Melhor maquininha de cartão em 2026: as 7 melhores por taxa, perfil e custo real

Por · Atualizado em 8 de setembro de 2026 · Escolha da Maquininha

A melhor maquininha de cartão em 2026 é a InfinitePay Smart para quem tem CNPJ e fatura acima de R$ 20 mil por mês, e a Ton T3 Turbo para quem fatura abaixo disso ou vende na rua. As duas dispensam aluguel, entregam Pix sem taxa e cobram menos no crédito parcelado do que as concorrentes de porte equivalente. A diferença entre elas e a pior colocada deste ranking passa de R$ 4.800 por ano em um comércio que gira R$ 15 mil mensais.

Principais conclusões

Nós montamos este comparativo com as tabelas publicadas pelas próprias adquirentes em setembro de 2026 e com os simuladores públicos de taxas. Em vez de listar a taxa de vitrine, que quase sempre é promocional e dura 30 dias, calculamos o que cada aparelho cobra depois que a promoção acaba, em três faixas de faturamento reais.

Vale um aviso de escopo. Este guia trata de maquininhas de balcão, portáteis e de cobrança pelo celular, o equipamento que atende do autônomo ao comércio de médio porte. Operações com dezenas de caixas integrados por rede, típicas de rede de supermercado, dependem de contrato corporativo de PIN Pad e TEF e não cabem numa comparação de tabela pública.

Qual é a melhor maquininha de cartão em 2026: o ranking resumido

O mercado brasileiro girou R$ 2,3 trilhões em cartões só no primeiro semestre de 2026, segundo a Abecs, com alta de 8% sobre o mesmo período do ano anterior. Nesse volume, o crédito cresceu 12,1% e o débito recuou 1,8%. Traduzindo para o seu balcão: a taxa que mais pesa na sua margem hoje é a do crédito, não a do débito, e é nela que este ranking coloca o peso maior.

  1. InfinitePay Smart, melhor custo-benefício geral para CNPJ, por reunir a menor taxa de crédito à vista da amostra e Pix gratuito sem teto de volume.
  2. Ton T3 Turbo, melhor para quem está começando ou vende fora de um ponto fixo, por causa do chip 4G multioperadora, das 16 horas de bateria e da aceitação de CPF.
  3. PagBank Moderninha Pro 2, melhor ecossistema bancário, por transformar a maquininha em porta de entrada de uma conta com cartão, rendimento automático e crédito.
  4. Mercado Pago Point Pro 3, melhor para quem precisa do dinheiro no mesmo dia, com liberação imediata e a rede de aceitação de quem já vende no Mercado Livre.
  5. SumUp Solo, melhor para quem parcela muito e não quer antecipar, pela tabela de recebimento parcela a parcela, a mais barata do comparativo.
  6. Stone, melhor suporte e integração para quem já tem volume, com atendimento humano em segundos e Smart TEF ligado ao sistema de caixa.
  7. Cielo LIO On, melhor integração com PDV e retaguarda fiscal, indicada para o varejo que precisa conversar com ERP, balança e emissor de nota.

Repare que nenhuma dessas respostas serve para todo mundo. Quem procura por "qual a melhor maquininha de cartão" costuma querer a mais barata, mas a maquininha mais barata para quem vende R$ 2 mil por mês não é a mesma de quem vende R$ 60 mil. A régua muda porque quase toda adquirente hoje trabalha com taxa progressiva: quanto maior o volume do mês anterior, menor a taxa do mês seguinte.

Comparativo de taxas: as 7 melhores maquininhas lado a lado

A tabela abaixo mostra a taxa cheia, já fora do período promocional, para um negócio na faixa intermediária de faturamento. É o número que você realmente vai pagar a partir do segundo mês.

