
Melhor maquininha de cartão em 2026: as 7 melhores por taxa, perfil e custo real
A melhor maquininha de cartão em 2026 é a InfinitePay Smart para quem tem CNPJ e fatura acima de R$ 20 mil por mês, e a Ton T3 Turbo para quem fatura abaixo disso ou vende na rua. As duas dispensam aluguel, entregam Pix sem taxa e cobram menos no crédito parcelado do que as concorrentes de porte equivalente. A diferença entre elas e a pior colocada deste ranking passa de R$ 4.800 por ano em um comércio que gira R$ 15 mil mensais.
Principais conclusões
- Não existe uma única melhor maquininha de cartão: a taxa cobrada depende da faixa de faturamento em que você cai, e a mesma marca pode ser a mais barata em uma faixa e a mais cara em outra.
- No crédito parcelado em 12x, a diferença entre a melhor e a pior taxa das sete marcas analisadas chega a 10 pontos percentuais sobre o valor da venda.
- O aluguel voltou a ser exceção. Cinco das sete opções deste ranking vendem o aparelho uma vez e não cobram mensalidade.
- Receber na hora custa caro: nas tabelas oficiais, antecipar o parcelado de 12x quase dobra a taxa em relação a receber em um dia útil.
- O Pix já é gratuito na maioria das maquininhas e virou o argumento mais forte contra a taxa do débito, que agora tem concorrente direto no balcão.
Nós montamos este comparativo com as tabelas publicadas pelas próprias adquirentes em setembro de 2026 e com os simuladores públicos de taxas. Em vez de listar a taxa de vitrine, que quase sempre é promocional e dura 30 dias, calculamos o que cada aparelho cobra depois que a promoção acaba, em três faixas de faturamento reais.
Vale um aviso de escopo. Este guia trata de maquininhas de balcão, portáteis e de cobrança pelo celular, o equipamento que atende do autônomo ao comércio de médio porte. Operações com dezenas de caixas integrados por rede, típicas de rede de supermercado, dependem de contrato corporativo de PIN Pad e TEF e não cabem numa comparação de tabela pública.
Qual é a melhor maquininha de cartão em 2026: o ranking resumido
O mercado brasileiro girou R$ 2,3 trilhões em cartões só no primeiro semestre de 2026, segundo a Abecs, com alta de 8% sobre o mesmo período do ano anterior. Nesse volume, o crédito cresceu 12,1% e o débito recuou 1,8%. Traduzindo para o seu balcão: a taxa que mais pesa na sua margem hoje é a do crédito, não a do débito, e é nela que este ranking coloca o peso maior.
- InfinitePay Smart, melhor custo-benefício geral para CNPJ, por reunir a menor taxa de crédito à vista da amostra e Pix gratuito sem teto de volume.
- Ton T3 Turbo, melhor para quem está começando ou vende fora de um ponto fixo, por causa do chip 4G multioperadora, das 16 horas de bateria e da aceitação de CPF.
- PagBank Moderninha Pro 2, melhor ecossistema bancário, por transformar a maquininha em porta de entrada de uma conta com cartão, rendimento automático e crédito.
- Mercado Pago Point Pro 3, melhor para quem precisa do dinheiro no mesmo dia, com liberação imediata e a rede de aceitação de quem já vende no Mercado Livre.
- SumUp Solo, melhor para quem parcela muito e não quer antecipar, pela tabela de recebimento parcela a parcela, a mais barata do comparativo.
- Stone, melhor suporte e integração para quem já tem volume, com atendimento humano em segundos e Smart TEF ligado ao sistema de caixa.
- Cielo LIO On, melhor integração com PDV e retaguarda fiscal, indicada para o varejo que precisa conversar com ERP, balança e emissor de nota.
Repare que nenhuma dessas respostas serve para todo mundo. Quem procura por "qual a melhor maquininha de cartão" costuma querer a mais barata, mas a maquininha mais barata para quem vende R$ 2 mil por mês não é a mesma de quem vende R$ 60 mil. A régua muda porque quase toda adquirente hoje trabalha com taxa progressiva: quanto maior o volume do mês anterior, menor a taxa do mês seguinte.
Comparativo de taxas: as 7 melhores maquininhas lado a lado
A tabela abaixo mostra a taxa cheia, já fora do período promocional, para um negócio na faixa intermediária de faturamento. É o número que você realmente vai pagar a partir do segundo mês.
