
Melhor maquininha de cartão para CPF em 2026: 6 opções para autônomos sem CNPJ
A melhor maquininha de cartão para CPF em 2026 é a Ton T3, única da amostra que reúne impressora, chip próprio, aceitação de pessoa física e garantia vitalícia por menos de R$ 100. Para quem quer a menor taxa e não se importa em operar pelo celular, a SumUp Solo cobra 0,80% no débito. E quem prefere receber na hora encontra na Mercado Pago Point Air 2 a liberação imediata do saldo sem exigir empresa aberta.
Principais conclusões
- Ton, PagBank, Mercado Pago, SumUp e Cielo aceitam cadastro no CPF. Stone e o terminal físico da InfinitePay atendem apenas CNPJ.
- Vender no CPF é legal, mas a Receita Federal recebe da adquirente o relatório do que passou na sua máquina. O valor precisa aparecer na sua declaração como rendimento tributável.
- Pessoa física não consegue aceitar vale-refeição nem vale-alimentação: as regras do Programa de Alimentação do Trabalhador exigem CNPJ com CNAE elegível.
- Abrir MEI custa R$ 0 e libera taxas melhores, planos exclusivos e a possibilidade de aceitar voucher. Na maioria dos casos, compensa antes de comprar a maquininha.
- Nenhuma opção desta lista cobra aluguel. Contrato com mensalidade e meta de faturamento não é produto para autônomo.
Este comparativo é para quem vende sem empresa aberta: manicure que atende em casa, professor particular, motorista, artesão, técnico que faz visita, vendedor de feira e prestador de serviço em geral. Ordenamos pelo custo total de operação no segundo mês, quando a taxa promocional já acabou. Para a comparação geral, sem o recorte de pessoa física, veja o ranking de melhores maquininhas de cartão.
As 6 melhores maquininhas para CPF: o resumo
- Ton T3, melhor conjunto geral, com impressora, chip próprio e garantia vitalícia.
- SumUp Solo, menor taxa de débito e crédito à vista para quem vende no CPF.
- Mercado Pago Point Air 2, melhor para quem precisa do dinheiro no mesmo dia.
- PagBank Moderninha Plus 2, melhor para quem divide o recebimento com outra pessoa.
- TapTon, melhor solução sem aparelho, cobrando por aproximação no celular.
- PagBank Minizinha Chip 3, melhor caminho para quem vai formalizar o MEI em breve.
Vender no CPF, abrir MEI ou exigir CNPJ: o que muda de fato
Antes de escolher o aparelho, vale entender a moldura legal, porque ela define quais opções estão realmente disponíveis para você.
Vender no CPF é permitido. Não existe lei que proíba pessoa física de aceitar cartão. As adquirentes que aceitam CPF fazem análise de crédito simplificada e liberam o cadastro em minutos.
A Receita Federal enxerga tudo. As instituições de pagamento entregam à Receita a Declaração de Informações sobre Operações com Cartões de Crédito e Débito. O que passou na sua maquininha é rendimento tributável e entra no carnê-leão ou na declaração anual, conforme o caso. Ignorar isso é o caminho mais rápido para cair na malha fina.
Voucher está fora. Vale-refeição e vale-alimentação só podem ser aceitos por estabelecimento com CNPJ e CNAE elegível, conforme as regras do Programa de Alimentação do Trabalhador. Se o seu público paga com Alelo, VR, Ticket ou Pluxee, formalizar deixa de ser opcional.
Abrir MEI é grátis e rápido. O registro sai no mesmo dia no Portal do Empreendedor, o custo é o DAS mensal e o limite de faturamento em 2026 segue em R$ 81 mil por ano. Com CNPJ na mão, você destrava o Ton Black, o terminal da InfinitePay, a possibilidade de aceitar voucher e taxas melhores em praticamente todas as marcas.
Se você já decidiu formalizar, o comparativo de maquininhas para MEI mostra as opções por faixa de faturamento. Se vai continuar no CPF, siga por aqui.