MaquininhaPreço do aparelhoDébitoCrédito à vistaCrédito em 12xPixRecebimentoAluguel
InfinitePay SmartR$ 1991,37% a 0,75%3,15% a 2,69%12,40% a 8,99%0%1 dia útilNão
Ton T3 Turboa partir de R$ 91,801,69% a 1,19%3,86% a 2,85%20,39% a 11,51%0% com chave cadastrada1 dia útilNão
PagBank Moderninha Pro 2a partir de R$ 102,492,39% a 1,23%4,99% a 2,92%22,59% a 12,36%0,99% a 0,35%Na hora, 14 ou 30 diasNão
Mercado Pago Point Pro 3a partir de R$ 98,911,99% a 1,25%4,98% a 3,08%21,43% a 11,78%0,49%Na hora, 14 ou 30 diasNão
SumUp Soloa partir de R$ 118,800,80% a 0,99%2,85% a 3,49%9,90% a 12,49%0%Mesmo dia, 2 dias ou parcela a parcelaNão
Stonecomodatonegociadanegociadanegociada0% no QR Code1 dia útilIsenção por meta
Cielo LIO Ona partir de R$ 238,801,07% a 2,09%3,48% a 4,68%16,07% a 21,47%a partir de 0,99%Mesmo dia a 2 dias úteisR$ 49 a R$ 99, com isenção

Três leituras saltam da tabela. A primeira é que a faixa de variação dentro de uma mesma marca é maior do que a diferença entre marcas: a Ton cobra 20,39% em 12x de quem fatura até R$ 3 mil e 11,51% de quem passa de R$ 30 mil, quase metade. A segunda é que a SumUp inverte a lógica das concorrentes ao cobrar pouco de quem vende pouco. A terceira é que Stone e Cielo não jogam esse jogo de tabela pública, porque vivem da negociação caso a caso e da relação de conta.

Como avaliamos: a metodologia por trás deste ranking

Comparar maquininha por taxa de vitrine é o erro que mais custa dinheiro ao lojista brasileiro. A taxa de 0,57% que aparece no anúncio da Ton, por exemplo, é real, mas vale por 30 dias corridos ou até R$ 5 mil em vendas, o que vier primeiro. Depois disso, a régua de faturamento assume. Por isso, o nosso critério de ordenação foi o custo efetivo total no segundo mês de operação, não no primeiro.

Cada aparelho foi avaliado em seis dimensões, com peso diferente:

Também definimos o que ficou de fora. Não avaliamos as soluções de cooperativa de crédito, como a maquininha do Sicredi e a Sipag do Sicoob, porque as condições dependem da agência e da associação do lojista, o que impede comparação pública. Ficaram de fora ainda adquirentes que só operam por indicação regional, nem soluções exclusivas de e-commerce sem terminal físico, nem contratos corporativos com taxa sob medida que nenhum leitor consegue reproduzir. E não usamos nota de reputação como critério de desempate, porque as plataformas públicas de reclamação divergem demais entre si para servir de régua confiável.

As 7 melhores maquininhas de cartão em 2026, uma a uma

1. InfinitePay Smart: melhor custo-benefício geral

Maquininha InfinitePay Smart em fundo branco, terminal Android com impressora térmica imprimindo comprovante
A InfinitePay Smart roda Android na própria tela e imprime comprovante sem depender de outro aparelho no balcão.

A InfinitePay é a operação brasileira da CloudWalk e construiu a sua posição atacando exatamente o ponto em que as concorrentes ganham dinheiro: o crédito. Enquanto quase todo mundo trata a taxa de crédito à vista como zona de conforto, a InfinitePay publica 2,69% para quem passa de R$ 80 mil mensais e 3,15% para quem está começando, com Pix gratuito e sem teto de volume em qualquer faixa.

Ficha técnicaInfinitePay Smart
PreçoR$ 199 à vista (ou 12x de R$ 16,58)
Taxa no débito1,37% (até R$ 20 mil/mês) a 0,75% (acima de R$ 80 mil/mês)
Crédito à vista3,15% a 2,69%, pela mesma régua de faturamento
Crédito em 12x12,40% a 8,99% recebendo em 1 dia útil; 18,29% recebendo na hora
Pix0%, sem limite de volume
Prazo de recebimento1 dia útil (padrão) ou na hora, com taxa maior
Aluguel e mensalidadeNão há aluguel nem mensalidade
ConectividadeWi-Fi e chip 4G inclusos
ImpressoraSim, térmica integrada
Vale-refeição e alimentaçãoPrincipais bandeiras do mercado
Cadastro aceitoSomente CNPJ
Parcelamento máximoAté 12x (18x pelo link de pagamento)