| Maquininha | Preço do aparelho | Débito | Crédito à vista | Crédito em 12x | Pix | Recebimento | Aluguel |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| InfinitePay Smart | R$ 199 | 1,37% a 0,75% | 3,15% a 2,69% | 12,40% a 8,99% | 0% | 1 dia útil | Não |
| Ton T3 Turbo | a partir de R$ 91,80 | 1,69% a 1,19% | 3,86% a 2,85% | 20,39% a 11,51% | 0% com chave cadastrada | 1 dia útil | Não |
| PagBank Moderninha Pro 2 | a partir de R$ 102,49 | 2,39% a 1,23% | 4,99% a 2,92% | 22,59% a 12,36% | 0,99% a 0,35% | Na hora, 14 ou 30 dias | Não |
| Mercado Pago Point Pro 3 | a partir de R$ 98,91 | 1,99% a 1,25% | 4,98% a 3,08% | 21,43% a 11,78% | 0,49% | Na hora, 14 ou 30 dias | Não |
| SumUp Solo | a partir de R$ 118,80 | 0,80% a 0,99% | 2,85% a 3,49% | 9,90% a 12,49% | 0% | Mesmo dia, 2 dias ou parcela a parcela | Não |
| Stone | comodato | negociada | negociada | negociada | 0% no QR Code | 1 dia útil | Isenção por meta |
| Cielo LIO On | a partir de R$ 238,80 | 1,07% a 2,09% | 3,48% a 4,68% | 16,07% a 21,47% | a partir de 0,99% | Mesmo dia a 2 dias úteis | R$ 49 a R$ 99, com isenção |
Três leituras saltam da tabela. A primeira é que a faixa de variação dentro de uma mesma marca é maior do que a diferença entre marcas: a Ton cobra 20,39% em 12x de quem fatura até R$ 3 mil e 11,51% de quem passa de R$ 30 mil, quase metade. A segunda é que a SumUp inverte a lógica das concorrentes ao cobrar pouco de quem vende pouco. A terceira é que Stone e Cielo não jogam esse jogo de tabela pública, porque vivem da negociação caso a caso e da relação de conta.
Como avaliamos: a metodologia por trás deste ranking
Comparar maquininha por taxa de vitrine é o erro que mais custa dinheiro ao lojista brasileiro. A taxa de 0,57% que aparece no anúncio da Ton, por exemplo, é real, mas vale por 30 dias corridos ou até R$ 5 mil em vendas, o que vier primeiro. Depois disso, a régua de faturamento assume. Por isso, o nosso critério de ordenação foi o custo efetivo total no segundo mês de operação, não no primeiro.
Cada aparelho foi avaliado em seis dimensões, com peso diferente:
- Custo efetivo total (peso 35%): soma da taxa de débito, crédito à vista e parcelado, ponderada por um mix de vendas típico do varejo brasileiro, mais aluguel, mensalidade e tarifa de Pix.
- Prazo e previsibilidade do dinheiro (peso 20%): quanto tempo até o valor cair na conta e quanto custa encurtar esse prazo. Uma taxa baixa que só liquida em 30 dias pode quebrar o fluxo de caixa de quem paga fornecedor semanalmente.
- Hardware e autonomia (peso 15%): conectividade própria, bateria, impressora, resistência e velocidade de resposta em fila.
- Aceitação (peso 15%): bandeiras de crédito e débito, carteiras digitais, Pix por aproximação e cobertura de vale-refeição e alimentação.
- Ecossistema e integração (peso 10%): conta digital, link de pagamento, cobrança recorrente, API e conversa com sistema de gestão.
- Suporte e resolução (peso 5%): canais de atendimento, prazo de troca do aparelho e histórico público de reclamações.
Também definimos o que ficou de fora. Não avaliamos as soluções de cooperativa de crédito, como a maquininha do Sicredi e a Sipag do Sicoob, porque as condições dependem da agência e da associação do lojista, o que impede comparação pública. Ficaram de fora ainda adquirentes que só operam por indicação regional, nem soluções exclusivas de e-commerce sem terminal físico, nem contratos corporativos com taxa sob medida que nenhum leitor consegue reproduzir. E não usamos nota de reputação como critério de desempate, porque as plataformas públicas de reclamação divergem demais entre si para servir de régua confiável.
As 7 melhores maquininhas de cartão em 2026, uma a uma
1. InfinitePay Smart: melhor custo-benefício geral

A InfinitePay é a operação brasileira da CloudWalk e construiu a sua posição atacando exatamente o ponto em que as concorrentes ganham dinheiro: o crédito. Enquanto quase todo mundo trata a taxa de crédito à vista como zona de conforto, a InfinitePay publica 2,69% para quem passa de R$ 80 mil mensais e 3,15% para quem está começando, com Pix gratuito e sem teto de volume em qualquer faixa.
| Ficha técnica | InfinitePay Smart |
|---|---|
| Preço | R$ 199 à vista (ou 12x de R$ 16,58) |
| Taxa no débito | 1,37% (até R$ 20 mil/mês) a 0,75% (acima de R$ 80 mil/mês) |
| Crédito à vista | 3,15% a 2,69%, pela mesma régua de faturamento |
| Crédito em 12x | 12,40% a 8,99% recebendo em 1 dia útil; 18,29% recebendo na hora |
| Pix | 0%, sem limite de volume |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil (padrão) ou na hora, com taxa maior |
| Aluguel e mensalidade | Não há aluguel nem mensalidade |
| Conectividade | Wi-Fi e chip 4G inclusos |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Vale-refeição e alimentação | Principais bandeiras do mercado |
| Cadastro aceito | Somente CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 12x (18x pelo link de pagamento) |
O aparelho é um terminal Android com tela sensível ao toque, impressora térmica, câmera e leitor de código de barras, o suficiente para rodar catálogo, controle de vendas e emissão de comprovante sem depender de outro equipamento no balcão. Quem prefere não comprar hardware pode usar o InfiniteTap e cobrar por aproximação no próprio celular, com a mesma conta e as mesmas taxas.