Comparativo: as 6 opções liberadas para pessoa física
| Modelo | Preço | Débito | Crédito à vista | Crédito 12x | Pix | Recebimento | Impressora |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ton T3 | a partir de R$ 91,80 | 1,69% | 3,86% | 20,39% | 0% com chave cadastrada | 1 dia útil | Sim |
| SumUp Solo | a partir de R$ 118,80 | 0,80% | 2,85% | 9,90% | 0% | Mesmo dia ou 2 dias úteis | Não |
| Mercado Pago Point Air 2 | a partir de R$ 53,91 | 1,99% | 4,98% | 21,43% | 0,49% | Na hora | Não |
| PagBank Moderninha Plus 2 | a partir de R$ 56,89 | 2,39% | 4,99% | 22,59% | 0,99% | Na hora, 14 ou 30 dias | Não |
| TapTon | Grátis | Tabela do TapTon | Tabela do TapTon | Tabela do TapTon | 0% com chave cadastrada | 1 dia útil | Não |
| PagBank Minizinha Chip 3 | a partir de R$ 45,49 | 2,39% | 4,99% | 22,59% | 0,99% | Na hora, 14 ou 30 dias | Não |
As taxas são as da primeira faixa de faturamento, já fora do período promocional, para Mastercard e Visa.
Como avaliamos as maquininhas para CPF
Quem vende no CPF tem restrições que o comércio formal não tem, e o ranking precisa refletir isso:
- Aceitação de pessoa física sem burocracia (eliminatório): marca que exige CNPJ ficou fora, por mais barata que seja.
- Custo total no volume típico do autônomo (peso 35%): entre R$ 1 mil e R$ 8 mil mensais, faixa em que praticamente ninguém sai da tabela de entrada.
- Independência do celular (peso 20%): quem atende com as mãos ocupadas não pode depender do telefone a cada venda.
- Preço e garantia do aparelho (peso 20%): sem CNPJ, não há depreciação contábil nem crédito fácil para repor equipamento quebrado.
- Caminho de saída (peso 15%): o que acontece quando o autônomo formaliza e quer migrar o cadastro para o CNPJ.
- Prazo do dinheiro (peso 10%): autônomo trabalha com caixa curto, e um dia a mais pesa.
As 6 melhores maquininhas para CPF em 2026, uma a uma
1. Ton T3: melhor conjunto para quem vende no CPF

A Ton nasceu dentro da Stone justamente para atender quem a Stone não atende: autônomo, MEI e microcomércio. O cadastro no CPF é aceito sem exigência de comprovação de faturamento, e a T3 entrega impressora e chip próprio, o que resolve as duas maiores dores de quem atende fora de um balcão.
| Ficha técnica | Ton T3 (e a variante T3 Turbo) |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 91,80 no plano Mega+ (T3 Black, R$ 109,65, só para CNPJ) |
| Taxa no débito | 0,57% nos 30 dias de promoção; depois 1,69% (até R$ 3 mil/mês) a 1,19% (acima de R$ 30 mil/mês) |
| Crédito à vista | 0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85% |
| Crédito em 12x | 7,97% na promoção; depois 20,39% (até R$ 3 mil/mês) a 11,51% (acima de R$ 30 mil/mês) |
| Pix | Sem taxa nos primeiros 30 dias e depois sem taxa com a chave Pix cadastrada na conta Ton |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil (padrão); mesmo dia com acréscimo na taxa |
| Aluguel e mensalidade | Não há aluguel nem mensalidade |
| Conectividade | Chip 4G multioperadora (Claro, Vivo e TIM) na variante Turbo, mais Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Bateria | Até 16 horas de operação contínua na T3 Turbo |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 21x no plano Mega+ |
| Garantia | Vitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada |
Em abril de 2026 a marca reformulou os planos: hoje existem o Ton Mega+, aberto a qualquer vendedor, inclusive pessoa física, e o Ton Black, exclusivo para CNPJ. Quem vende no CPF fica no Mega+, com parcelamento em até 21x e a régua de faturamento começando em 1,69% no débito.