O aparelho é um terminal Android com tela sensível ao toque, impressora térmica, câmera e leitor de código de barras, o suficiente para rodar catálogo, controle de vendas e emissão de comprovante sem depender de outro equipamento no balcão. Quem prefere não comprar hardware pode usar o InfiniteTap e cobrar por aproximação no próprio celular, com a mesma conta e as mesmas taxas.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: comércio e prestador de serviço com CNPJ que fatura de R$ 5 mil a R$ 100 mil por mês, aceita esperar um dia útil e quer previsibilidade de custo. Para quem não é: autônomo que vende no CPF e quem precisa do dinheiro no mesmo instante todos os dias.

Veredito: é a escolha padrão para quem tem empresa aberta. Perde apenas quando o negócio precisa de liquidação imediata como regra, e não como exceção.

2. Ton T3 Turbo: melhor para começar e para vender na rua

Maquininha Ton T3 verde em fundo branco, com teclado físico, impressora integrada e tela colorida
A Ton T3 combina teclado físico e impressora, formato que resiste melhor a balcão úmido e movimentado.

A Ton é a marca da Stone voltada a pequenos negócios e autônomos, e em abril de 2026 ela reformulou toda a estrutura de planos. Os antigos Super, Pro e Max deixaram de existir e deram lugar a dois: o Ton Mega+, aberto a qualquer vendedor, e o Ton Black, exclusivo para CNPJ e recomendado acima de R$ 20 mil mensais. Se você leu um comparativo que ainda cita os planos antigos, ele está desatualizado.

Ficha técnicaTon T3 (e a variante T3 Turbo)
PreçoA partir de R$ 91,80 no plano Mega+ (T3 Black, R$ 109,65, só para CNPJ)
Taxa no débito0,57% nos 30 dias de promoção; depois 1,69% (até R$ 3 mil/mês) a 1,19% (acima de R$ 30 mil/mês)
Crédito à vista0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85%
Crédito em 12x7,97% na promoção; depois 20,39% (até R$ 3 mil/mês) a 11,51% (acima de R$ 30 mil/mês)
PixSem taxa nos primeiros 30 dias e depois sem taxa com a chave Pix cadastrada na conta Ton
Prazo de recebimento1 dia útil (padrão); mesmo dia com acréscimo na taxa
Aluguel e mensalidadeNão há aluguel nem mensalidade
ConectividadeChip 4G multioperadora (Claro, Vivo e TIM) na variante Turbo, mais Wi-Fi
BateriaAté 16 horas de operação contínua na T3 Turbo
Vale-refeição e alimentaçãoMais de 50 administradoras de vale-refeição e alimentação
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ
Parcelamento máximoAté 21x no plano Mega+
GarantiaVitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada

O diferencial de hardware da variante Turbo é o chip multioperadora. O aparelho testa Claro, Vivo e TIM e escolhe sozinho o sinal mais forte do lugar onde está, sem configuração manual. Em feira coberta, garagem de oficina e rua movimentada, isso resolve o problema que derruba venda com mais frequência que taxa alta. A bateria aguenta até 16 horas de operação contínua, o que cobre um dia inteiro de barraca sem tomada.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: autônomo, MEI e comércio itinerante que vende no débito e no crédito à vista, precisa de autonomia de rede e não quer aluguel. Para quem não é: negócio que concentra as vendas em parcelamento longo e ainda fatura abaixo de R$ 6 mil por mês.

Veredito: é a melhor porta de entrada do mercado, contanto que você entre com os olhos abertos para a taxa do parcelado. Veja também o guia de maquininhas para quem está começando antes de decidir o modelo.

3. PagBank Moderninha Pro 2: melhor ecossistema bancário

Maquininha PagBank Moderninha Pro 2 amarela em fundo branco, com teclado físico e impressora térmica
A Moderninha Pro 2 é o modelo de balcão do PagBank, com teclado físico que resiste a farinha e gordura.

O PagBank vende maquininha há mais tempo que quase todo mundo neste ranking e usa o aparelho como porta de entrada de um banco completo. A conta que vem junto rende automaticamente, emite cartão físico e virtual, faz folha de pagamento e oferece crédito com base no seu histórico de vendas. Para quem não tem conta PJ em banco grande, isso resolve dois problemas com uma assinatura.