Pontos fortes
- Menor taxa de crédito à vista do comparativo em todas as faixas de faturamento.
- Pix sem taxa e sem limite mensal, o que derruba o custo de quem tem ticket médio baixo.
- Régua de faturamento generosa: a primeira faixa vai até R$ 20 mil, enquanto concorrentes já sobem a taxa a partir de R$ 2 mil ou R$ 3 mil.
- Antecipação com custo mostrado antes da confirmação, em vez de desconto silencioso na liquidação.
Pontos fracos
- Aceita apenas CNPJ no terminal físico, o que exclui autônomo sem empresa aberta.
- Um único modelo de maquininha, sem versão de bolso mais barata para quem vende pouco.
- A taxa de recebimento na hora é agressiva: 18,29% em 12x, contra 12,40% em um dia útil.
Para quem é: comércio e prestador de serviço com CNPJ que fatura de R$ 5 mil a R$ 100 mil por mês, aceita esperar um dia útil e quer previsibilidade de custo. Para quem não é: autônomo que vende no CPF e quem precisa do dinheiro no mesmo instante todos os dias.
Veredito: é a escolha padrão para quem tem empresa aberta. Perde apenas quando o negócio precisa de liquidação imediata como regra, e não como exceção.
2. Ton T3 Turbo: melhor para começar e para vender na rua

A Ton é a marca da Stone voltada a pequenos negócios e autônomos, e em abril de 2026 ela reformulou toda a estrutura de planos. Os antigos Super, Pro e Max deixaram de existir e deram lugar a dois: o Ton Mega+, aberto a qualquer vendedor, e o Ton Black, exclusivo para CNPJ e recomendado acima de R$ 20 mil mensais. Se você leu um comparativo que ainda cita os planos antigos, ele está desatualizado.
| Ficha técnica | Ton T3 (e a variante T3 Turbo) |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 91,80 no plano Mega+ (T3 Black, R$ 109,65, só para CNPJ) |
| Taxa no débito | 0,57% nos 30 dias de promoção; depois 1,69% (até R$ 3 mil/mês) a 1,19% (acima de R$ 30 mil/mês) |
| Crédito à vista | 0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85% |
| Crédito em 12x | 7,97% na promoção; depois 20,39% (até R$ 3 mil/mês) a 11,51% (acima de R$ 30 mil/mês) |
| Pix | Sem taxa nos primeiros 30 dias e depois sem taxa com a chave Pix cadastrada na conta Ton |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil (padrão); mesmo dia com acréscimo na taxa |
| Aluguel e mensalidade | Não há aluguel nem mensalidade |
| Conectividade | Chip 4G multioperadora (Claro, Vivo e TIM) na variante Turbo, mais Wi-Fi |
| Bateria | Até 16 horas de operação contínua na T3 Turbo |
| Vale-refeição e alimentação | Mais de 50 administradoras de vale-refeição e alimentação |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 21x no plano Mega+ |
| Garantia | Vitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada |
O diferencial de hardware da variante Turbo é o chip multioperadora. O aparelho testa Claro, Vivo e TIM e escolhe sozinho o sinal mais forte do lugar onde está, sem configuração manual. Em feira coberta, garagem de oficina e rua movimentada, isso resolve o problema que derruba venda com mais frequência que taxa alta. A bateria aguenta até 16 horas de operação contínua, o que cobre um dia inteiro de barraca sem tomada.
Pontos fortes
- Aceita CPF, o que abre a porta para autônomo sem CNPJ.
- Aceita mais de 50 administradoras de vale-refeição e alimentação, a cobertura mais ampla da amostra.
- Parcelamento em até 21x no plano Mega+, o teto mais alto entre as marcas sem aluguel.
- Preço de entrada baixo e garantia vitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada.
Pontos fracos
- A taxa de 12x na primeira faixa, 20,39%, é uma das mais altas do comparativo. Quem fatura pouco e parcela muito perde dinheiro aqui.
- A promoção de 0,57% acaba em 30 dias ou R$ 5 mil, e o salto para a taxa cheia pega muita gente de surpresa.
- O Pix só continua sem taxa com a chave cadastrada na conta Ton, condição que passa despercebida na contratação.
Para quem é: autônomo, MEI e comércio itinerante que vende no débito e no crédito à vista, precisa de autonomia de rede e não quer aluguel. Para quem não é: negócio que concentra as vendas em parcelamento longo e ainda fatura abaixo de R$ 6 mil por mês.
Veredito: é a melhor porta de entrada do mercado, contanto que você entre com os olhos abertos para a taxa do parcelado. Veja também o guia de maquininhas para quem está começando antes de decidir o modelo.