Pontos fortes
- Cadastro no CPF sem exigência de comprovante de renda ou de atividade.
- Impressora e chip próprio no mesmo aparelho, sem depender do celular.
- Garantia vitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada.
- Parcelamento em até 21x, o teto mais alto entre as marcas que aceitam pessoa física.
Pontos fracos
- Taxa de 20,39% em 12x na primeira faixa, que é onde quase todo autônomo fica.
- O plano Black, com taxas bem melhores, é vedado a pessoa física.
- A gratuidade do Pix depende de manter a chave cadastrada na conta Ton.
Para quem é: prestador de serviço e vendedor de rua que atende todo dia e quer autonomia total do aparelho. Para quem não é: autônomo que parcela em 10x ou 12x com frequência.
Veredito: é a compra mais completa desta lista para pessoa física. O único ponto que exige atenção é o parcelamento longo.
2. SumUp Solo: a menor taxa disponível para pessoa física

A SumUp inverte a lógica da concorrência: em vez de reservar as taxas boas para quem fatura alto, ela publica 0,80% no débito e 2,85% no crédito à vista já na oferta de entrada, faixa que atende quem vende até R$ 5 mil por mês. Para o autônomo, é a diferença entre pagar taxa de iniciante e taxa de comércio médio.
| Ficha técnica | SumUp Solo |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 118,80 (ou 12x de R$ 9,90) |
| Taxa no débito | 0,80% na oferta de entrada; 0,99% nas faixas seguintes |
| Crédito à vista | 2,85% (até R$ 5 mil/mês) a 3,19% ou 3,49% conforme a faixa |
| Crédito em 12x | 9,90% (até R$ 5 mil/mês) a 12,49%, recebendo antecipado; 3,49% a 2,99% recebendo parcela a parcela |
| Pix | 0% em todos os planos |
| Prazo de recebimento | No mesmo dia, em até 2 dias úteis ou parcela a parcela (30 em 30 dias) |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip próprio e Wi-Fi, funciona sem celular |
| Impressora | Não na versão Solo; há versão com impressora |
| Bateria | Longa, com base de recarga opcional |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 12x |
Há ainda uma segunda tabela, a de recebimento parcela a parcela, em que o parcelado em 12x sai por 3,49%. Se você vende serviço de ticket alto e não precisa do dinheiro imediatamente, essa é a economia mais expressiva disponível para pessoa física no mercado brasileiro.
Pontos fortes
- Menor taxa de débito e de crédito à vista entre as opções para CPF.
- Pix sem taxa em todos os planos, sem depender de promoção.
- Chip próprio: funciona sem parear com celular.
- Tabela alternativa de recebimento parcela a parcela com taxa de parcelado imbatível.
Pontos fracos
- Preço de aparelho mais alto que o de concorrentes com função equivalente.
- A versão Solo básica não imprime comprovante.
- Rede de assistência menor no Brasil.
Para quem é: autônomo com volume constante que quer minimizar taxa e aceita não ter impressora. Para quem não é: quem precisa entregar comprovante em papel por exigência do cliente.
Veredito: se o seu critério for exclusivamente custo por venda, é a melhor opção para CPF do mercado hoje.