Ficha técnicaPagBank Moderninha Pro 2
PreçoA partir de R$ 102,49
Taxa no débito0,58% na promoção de entrada; depois 2,39% (até R$ 2 mil/mês) a 1,23% (acima de R$ 50 mil/mês)
Crédito à vista0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92%
Crédito em 12x7,98% na promoção; depois 22,59% (até R$ 2 mil/mês) a 12,36% (acima de R$ 50 mil/mês)
Pix0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35% conforme a faixa
Prazo de recebimentoNa hora, em 14 dias ou em 30 dias, com taxa diferente para cada prazo
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
Vale-refeição e alimentaçãoAlelo, VR, Ticket, Pluxee, Ben Visa Vale, Greencard e Up, entre outras
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ
Parcelamento máximoAté 12x na maquininha e 18x no link de pagamento

A Moderninha Pro 2 é o modelo de balcão da linha: impressora térmica, chip 4G, Wi-Fi e teclado físico. O teclado importa mais do que parece em ambiente com gordura, farinha ou umidade, situações em que a tela sensível ao toque falha e o botão físico não.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: comércio de alimentação e serviço com CNPJ que precisa aceitar voucher, quer conta bancária junto e fatura acima de R$ 5 mil por mês. Para quem não é: quem vende pouco, porque a faixa de entrada é punitiva.

Veredito: excelente a partir da segunda faixa de faturamento, cara na primeira. Se você já passou de R$ 5 mil mensais, ela sobe várias posições neste ranking.

4. Mercado Pago Point Pro 3: melhor para receber na hora

Maquininha Mercado Pago Point Pro 3 amarela em fundo branco, com impressora térmica, chip 4G e teclado físico
A Point Pro 3 tem cerca de 14 horas de bateria e chip 4G, o que a torna a portátil de referência do Mercado Pago.

O Mercado Pago tem uma vantagem que nenhuma concorrente copia: o dinheiro cai na mesma conta que o vendedor já usa para pagar fornecedor, comprar no Mercado Livre e movimentar cartão. Para quem vive de giro curto, essa integração vale mais que meio ponto de taxa.

Ficha técnicaMercado Pago Point Pro 3
PreçoA partir de R$ 98,91
Taxa no débito0,74% no plano promocional; depois 1,99% (até R$ 3 mil/mês) a 1,25% (acima de R$ 50 mil/mês)
Crédito à vista3,99% na promoção; depois 4,98% a 3,08%
Crédito em 12x8,99% na promoção; depois 21,43% (até R$ 3 mil/mês) a 11,78% (acima de R$ 50 mil/mês)
Pix0% na promoção; depois 0,49%
Prazo de recebimentoNa hora, em 14 dias ou em 30 dias
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
BateriaCerca de 14 horas de uso
Vale-refeição e alimentaçãoAlelo, VR, Ticket e Pluxee
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ
Parcelamento máximoAté 18x

A Point Pro 3 traz impressora térmica, chip 4G e cerca de 14 horas de bateria, o que a coloca no mesmo patamar de autonomia da Ton T3 Turbo. O parcelamento vai até 18x, útil para quem vende serviço de ticket alto sem depender de link de pagamento.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: negócio com giro apertado que precisa do dinheiro na hora, vendedor que já opera dentro do ecossistema Mercado Livre e quem faz atendimento externo. Para quem não é: comércio de alimentação que depende de vale-refeição de bandeiras menos comuns.

Veredito: a melhor opção quando o problema é fluxo de caixa, não taxa. Se você consegue esperar um dia útil, InfinitePay e Ton saem mais baratas.

5. SumUp Solo: melhor para quem parcela e não quer antecipar

Maquininha SumUp Solo branca em fundo branco, apoiada na base de carregamento
A SumUp Solo tem chip próprio e é a porta de entrada da tabela de recebimento parcela a parcela da marca.

A SumUp inverte a lógica do mercado. Em vez de empurrar a antecipação, ela publica uma tabela específica para quem aceita receber parcela a parcela, de 30 em 30 dias, e nela o parcelado em 12x sai por 3,49% na faixa de entrada e 2,99% acima de R$ 50 mil. Nenhuma concorrente deste comparativo chega perto disso.