3. PagBank Moderninha Pro 2: melhor ecossistema bancário

O PagBank vende maquininha há mais tempo que quase todo mundo neste ranking e usa o aparelho como porta de entrada de um banco completo. A conta que vem junto rende automaticamente, emite cartão físico e virtual, faz folha de pagamento e oferece crédito com base no seu histórico de vendas. Para quem não tem conta PJ em banco grande, isso resolve dois problemas com uma assinatura.
| Ficha técnica | PagBank Moderninha Pro 2 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 102,49 |
| Taxa no débito | 0,58% na promoção de entrada; depois 2,39% (até R$ 2 mil/mês) a 1,23% (acima de R$ 50 mil/mês) |
| Crédito à vista | 0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92% |
| Crédito em 12x | 7,98% na promoção; depois 22,59% (até R$ 2 mil/mês) a 12,36% (acima de R$ 50 mil/mês) |
| Pix | 0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35% conforme a faixa |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias, com taxa diferente para cada prazo |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Vale-refeição e alimentação | Alelo, VR, Ticket, Pluxee, Ben Visa Vale, Greencard e Up, entre outras |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 12x na maquininha e 18x no link de pagamento |
A Moderninha Pro 2 é o modelo de balcão da linha: impressora térmica, chip 4G, Wi-Fi e teclado físico. O teclado importa mais do que parece em ambiente com gordura, farinha ou umidade, situações em que a tela sensível ao toque falha e o botão físico não.
Pontos fortes
- Três prazos de recebimento com tabelas próprias, o que permite escolher entre custo e velocidade em vez de aceitar o padrão da casa.
- Cobertura ampla de vale-refeição e alimentação, incluindo Alelo, VR, Ticket, Pluxee, Ben Visa Vale, Greencard e Up.
- Conta bancária de verdade acoplada, com rendimento e crédito, e não apenas uma carteira de recebimento.
- Aceita CPF e CNPJ, e a rede de assistência é a mais capilarizada entre as marcas sem aluguel.
Pontos fracos
- A primeira faixa de faturamento é curta e cara: quem fatura até R$ 2 mil por mês paga 2,39% no débito e 22,59% em 12x, os piores números da amostra.
- O Pix não é gratuito fora da promoção, e varia de 0,99% a 0,35% conforme a faixa.
- A quantidade de planos e prazos torna a comparação confusa para quem não senta com a calculadora.
Para quem é: comércio de alimentação e serviço com CNPJ que precisa aceitar voucher, quer conta bancária junto e fatura acima de R$ 5 mil por mês. Para quem não é: quem vende pouco, porque a faixa de entrada é punitiva.
Veredito: excelente a partir da segunda faixa de faturamento, cara na primeira. Se você já passou de R$ 5 mil mensais, ela sobe várias posições neste ranking.
4. Mercado Pago Point Pro 3: melhor para receber na hora

O Mercado Pago tem uma vantagem que nenhuma concorrente copia: o dinheiro cai na mesma conta que o vendedor já usa para pagar fornecedor, comprar no Mercado Livre e movimentar cartão. Para quem vive de giro curto, essa integração vale mais que meio ponto de taxa.
| Ficha técnica | Mercado Pago Point Pro 3 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 98,91 |
| Taxa no débito | 0,74% no plano promocional; depois 1,99% (até R$ 3 mil/mês) a 1,25% (acima de R$ 50 mil/mês) |
| Crédito à vista | 3,99% na promoção; depois 4,98% a 3,08% |
| Crédito em 12x | 8,99% na promoção; depois 21,43% (até R$ 3 mil/mês) a 11,78% (acima de R$ 50 mil/mês) |
| Pix | 0% na promoção; depois 0,49% |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Bateria | Cerca de 14 horas de uso |
| Vale-refeição e alimentação | Alelo, VR, Ticket e Pluxee |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 18x |
A Point Pro 3 traz impressora térmica, chip 4G e cerca de 14 horas de bateria, o que a coloca no mesmo patamar de autonomia da Ton T3 Turbo. O parcelamento vai até 18x, útil para quem vende serviço de ticket alto sem depender de link de pagamento.
Pontos fortes
- Liberação imediata do saldo como padrão, sem pedido manual e sem espera.
- Parcelamento em até 18x direto na maquininha.
- O saldo rende na conta enquanto não é usado, o que devolve parte do custo da taxa.
- Reconhecimento de marca alto: o consumidor final confia no comprovante.
Pontos fracos
- Taxa de crédito à vista alta nas faixas iniciais, chegando a 4,98% para quem fatura até R$ 3 mil.
- Pix a 0,49% fora da promoção, enquanto InfinitePay, Ton e SumUp entregam a mesma função sem custo.
- Cobertura de voucher menor que a de Ton e PagBank: são quatro bandeiras principais.
Para quem é: negócio com giro apertado que precisa do dinheiro na hora, vendedor que já opera dentro do ecossistema Mercado Livre e quem faz atendimento externo. Para quem não é: comércio de alimentação que depende de vale-refeição de bandeiras menos comuns.
Veredito: a melhor opção quando o problema é fluxo de caixa, não taxa. Se você consegue esperar um dia útil, InfinitePay e Ton saem mais baratas.