3. Mercado Pago Point Air 2: melhor para receber na hora

Autônomo raramente tem reserva de caixa, e esperar um dia útil às vezes significa não conseguir comprar o material do próximo serviço. A Point Air 2 libera o saldo na hora como padrão, sem pedido manual e sem taxa extra de antecipação sobre o débito e o crédito à vista.
| Ficha técnica | Mercado Pago Point Air 2 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 53,91 |
| Taxa no débito | 0,74% na promoção; depois 1,99% a 1,25% |
| Crédito à vista | 3,99% na promoção; depois 4,98% a 3,08% |
| Crédito em 12x | 8,99% na promoção; depois 21,43% a 11,78% |
| Pix | 0% na promoção; depois 0,49% |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip próprio e Wi-Fi, funciona sem celular |
| Impressora | Não; comprovante digital |
| Bateria | Longa, por não ter impressora |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 18x |
Além da ficha acima, vale registrar o efeito colateral: a conta Mercado Pago é usada por milhões de brasileiros como conta principal, então o dinheiro já cai onde você paga boleto, transfere e usa cartão, sem etapa intermediária.
Pontos fortes
- Saldo liberado imediatamente, com conta que já serve de conta principal.
- O dinheiro parado rende automaticamente.
- Chip próprio e Wi-Fi, funciona sem celular.
- Parcelamento em até 18x direto no aparelho.
Pontos fracos
- Crédito à vista a 4,98% na faixa de entrada, o pior número da amostra ao lado do PagBank.
- Pix a 0,49% depois da promoção.
- Sem impressora.
Para quem é: autônomo com caixa apertado que precisa do dinheiro da venda no mesmo dia. Para quem não é: quem vende ticket alto no crédito à vista, porque a taxa pesa demais.
Veredito: contrate pelo prazo, não pela taxa. Se o seu caixa aguenta um dia útil, Ton e SumUp saem bem mais baratas.
4. PagBank Moderninha Plus 2: melhor para dividir o recebimento

Existe um caso comum entre autônomos que quase nenhum comparativo cobre: duas ou mais pessoas que atendem no mesmo espaço e usam a mesma maquininha. Manicure e cabeleireira que dividem sala, dois técnicos que atendem juntos, casal que vende na mesma barraca. A Moderninha Plus 2 resolve isso ao permitir cadastrar até seis contas PagBank no mesmo aparelho, com cada profissional recebendo direto na própria conta.
| Ficha técnica | PagBank Moderninha Plus 2 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 56,89 |
| Taxa no débito | 0,58% na promoção; depois 2,39% a 1,23% |
| Crédito à vista | 0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92% |
| Crédito em 12x | 7,98% na promoção; depois 22,59% a 12,36% |
| Pix | 0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35% |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Não; comprovante digital |
| Contas no mesmo aparelho | Divide o recebimento entre até 6 contas PagBank cadastradas no mesmo aparelho |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
Sem esse recurso, o dinheiro cai todo na conta de uma pessoa e o acerto vira uma transferência manual no fim do dia, com o risco tributário de o titular declarar como renda própria o que é do outro.
Pontos fortes
- Divide o recebimento entre até seis contas cadastradas no mesmo aparelho.
- Chip 4G e Wi-Fi, funciona sozinho.
- Conta PagBank completa, com cartão e rendimento, para cada participante.
- Três prazos de recebimento à escolha.
Pontos fracos
- A faixa de entrada é a mais cara do comparativo: 2,39% no débito e 22,59% em 12x.
- Pix cobrado fora da promoção.
- Sem impressora, o que incomoda em atendimento externo.
Para quem é: profissionais que compartilham espaço e precisam separar o recebimento na origem. Para quem não é: quem atende sozinho e vai pagar a taxa de entrada alta sem usar o recurso que justifica o modelo.
Veredito: é a resposta certa para um problema específico. Se você atende sozinho, escolha outro aparelho.
5. TapTon: cobrar no celular sem gastar com aparelho
O TapTon é a versão da Ton que dispensa hardware: o cliente encosta o cartão ou o celular na traseira do seu telefone e a venda acontece. Custo de entrada zero, cadastro no CPF aceito e o dinheiro cai na mesma conta Ton.
| Ficha técnica | TapTon |
|---|---|
| Preço | Grátis (app no celular) |
| Taxa no débito | Tabela própria do TapTon, na mesma lógica de faixas do plano Mega+ |
| Crédito à vista | Tabela própria do TapTon |
| Pix | Sem taxa com a chave Pix cadastrada |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Internet do celular |
| Impressora | Não; comprovante digital |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
O TapTon tem tabela de taxas própria, diferente da maquininha física, então confira os números no aplicativo antes de decidir. A vantagem é testar a demanda sem investir nada e migrar para a T3 quando o volume justificar, sem trocar de conta nem de marca.