Ficha técnicaSumUp Solo
PreçoA partir de R$ 118,80 (ou 12x de R$ 9,90)
Taxa no débito0,80% na oferta de entrada; 0,99% nas faixas seguintes
Crédito à vista2,85% (até R$ 5 mil/mês) a 3,19% ou 3,49% conforme a faixa
Crédito em 12x9,90% (até R$ 5 mil/mês) a 12,49%, recebendo antecipado; 3,49% a 2,99% recebendo parcela a parcela
Pix0% em todos os planos
Prazo de recebimentoNo mesmo dia, em até 2 dias úteis ou parcela a parcela (30 em 30 dias)
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeChip próprio e Wi-Fi, funciona sem celular
ImpressoraNão na versão Solo; há versão com impressora
BateriaLonga, com base de recarga opcional
Vale-refeição e alimentaçãoAlelo, VR, Ticket e Pluxee
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ
Parcelamento máximoAté 12x

A contrapartida é óbvia e precisa ser dita: você recebe a 12ª parcela um ano depois da venda. Isso só faz sentido para negócio com caixa formado, que usa o parcelamento como ferramenta de venda e não como socorro financeiro. Para quem está nessa situação, é a economia mais expressiva que encontramos no levantamento.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: loja de móveis, ótica, oficina, clínica e qualquer negócio de ticket alto com caixa formado que parcela como estratégia. Para quem não é: comércio de giro rápido que precisa do dinheiro da venda de hoje para repor o estoque de amanhã.

Veredito: é a maquininha mais subestimada do mercado brasileiro para um perfil bem específico. Se você parcela muito e não vive de antecipação, faça a conta antes de descartá-la.

6. Stone: melhor suporte e integração para quem já tem volume

Maquininha Stone verde em fundo branco, ao lado do aplicativo da conta PJ no celular
A Stone trabalha em comodato e liga a maquininha à conta PJ e ao Smart TEF do sistema de caixa.

A Stone não vende maquininha: ela cede o aparelho em comodato e cobra mensalidade, com isenção a partir de uma meta de faturamento acordada em contrato. É um modelo antigo, que perdeu terreno para as marcas sem aluguel, mas continua fazendo sentido para um perfil claro, o do negócio que já tem volume e precisa de gente do outro lado da linha quando o terminal para.

Ficha técnicaStone (linha Smart e Pro)
PreçoComodato: o aparelho não é comprado, é cedido no contrato
Taxa no débitoNegociada por contrato, conforme volume e perfil
Crédito à vistaNegociada por contrato
PixPix QR Code sem taxa para o lojista
Prazo de recebimento1 dia útil, com antecipação disponível
Aluguel e mensalidadeMensalidade com isenção a partir de uma meta de faturamento acordada
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
Vale-refeição e alimentaçãoCerca de 15 bandeiras de vale-refeição e alimentação
Cadastro aceitoSomente CNPJ
Parcelamento máximoAté 18x
EcossistemaConta PJ gratuita, Smart TEF, integração com PDV, capital de giro, suporte humano 24 horas

O que a Stone entrega e as concorrentes sem aluguel não entregam é o Smart TEF, a comunicação direta entre o sistema de caixa e a maquininha, sem digitação de valor. Em restaurante com comanda, loja com estoque integrado e qualquer operação em que o erro de digitação vira prejuízo, isso muda a rotina.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: comércio estabelecido acima de R$ 20 mil mensais que precisa de integração com o caixa e não tolera terminal parado. Para quem não é: autônomo, MEI iniciante e qualquer negócio com faturamento irregular.

Veredito: peça a proposta, mas leve a tabela deste comparativo para a mesa. A Stone costuma cobrir taxa de concorrente quando o volume justifica.

7. Cielo LIO On: melhor integração com PDV e retaguarda fiscal

A Cielo é a adquirente mais antiga em operação no país e continua sendo a mais forte onde o assunto é integração com automação comercial. Em supermercado, farmácia e varejo com estoque, a conversa entre maquininha, PDV e emissor fiscal importa mais que meio ponto de taxa, e é aí que a LIO On se justifica.