5. SumUp Solo: melhor para quem parcela e não quer antecipar

A SumUp inverte a lógica do mercado. Em vez de empurrar a antecipação, ela publica uma tabela específica para quem aceita receber parcela a parcela, de 30 em 30 dias, e nela o parcelado em 12x sai por 3,49% na faixa de entrada e 2,99% acima de R$ 50 mil. Nenhuma concorrente deste comparativo chega perto disso.
| Ficha técnica | SumUp Solo |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 118,80 (ou 12x de R$ 9,90) |
| Taxa no débito | 0,80% na oferta de entrada; 0,99% nas faixas seguintes |
| Crédito à vista | 2,85% (até R$ 5 mil/mês) a 3,19% ou 3,49% conforme a faixa |
| Crédito em 12x | 9,90% (até R$ 5 mil/mês) a 12,49%, recebendo antecipado; 3,49% a 2,99% recebendo parcela a parcela |
| Pix | 0% em todos os planos |
| Prazo de recebimento | No mesmo dia, em até 2 dias úteis ou parcela a parcela (30 em 30 dias) |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip próprio e Wi-Fi, funciona sem celular |
| Impressora | Não na versão Solo; há versão com impressora |
| Bateria | Longa, com base de recarga opcional |
| Vale-refeição e alimentação | Alelo, VR, Ticket e Pluxee |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 12x |
A contrapartida é óbvia e precisa ser dita: você recebe a 12ª parcela um ano depois da venda. Isso só faz sentido para negócio com caixa formado, que usa o parcelamento como ferramenta de venda e não como socorro financeiro. Para quem está nessa situação, é a economia mais expressiva que encontramos no levantamento.
Pontos fortes
- A tabela de recebimento parcela a parcela é a mais barata do mercado aberto.
- Débito a 0,80% na oferta de entrada, também entre os menores da amostra.
- Pix sem taxa em todos os planos, sem depender de promoção.
- Aparelho compacto, com chip próprio, que funciona sem celular pareado.
Pontos fracos
- A versão Solo básica não tem impressora, e o modelo com bobina custa mais.
- Marca com presença menor no Brasil, o que se reflete em rede de assistência mais enxuta.
- Cobertura de voucher limitada às quatro bandeiras principais.
- Receber parcela a parcela exige disciplina de caixa que a maior parte do pequeno comércio não tem.
Para quem é: loja de móveis, ótica, oficina, clínica e qualquer negócio de ticket alto com caixa formado que parcela como estratégia. Para quem não é: comércio de giro rápido que precisa do dinheiro da venda de hoje para repor o estoque de amanhã.
Veredito: é a maquininha mais subestimada do mercado brasileiro para um perfil bem específico. Se você parcela muito e não vive de antecipação, faça a conta antes de descartá-la.
6. Stone: melhor suporte e integração para quem já tem volume

A Stone não vende maquininha: ela cede o aparelho em comodato e cobra mensalidade, com isenção a partir de uma meta de faturamento acordada em contrato. É um modelo antigo, que perdeu terreno para as marcas sem aluguel, mas continua fazendo sentido para um perfil claro, o do negócio que já tem volume e precisa de gente do outro lado da linha quando o terminal para.
| Ficha técnica | Stone (linha Smart e Pro) |
|---|---|
| Preço | Comodato: o aparelho não é comprado, é cedido no contrato |
| Taxa no débito | Negociada por contrato, conforme volume e perfil |
| Crédito à vista | Negociada por contrato |
| Pix | Pix QR Code sem taxa para o lojista |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil, com antecipação disponível |
| Aluguel e mensalidade | Mensalidade com isenção a partir de uma meta de faturamento acordada |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Vale-refeição e alimentação | Cerca de 15 bandeiras de vale-refeição e alimentação |
| Cadastro aceito | Somente CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 18x |
| Ecossistema | Conta PJ gratuita, Smart TEF, integração com PDV, capital de giro, suporte humano 24 horas |
O que a Stone entrega e as concorrentes sem aluguel não entregam é o Smart TEF, a comunicação direta entre o sistema de caixa e a maquininha, sem digitação de valor. Em restaurante com comanda, loja com estoque integrado e qualquer operação em que o erro de digitação vira prejuízo, isso muda a rotina.
Pontos fortes
- Suporte humano com tempo de resposta medido em segundos e troca física do aparelho durante o contrato.
- Smart TEF e integração madura com sistemas de PDV, comanda e emissão fiscal.
- Cerca de 15 bandeiras de vale-refeição e alimentação aceitas.
- Conta PJ gratuita, capital de giro e antecipação dentro da mesma plataforma.
Pontos fracos
- Só atende CNPJ, e exige faturamento estável para valer a pena.
- A taxa é negociada caso a caso, o que impede comparação antes da proposta comercial.
- A mensalidade só é isenta se você bater a meta, e um mês fraco vira custo fixo.
- A antecipação da Stone está entre as mais caras do mercado, algo que precisa entrar na conta antes da assinatura.
Para quem é: comércio estabelecido acima de R$ 20 mil mensais que precisa de integração com o caixa e não tolera terminal parado. Para quem não é: autônomo, MEI iniciante e qualquer negócio com faturamento irregular.
Veredito: peça a proposta, mas leve a tabela deste comparativo para a mesa. A Stone costuma cobrir taxa de concorrente quando o volume justifica.