Pontos fortes
- Custo zero para começar, sem aparelho e sem adesão.
- Cadastro no CPF aceito.
- Migração natural para a maquininha física da mesma conta.
- Aproveita o Pix por aproximação, que virou padrão de balcão em 2026.
Pontos fracos
- Só passa cartão com função por aproximação: tarja e chip ficam de fora.
- Depende de celular com NFC, bateria e sinal.
- Comprovante apenas digital.
Para quem é: autônomo que vende pouco, atende com o celular na mão e quer testar antes de investir. Para quem não é: quem atende público que ainda usa cartão sem contactless.
Veredito: a forma mais barata de aceitar cartão no CPF. Sirva-se dela como teste, não como solução definitiva.
6. PagBank Minizinha Chip 3: melhor ponte do CPF para o MEI

Quem vende no CPF hoje e planeja formalizar em alguns meses ganha ao escolher uma marca que faz essa transição sem atrito. O PagBank permite migrar o cadastro de pessoa física para CNPJ mantendo o aparelho, o histórico de vendas e a conta, o que preserva o relacionamento que define a sua faixa de taxa.
| Ficha técnica | PagBank Minizinha Chip 3 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 45,49 |
| Taxa no débito | 0,58% na promoção; depois 2,39% a 1,23% |
| Crédito à vista | 0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92% |
| Crédito em 12x | 7,98% na promoção; depois 22,59% a 12,36% |
| Pix | 0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35% |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip próprio, funciona sem celular |
| Impressora | Não; comprovante digital |
| Bateria | Vários dias em volume baixo |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
A Minizinha Chip 3 custa cerca de R$ 45, funciona com chip próprio e a bateria dura vários dias em volume baixo. É o suficiente para atravessar a fase de teste sem gastar muito.
Pontos fortes
- Preço baixo com chip próprio, sem depender do celular.
- Bateria de vários dias em uso esporádico.
- Migração de CPF para CNPJ preservando conta e histórico.
- Conta bancária completa incluída, com cartão e rendimento.
Pontos fracos
- Taxas da faixa de entrada entre as mais altas do mercado.
- Sem impressora e com cobertura de voucher menor que a da linha Moderninha.
- Pix cobrado fora da promoção.
Para quem é: autônomo em transição, que vai abrir MEI nos próximos meses. Para quem não é: quem já tem volume alto e vai sentir a taxa de entrada.
Veredito: compre pensando na migração. Assim que o CNPJ sair, revise a sua faixa e considere trocar de modelo.
Simulação: quanto sobra no bolso do autônomo
Mix típico de prestador de serviço: 35% no débito, 40% no crédito à vista, 15% no crédito em 6x e 10% no Pix.
| Faturamento mensal | Ton T3 | SumUp Solo | Mercado Pago Point Air 2 | PagBank Moderninha Plus 2 |
|---|---|---|---|---|
| R$ 1.500 | R$ 44,10 | R$ 32,40 | R$ 54,50 | R$ 56,70 |
| R$ 4.000 | R$ 117,60 | R$ 86,40 | R$ 145,30 | R$ 151,20 |
| R$ 8.000 | R$ 235,20 | R$ 172,80 | R$ 290,60 | R$ 302,40 |
Em R$ 8 mil mensais, a diferença anual entre a SumUp e o PagBank passa de R$ 1.550. É mais que o custo de abrir e manter um MEI por um ano inteiro, o que ajuda a colocar em perspectiva a decisão de formalizar.