Ficha técnicaCielo LIO On
PreçoA partir de R$ 238,80 na compra, ou aluguel mensal conforme o plano
Taxa no débitoDe 1,07% a 2,09% conforme o plano e o volume
Crédito à vistaDe 3,48% a 4,68%
Crédito em 12xDe 16,07% a 21,47%
PixA partir de 0,99%
Prazo de recebimentoDo mesmo dia até 2 dias úteis, conforme o plano
Aluguel e mensalidadeDe R$ 49 a R$ 99 por mês, com isenção a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento mensal
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
TelaTouch Android com loja de aplicativos de gestão
Vale-refeição e alimentaçãoAmpla cobertura de vale-refeição e alimentação
EcossistemaTEF, integração com PDV e ERP, apps de gestão na própria tela, atendimento 24 horas

A LIO On roda Android com loja própria de aplicativos de gestão: você controla venda, estoque e catálogo na tela do próprio terminal. O aluguel varia de R$ 49 a R$ 99 por mês e costuma ser isento a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento mensal, número que exclui boa parte do pequeno comércio.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: varejo com PDV integrado, múltiplos caixas e necessidade de retaguarda fiscal. Para quem não é: negócio pequeno, que paga aluguel sem receber nada em troca da estrutura de integração.

Veredito: contrate pela integração, nunca pela taxa. Se o seu caixa é um caderno e uma calculadora, você está pagando por algo que não vai usar.

Quanto cada maquininha custa de verdade: três simulações

Taxa isolada não diz nada. O que importa é quanto some do seu faturamento no fim do mês, considerando o seu mix de pagamento. Usamos um mix comum no varejo brasileiro: 30% no débito, 40% no crédito à vista, 20% no crédito em 6x e 10% no Pix.

Cenário 1: R$ 3.000 por mês, o autônomo que está começando

MaquininhaCusto mensal em taxasCusto anualObservação
Ton T3 TurboR$ 96,90R$ 1.162,80Primeira faixa da régua, taxa cheia
SumUp SoloR$ 78,30R$ 939,60Oferta de entrada até R$ 5 mil
Mercado Pago Point Pro 3R$ 116,10R$ 1.393,20Faixa até R$ 3 mil, a mais cara da marca
PagBank Moderninha Pro 2R$ 123,60R$ 1.483,20Faixa até R$ 2 mil
InfinitePay SmartR$ 89,70R$ 1.076,40Faixa única até R$ 20 mil

Cenário 2: R$ 15.000 por mês, o comércio de bairro consolidado

MaquininhaCusto mensal em taxasCusto anualObservação
InfinitePay SmartR$ 448,50R$ 5.382,00Ainda na primeira faixa, até R$ 20 mil
Ton T3 TurboR$ 372,00R$ 4.464,00Faixa de R$ 10 mil a R$ 30 mil
PagBank Moderninha Pro 2R$ 396,00R$ 4.752,00Faixa de R$ 10 mil a R$ 20 mil
Mercado Pago Point Pro 3R$ 421,50R$ 5.058,00Faixa de R$ 10 mil a R$ 20 mil
Cielo LIO OnR$ 553,50R$ 6.642,00Com aluguel isento pela meta

Cenário 3: R$ 45.000 por mês, o varejo médio

MaquininhaCusto mensal em taxasCusto anualObservação
InfinitePay SmartR$ 1.030,50R$ 12.366,00Faixa de R$ 40 mil a R$ 80 mil
Ton T3 Turbo, plano BlackR$ 1.062,00R$ 12.744,00Plano exclusivo para CNPJ
PagBank Moderninha Pro 2R$ 1.116,00R$ 13.392,00Faixa de R$ 20 mil a R$ 50 mil
SumUp SoloR$ 1.192,50R$ 14.310,00Recebimento antecipado
Cielo LIO OnR$ 1.507,50R$ 18.090,00Aluguel isento

Os valores são aproximações a partir das tabelas publicadas e servem para dimensionar a ordem de grandeza, não para substituir o simulador oficial de cada marca. O que a simulação mostra com clareza é que a distância entre a primeira e a última colocada fica em torno de 25% do custo total de adquirência, e que essa distância aumenta conforme o faturamento cresce.

Qual máquina de cartão é mais vantajosa para o seu perfil

A pergunta que mais chega até aqui é qual máquina de cartão mais vantajosa para quem está numa situação parecida com a sua. Entre as máquinas de cartão, qual a melhor depende de três variáveis: quanto você fatura, como o seu cliente paga e quando você precisa do dinheiro. A tabela abaixo cruza as três e resume a recomendação por situação.

Seu perfilRecomendação principalSegunda opçãoPor quê
Vende no CPF, sem empresa abertaTon T3Mercado Pago Point Air 2InfinitePay e Stone só aceitam CNPJ
MEI faturando até R$ 6.750 por mêsTon T3PagBank Minizinha Chip 3Custo de entrada baixo e sem mensalidade
Comércio com CNPJ, R$ 10 mil a R$ 50 milInfinitePay SmartPagBank Moderninha Pro 2Menor taxa de crédito da faixa
Alimentação com vale-refeiçãoTon T3PagBank Moderninha Pro 2Maior cobertura de bandeiras de voucher
Ticket alto com parcelamento longoSumUp SoloMercado Pago Point Pro 3Tabela parcela a parcela e 18x na máquina
Precisa do dinheiro no mesmo diaMercado Pago Point Pro 3PagBank Moderninha Pro 2Liberação imediata como padrão
Vende na rua, feira ou eventoTon T3 TurboMercado Pago Point Pro 3Chip multioperadora e 16 horas de bateria
Varejo com PDV e vários caixasCielo LIO OnStoneIntegração TEF madura

Cada um desses perfis tem um guia próprio neste site, com o ranking recalculado para o mix de pagamento do setor: restaurante, lojas, salão de beleza, clínicas, padaria, supermercado e oficina, entre outros.

Para quem quer aprofundar a comparação por preço puro, vale ler o levantamento de qual maquininha de cartão tem a menor taxa, que isola cada modalidade em vez de trabalhar com mix ponderado.

O que mudou no mercado em 2026 e afeta a sua escolha

Três mudanças recentes alteram o cálculo de quem vai contratar agora.

O Pix por aproximação virou padrão de balcão. Desde abril de 2026, todas as instituições participantes do arranjo Pix são obrigadas a oferecer o recurso, e a Instrução Normativa 746 do Banco Central, publicada em junho, derruba o teto de R$ 500 por transação a partir de 1º de outubro de 2026. Na prática, o cliente encosta o celular na maquininha e paga sem QR Code e sem digitar chave. Como a maioria das marcas cobra zero por Pix, cada venda migrada do débito para o Pix por aproximação é economia direta. Se você quer entender a tecnologia por trás disso, o guia sobre o que é NFC explica o mecanismo.

O vale-refeição ficou mais barato para o estabelecimento. O Decreto 12.712/2025 limitou a 3,6% a taxa cobrada do estabelecimento nas transações do Programa de Alimentação do Trabalhador, fixou teto de 2% para a tarifa de intercâmbio e reduziu o prazo de repasse para até 15 dias corridos. A interoperabilidade plena entre bandeiras entra em vigor em novembro de 2026. Para bar, restaurante, padaria e mercado, isso muda a conta de aceitar voucher, assunto detalhado no guia sobre maquininha que aceita cartão alimentação.

O pagamento por aproximação passou de três quartos das transações presenciais. Segundo a Abecs, a modalidade movimentou R$ 1 trilhão no primeiro semestre de 2026, com alta de 18,5%, e respondeu por 76,2% das transações presenciais com cartão em junho. Maquininha sem leitor NFC funcional hoje é equipamento obsoleto, não opção mais barata.

Como escolher a melhor maquininha de cartão em 7 critérios

Se você ainda está na etapa anterior, escolher entre comprar e alugar, o comparativo de aluguel de maquininha de cartão mostra o ponto exato em que uma opção passa a outra.

Seis erros que encarecem a maquininha

Perguntas frequentes

Qual a melhor maquininha de cartão para quem está começando?

Para quem começa agora, a Ton T3 e a Mercado Pago Point Air 2 costumam ser as escolhas mais equilibradas: custam menos de R$ 100, não têm mensalidade e aceitam CPF. A InfinitePay Smart é mais barata em taxa, mas só atende CNPJ. O ponto de atenção para iniciantes é a taxa de parcelado da primeira faixa de faturamento, que é a mais alta de todas as tabelas.