7. Cielo LIO On: melhor integração com PDV e retaguarda fiscal
A Cielo é a adquirente mais antiga em operação no país e continua sendo a mais forte onde o assunto é integração com automação comercial. Em supermercado, farmácia e varejo com estoque, a conversa entre maquininha, PDV e emissor fiscal importa mais que meio ponto de taxa, e é aí que a LIO On se justifica.
| Ficha técnica | Cielo LIO On |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 238,80 na compra, ou aluguel mensal conforme o plano |
| Taxa no débito | De 1,07% a 2,09% conforme o plano e o volume |
| Crédito à vista | De 3,48% a 4,68% |
| Crédito em 12x | De 16,07% a 21,47% |
| Pix | A partir de 0,99% |
| Prazo de recebimento | Do mesmo dia até 2 dias úteis, conforme o plano |
| Aluguel e mensalidade | De R$ 49 a R$ 99 por mês, com isenção a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento mensal |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Tela | Touch Android com loja de aplicativos de gestão |
| Vale-refeição e alimentação | Ampla cobertura de vale-refeição e alimentação |
| Ecossistema | TEF, integração com PDV e ERP, apps de gestão na própria tela, atendimento 24 horas |
A LIO On roda Android com loja própria de aplicativos de gestão: você controla venda, estoque e catálogo na tela do próprio terminal. O aluguel varia de R$ 49 a R$ 99 por mês e costuma ser isento a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento mensal, número que exclui boa parte do pequeno comércio.
Pontos fortes
- Integração com TEF, ERP e sistemas de retaguarda mais madura do mercado.
- Aplicativos de gestão rodando no próprio terminal, sem computador extra.
- Aceita pessoa física e jurídica, o que é raro entre as adquirentes bancárias.
- Assistência técnica 24 horas com cobertura nacional.
Pontos fracos
- Taxa de Pix a partir de 0,99%, enquanto três concorrentes deste ranking cobram zero.
- Aluguel mensal com isenção condicionada a faturamento alto.
- Preço de aquisição do aparelho é o mais caro do comparativo.
- O parcelado em 12x, de 16,07% a 21,47%, fica atrás de InfinitePay e SumUp.
Para quem é: varejo com PDV integrado, múltiplos caixas e necessidade de retaguarda fiscal. Para quem não é: negócio pequeno, que paga aluguel sem receber nada em troca da estrutura de integração.
Veredito: contrate pela integração, nunca pela taxa. Se o seu caixa é um caderno e uma calculadora, você está pagando por algo que não vai usar.
Quanto cada maquininha custa de verdade: três simulações
Taxa isolada não diz nada. O que importa é quanto some do seu faturamento no fim do mês, considerando o seu mix de pagamento. Usamos um mix comum no varejo brasileiro: 30% no débito, 40% no crédito à vista, 20% no crédito em 6x e 10% no Pix.
Cenário 1: R$ 3.000 por mês, o autônomo que está começando
| Maquininha | Custo mensal em taxas | Custo anual | Observação |
|---|---|---|---|
| Ton T3 Turbo | R$ 96,90 | R$ 1.162,80 | Primeira faixa da régua, taxa cheia |
| SumUp Solo | R$ 78,30 | R$ 939,60 | Oferta de entrada até R$ 5 mil |
| Mercado Pago Point Pro 3 | R$ 116,10 | R$ 1.393,20 | Faixa até R$ 3 mil, a mais cara da marca |
| PagBank Moderninha Pro 2 | R$ 123,60 | R$ 1.483,20 | Faixa até R$ 2 mil |
| InfinitePay Smart | R$ 89,70 | R$ 1.076,40 | Faixa única até R$ 20 mil |
Cenário 2: R$ 15.000 por mês, o comércio de bairro consolidado
| Maquininha | Custo mensal em taxas | Custo anual | Observação |
|---|---|---|---|
| InfinitePay Smart | R$ 448,50 | R$ 5.382,00 | Ainda na primeira faixa, até R$ 20 mil |
| Ton T3 Turbo | R$ 372,00 | R$ 4.464,00 | Faixa de R$ 10 mil a R$ 30 mil |
| PagBank Moderninha Pro 2 | R$ 396,00 | R$ 4.752,00 | Faixa de R$ 10 mil a R$ 20 mil |
| Mercado Pago Point Pro 3 | R$ 421,50 | R$ 5.058,00 | Faixa de R$ 10 mil a R$ 20 mil |
| Cielo LIO On | R$ 553,50 | R$ 6.642,00 | Com aluguel isento pela meta |
Cenário 3: R$ 45.000 por mês, o varejo médio
| Maquininha | Custo mensal em taxas | Custo anual | Observação |
|---|---|---|---|
| InfinitePay Smart | R$ 1.030,50 | R$ 12.366,00 | Faixa de R$ 40 mil a R$ 80 mil |
| Ton T3 Turbo, plano Black | R$ 1.062,00 | R$ 12.744,00 | Plano exclusivo para CNPJ |
| PagBank Moderninha Pro 2 | R$ 1.116,00 | R$ 13.392,00 | Faixa de R$ 20 mil a R$ 50 mil |
| SumUp Solo | R$ 1.192,50 | R$ 14.310,00 | Recebimento antecipado |
| Cielo LIO On | R$ 1.507,50 | R$ 18.090,00 | Aluguel isento |
Os valores são aproximações a partir das tabelas publicadas e servem para dimensionar a ordem de grandeza, não para substituir o simulador oficial de cada marca. O que a simulação mostra com clareza é que a distância entre a primeira e a última colocada fica em torno de 25% do custo total de adquirência, e que essa distância aumenta conforme o faturamento cresce.