Cuidados fiscais que ninguém conta na hora da venda
- O movimento da maquininha é informado à Receita Federal. A adquirente entrega a declaração com o total transacionado no seu CPF, e a divergência entre isso e o que você declarou é o gatilho clássico da malha fina.
- Rendimento de pessoa física é tributado na tabela progressiva. Dependendo do volume, o carnê-leão mensal se torna obrigatório, e a alíquota pode superar em muito o que você pagaria como MEI.
- Não misture conta pessoal com movimento de vendas. Mesmo sem CNPJ, mantenha uma conta separada só para a maquininha. Isso simplifica a declaração e evita explicar depósito por depósito.
- Guarde o comprovante de compra do aparelho. É o que garante a troca dentro da garantia, e vale conferir antes se o modelo escolhido não tem aluguel disfarçado de mensalidade.
- Se o volume crescer, a formalização deixa de ser escolha. Acima de um certo movimento, a adquirente pode pedir CNPJ para manter o cadastro ativo.
Perguntas frequentes
Qual a melhor maquininha de cartão para CPF sem taxa de aluguel?
Todas as seis opções deste comparativo funcionam sem aluguel e sem mensalidade: você compra o aparelho uma vez, ou usa o celular sem custo, e paga apenas a taxa por venda. Entre elas, a Ton T3 é a mais completa e a SumUp Solo tem a menor taxa. Marcas que trabalham com comodato, como Stone e Rede, não aceitam cadastro de pessoa física.
Pessoa física pode aceitar vale-refeição na maquininha?
Não. As regras do Programa de Alimentação do Trabalhador exigem CNPJ ativo com CNAE elegível nos setores de alimentação, refeição ou cultura, além de credenciamento junto a cada bandeira. Nenhuma maquininha libera voucher para cadastro em CPF, independentemente da marca.
A Receita Federal cobra imposto sobre as vendas passadas no meu CPF?
As vendas em si não têm imposto na fonte, mas o valor é rendimento tributável e precisa ser declarado. A adquirente informa à Receita o total transacionado no seu CPF por meio de declaração obrigatória. Dependendo do volume mensal, você fica sujeito ao carnê-leão e, na declaração anual, à tabela progressiva do imposto de renda.
Vale mais a pena abrir MEI do que continuar no CPF?
Na maioria dos casos, sim. O MEI custa um DAS mensal de valor fixo, dispensa carnê-leão, libera taxas melhores nas adquirentes, permite aceitar voucher e dá acesso a planos exclusivos para CNPJ. O limite de faturamento em 2026 é de R$ 81 mil por ano. Acima disso, o enquadramento correto passa a ser microempresa.
Posso transferir uma maquininha comprada no meu CPF para outra pessoa?
O aparelho comprado é seu e pode ser repassado fisicamente, mas o novo usuário precisa cadastrá-lo na própria conta, e nem todas as marcas permitem transferência de titularidade do terminal. O caminho comum é o novo dono abrir a própria conta e vincular o aparelho, quando a adquirente permite. Equipamento em comodato não pode ser repassado.
O dinheiro pode cair em conta poupança?
Depende da marca. A maioria transfere para qualquer conta em nome do mesmo titular, incluindo poupança, mas algumas exigem conta corrente ou usam a própria conta digital como destino padrão. Na prática, todas as opções desta lista abrem uma conta digital gratuita em seu nome, e o dinheiro cai ali antes de qualquer transferência.
O que acontece se eu ultrapassar um faturamento alto vendendo no CPF?
Não existe um teto legal para pessoa física aceitar cartão, mas dois efeitos aparecem. O primeiro é tributário: quanto maior o rendimento, maior a alíquota da tabela progressiva, que chega a patamares bem acima do que um MEI ou uma microempresa pagariam. O segundo é cadastral: a adquirente pode solicitar CNPJ para manter o volume, por exigência de prevenção à lavagem de dinheiro.
Como apuramos
Fontes consultadas na apuração deste artigo:
