes fizerem questão absoluta daquele comprovante impresso em papel.

Perguntas frequentes

O cliente precisa digitar senha nas compras pelo Tap to Pay do Nubank?

Depende do valor e do meio usado. Valores acima de R$ 200,00 no cartão físico exigem a senha no teclado protegido exibido no celular do vendedor. Quando o comprador usa carteiras digitais como Apple Pay, Google Pay ou Samsung Pay, a biometria no próprio smartphone dele substitui o PIN mesmo em cobranças maiores.

Pessoa física com conta pessoal no Nubank pode usar o Tap to Pay?

Não. O recurso é liberado unicamente para quem possui a Conta PJ (Nu Empresas), sendo voltado a MEIs, microempresas e autônomos formalizados com CNPJ. Titulares de conta individual precisam abrir o perfil empresarial dentro do próprio aplicativo para ter acesso à ferramenta de cobrança por aproximação.

O Tap to Pay funciona sem conexão com a internet?

Não. Como a autorização bancária ocorre em tempo real, o celular do vendedor precisa de acesso estável à internet móvel (4G/5G) ou rede Wi-Fi. Caso o sinal caia durante o processo, a transação não é concluída junto à adquirente e a cobrança é automaticamente interrompida.

Existe limite diário de valor para transações no Tap to Pay do Nubank?

Sim. Por critérios de segurança e prevenção a fraudes, o aplicativo adota tetos máximos por cobrança individual e por volume diário. Os parâmetros operacionais vigentes para o seu perfil e eventuais pedidos de ajuste ficam disponíveis diretamente na área de configurações e limites do aplicativo Nu Empresas.

André Pires

André Pires

Editor-chefe do CashReasons / Contador

André Pires edita o CashReasons e responde pela apuração das taxas e pela checagem final dos números que entram nos comparativos. Acompanha o mercado de adquirência brasileiro há mais de dez anos, do MDR à antecipação de recebíveis e às letras miúdas do contrato de aluguel de terminal, e escreve para quem está do outro lado do balcão: o dono do negócio que paga a taxa. Nenhum preço vai ao ar aqui sem conferência na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.