Qual máquina de cartão é mais vantajosa para o seu perfil
A pergunta que mais chega até aqui é qual máquina de cartão mais vantajosa para quem está numa situação parecida com a sua. Entre as máquinas de cartão, qual a melhor depende de três variáveis: quanto você fatura, como o seu cliente paga e quando você precisa do dinheiro. A tabela abaixo cruza as três e resume a recomendação por situação.
| Seu perfil | Recomendação principal | Segunda opção | Por quê |
|---|---|---|---|
| Vende no CPF, sem empresa aberta | Ton T3 | Mercado Pago Point Air 2 | InfinitePay e Stone só aceitam CNPJ |
| MEI faturando até R$ 6.750 por mês | Ton T3 | PagBank Minizinha Chip 3 | Custo de entrada baixo e sem mensalidade |
| Comércio com CNPJ, R$ 10 mil a R$ 50 mil | InfinitePay Smart | PagBank Moderninha Pro 2 | Menor taxa de crédito da faixa |
| Alimentação com vale-refeição | Ton T3 | PagBank Moderninha Pro 2 | Maior cobertura de bandeiras de voucher |
| Ticket alto com parcelamento longo | SumUp Solo | Mercado Pago Point Pro 3 | Tabela parcela a parcela e 18x na máquina |
| Precisa do dinheiro no mesmo dia | Mercado Pago Point Pro 3 | PagBank Moderninha Pro 2 | Liberação imediata como padrão |
| Vende na rua, feira ou evento | Ton T3 Turbo | Mercado Pago Point Pro 3 | Chip multioperadora e 16 horas de bateria |
| Varejo com PDV e vários caixas | Cielo LIO On | Stone | Integração TEF madura |
Cada um desses perfis tem um guia próprio neste site, com o ranking recalculado para o mix de pagamento do setor: restaurante, lojas, salão de beleza, clínicas, padaria, supermercado e oficina, entre outros.
Para quem quer aprofundar a comparação por preço puro, vale ler o levantamento de qual maquininha de cartão tem a menor taxa, que isola cada modalidade em vez de trabalhar com mix ponderado.
O que mudou no mercado em 2026 e afeta a sua escolha
Três mudanças recentes alteram o cálculo de quem vai contratar agora.
O Pix por aproximação virou padrão de balcão. Desde abril de 2026, todas as instituições participantes do arranjo Pix são obrigadas a oferecer o recurso, e a Instrução Normativa 746 do Banco Central, publicada em junho, derruba o teto de R$ 500 por transação a partir de 1º de outubro de 2026. Na prática, o cliente encosta o celular na maquininha e paga sem QR Code e sem digitar chave. Como a maioria das marcas cobra zero por Pix, cada venda migrada do débito para o Pix por aproximação é economia direta. Se você quer entender a tecnologia por trás disso, o guia sobre o que é NFC explica o mecanismo.
O vale-refeição ficou mais barato para o estabelecimento. O Decreto 12.712/2025 limitou a 3,6% a taxa cobrada do estabelecimento nas transações do Programa de Alimentação do Trabalhador, fixou teto de 2% para a tarifa de intercâmbio e reduziu o prazo de repasse para até 15 dias corridos. A interoperabilidade plena entre bandeiras entra em vigor em novembro de 2026. Para bar, restaurante, padaria e mercado, isso muda a conta de aceitar voucher, assunto detalhado no guia sobre maquininha que aceita cartão alimentação.
O pagamento por aproximação passou de três quartos das transações presenciais. Segundo a Abecs, a modalidade movimentou R$ 1 trilhão no primeiro semestre de 2026, com alta de 18,5%, e respondeu por 76,2% das transações presenciais com cartão em junho. Maquininha sem leitor NFC funcional hoje é equipamento obsoleto, não opção mais barata.
Como escolher a melhor maquininha de cartão em 7 critérios
- Calcule pelo seu mix, não pela taxa de manchete. Some débito, crédito à vista e parcelado na proporção em que você realmente vende. Uma taxa de débito imbatível não compensa nada se 70% do seu faturamento vem do crédito parcelado.
- Descubra em que faixa você cai. Quase toda adquirente reprecifica todo mês com base no faturamento do mês anterior, medido pelo volume total de pagamentos que passou na sua conta. Estar R$ 200 abaixo do limite de uma faixa pode custar centenas de reais ao longo do ano.
- Decida o prazo antes da taxa. Receber na hora custa entre 40% e 90% a mais no parcelado. Se o seu caixa aguenta um dia útil, você já economizou mais do que trocando de marca.
- Confira a aceitação que o seu público usa. Vale-refeição, Elo, American Express, carteira digital e Pix por aproximação. A bandeira que falta é venda perdida, e venda perdida custa 100%, não 3%.
- Some o custo do aparelho ao custo do dinheiro. Um terminal de R$ 200 comprado uma vez costuma sair mais barato, em dois anos, que R$ 60 de aluguel mensal com isenção condicionada.
- Verifique a conectividade do seu ponto. Se o sinal de celular oscila, chip multioperadora deixa de ser luxo. Se o Wi-Fi cai, maquininha dependente de roteador para a operação.
- Leia a regra da antecipação automática. Muita gente contrata liquidação imediata sem perceber e descobre meses depois que paga uma taxa mensal invisível sobre todo o faturamento. Entender o que é a taxa MDR ajuda a separar o que é custo de adquirência do que é custo de antecipação.