Maquininha de cartão: qual a melhor sem aluguel?

Entre as opções sem aluguel, a InfinitePay Smart tem a menor taxa de crédito à vista e Pix gratuito ilimitado, enquanto a Ton T3 tem o menor preço de entrada e aceita CPF. A SumUp Solo ganha quando o negócio parcela muito e aceita receber parcela a parcela. Nenhuma das três cobra mensalidade, então o custo total depende apenas do seu mix de vendas.

Qual é a melhor maquininha de cartão para quem vende no CPF?

Ton, Mercado Pago, PagBank, SumUp e Cielo aceitam cadastro de pessoa física. InfinitePay, no terminal físico, e Stone atendem somente CNPJ. Para quem vende no CPF e tem volume baixo, a combinação de preço de aparelho e ausência de mensalidade costuma pesar mais que a diferença de meio ponto na taxa.

Máquina de cartão melhor: comprar ou alugar?

Comprar sai mais barato na maioria dos casos. Um terminal de R$ 100 a R$ 200 pago uma vez se paga em dois ou três meses frente a um aluguel de R$ 50 a R$ 100. O aluguel só compensa quando vem acompanhado de algo que você usa de fato: troca imediata do aparelho, integração com o sistema de caixa ou taxa negociada bem abaixo da tabela pública.

Quanto tempo demora para o dinheiro cair na conta?

Depende do prazo contratado. O padrão do mercado hoje é um dia útil para débito e crédito à vista. O crédito parcelado costuma cair parcela a parcela, de 30 em 30 dias, a menos que você antecipe. Receber na hora é possível em quase todas as marcas, mas encarece a taxa de forma significativa, sobretudo no parcelado.

As máquinas de cartão cobram taxa no Pix?

Varia. InfinitePay e SumUp não cobram nada pelo Pix em nenhum plano. A Ton mantém a gratuidade enquanto a chave Pix estiver cadastrada na conta. Mercado Pago cobra 0,49% e PagBank varia de 0,99% a 0,35% conforme a faixa de faturamento, ambos com período promocional gratuito no início. Cielo parte de 0,99%.

Preciso de CNPJ para ter uma maquininha de cartão?

Não para todas. Ton, PagBank, Mercado Pago, SumUp e Cielo aceitam pessoa física. Stone e o terminal físico da InfinitePay exigem CNPJ. Vale lembrar que aceitar vale-refeição e vale-alimentação é diferente: aí o CNPJ com CNAE elegível é obrigatório por causa das regras do Programa de Alimentação do Trabalhador.

Qual é a melhor máquina de cartão para uma empresa pequena?

Para empresa com CNPJ faturando de R$ 5 mil a R$ 50 mil por mês, a InfinitePay Smart entrega o menor custo total, por causa da faixa única de faturamento até R$ 20 mil e do Pix gratuito. A Ton T3 Turbo assume a frente quando a operação é itinerante ou depende de vale-refeição. Acima de R$ 20 mil mensais, vale pedir proposta à Stone e à Cielo e comparar com essas duas tabelas.

A taxa da maquininha pode mudar depois que eu contratar?

Sim, e muda com frequência. A maior parte das adquirentes recalcula a sua faixa todo mês com base no faturamento do mês anterior, então a mesma maquininha pode cobrar taxas diferentes em meses seguidos. Além disso, as tabelas públicas são revisadas ao longo do ano. Vale conferir a taxa vigente no aplicativo antes de fechar uma venda parcelada grande.

Como apuramos

Fontes consultadas na apuração deste artigo:

André Pires

André Pires

Editor-chefe do CashReasons / Contador

André Pires edita o CashReasons e responde pela apuração das taxas e pela checagem final dos números que entram nos comparativos. Acompanha o mercado de adquirência brasileiro há mais de dez anos, do MDR à antecipação de recebíveis e às letras miúdas do contrato de aluguel de terminal, e escreve para quem está do outro lado do balcão: o dono do negócio que paga a taxa. Nenhum preço vai ao ar aqui sem conferência na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.