Se você ainda está na etapa anterior, escolher entre comprar e alugar, o comparativo de aluguel de maquininha de cartão mostra o ponto exato em que uma opção passa a outra.
Seis erros que encarecem a maquininha
- Contratar pela taxa promocional. Ela vale 30 dias ou até um teto de vendas. O que interessa é a taxa do 60º dia.
- Deixar a antecipação automática ligada por padrão. É o custo mais silencioso do setor: some do extrato como se fosse a taxa normal.
- Escolher aparelho sem impressora para um negócio que precisa de comprovante. Comprovante digital resolve na maioria dos casos, mas não em oficina, transporte e serviço com garantia.
- Ignorar a taxa de Pix. Em negócio de ticket baixo e alto volume, 0,99% de Pix pode custar mais que a diferença de crédito entre duas marcas.
- Não conferir se a maquininha aceita voucher antes de abrir um negócio de alimentação. O credenciamento é feito bandeira a bandeira e depende de CNAE elegível.
- Trocar de marca sem cancelar a anterior. Aparelho parado com plano ativo continua gerando mensalidade em quem trabalha com aluguel.
Perguntas frequentes
Qual a melhor maquininha de cartão para quem está começando?
Para quem começa agora, a Ton T3 e a Mercado Pago Point Air 2 costumam ser as escolhas mais equilibradas: custam menos de R$ 100, não têm mensalidade e aceitam CPF. A InfinitePay Smart é mais barata em taxa, mas só atende CNPJ. O ponto de atenção para iniciantes é a taxa de parcelado da primeira faixa de faturamento, que é a mais alta de todas as tabelas.
Maquininha de cartão: qual a melhor sem aluguel?
Entre as opções sem aluguel, a InfinitePay Smart tem a menor taxa de crédito à vista e Pix gratuito ilimitado, enquanto a Ton T3 tem o menor preço de entrada e aceita CPF. A SumUp Solo ganha quando o negócio parcela muito e aceita receber parcela a parcela. Nenhuma das três cobra mensalidade, então o custo total depende apenas do seu mix de vendas.
Qual é a melhor maquininha de cartão para quem vende no CPF?
Ton, Mercado Pago, PagBank, SumUp e Cielo aceitam cadastro de pessoa física. InfinitePay, no terminal físico, e Stone atendem somente CNPJ. Para quem vende no CPF e tem volume baixo, a combinação de preço de aparelho e ausência de mensalidade costuma pesar mais que a diferença de meio ponto na taxa.
Máquina de cartão melhor: comprar ou alugar?
Comprar sai mais barato na maioria dos casos. Um terminal de R$ 100 a R$ 200 pago uma vez se paga em dois ou três meses frente a um aluguel de R$ 50 a R$ 100. O aluguel só compensa quando vem acompanhado de algo que você usa de fato: troca imediata do aparelho, integração com o sistema de caixa ou taxa negociada bem abaixo da tabela pública.
Quanto tempo demora para o dinheiro cair na conta?
Depende do prazo contratado. O padrão do mercado hoje é um dia útil para débito e crédito à vista. O crédito parcelado costuma cair parcela a parcela, de 30 em 30 dias, a menos que você antecipe. Receber na hora é possível em quase todas as marcas, mas encarece a taxa de forma significativa, sobretudo no parcelado.
As máquinas de cartão cobram taxa no Pix?
Varia. InfinitePay e SumUp não cobram nada pelo Pix em nenhum plano. A Ton mantém a gratuidade enquanto a chave Pix estiver cadastrada na conta. Mercado Pago cobra 0,49% e PagBank varia de 0,99% a 0,35% conforme a faixa de faturamento, ambos com período promocional gratuito no início. Cielo parte de 0,99%.
Preciso de CNPJ para ter uma maquininha de cartão?
Não para todas. Ton, PagBank, Mercado Pago, SumUp e Cielo aceitam pessoa física. Stone e o terminal físico da InfinitePay exigem CNPJ. Vale lembrar que aceitar vale-refeição e vale-alimentação é diferente: aí o CNPJ com CNAE elegível é obrigatório por causa das regras do Programa de Alimentação do Trabalhador.
Qual é a melhor máquina de cartão para uma empresa pequena?
Para empresa com CNPJ faturando de R$ 5 mil a R$ 50 mil por mês, a InfinitePay Smart entrega o menor custo total, por causa da faixa única de faturamento até R$ 20 mil e do Pix gratuito. A Ton T3 Turbo assume a frente quando a operação é itinerante ou depende de vale-refeição. Acima de R$ 20 mil mensais, vale pedir proposta à Stone e à Cielo e comparar com essas duas tabelas.
A taxa da maquininha pode mudar depois que eu contratar?
Sim, e muda com frequência. A maior parte das adquirentes recalcula a sua faixa todo mês com base no faturamento do mês anterior, então a mesma maquininha pode cobrar taxas diferentes em meses seguidos. Além disso, as tabelas públicas são revisadas ao longo do ano. Vale conferir a taxa vigente no aplicativo antes de fechar uma venda parcelada grande.
Como apuramos
Fontes consultadas na apuração deste artigo:
