Melhor maquininha de cartão para restaurante em 2026: 7 opções para o salão e o delivery

Por · Atualizado em 6 de setembro de 2026 · Maquininhas por Segmento

A melhor maquininha de cartão para restaurante em 2026 é a Ton T3 Smart, pela combinação de mais de 50 bandeiras de vale-refeição aceitas, Android aberto para aplicativo de comanda e ausência de mensalidade. Para casas com salão maior e sistema de caixa próprio, a Stone e a Cielo LIO On entregam o Smart TEF, que elimina a digitação de valor e o erro de cobrança. E o restaurante que precisa do dinheiro no mesmo dia resolve com a Mercado Pago Point Pro 3.

Principais conclusões

Este comparativo cobre restaurante de rua, self-service, casa de jantar e operações com delivery próprio. Estruturas de praça de alimentação de shopping com dezenas de caixas integrados exigem contrato corporativo que não cabe numa comparação de tabela pública. Casas noturnas com movimento concentrado à noite têm exigências próprias, tratadas no guia de maquininhas para bares.

As 7 melhores maquininhas para restaurante: o resumo

  1. Ton T3 Smart, melhor no geral, pela maior cobertura de voucher do mercado e Android com aplicativo de comanda.
  2. Stone, melhor integração com o caixa, com Smart TEF e suporte humano em segundos.
  3. Cielo LIO On, melhor retaguarda fiscal, para casas que emitem nota e controlam estoque.
  4. PagBank Moderninha Smart 2, melhor equilíbrio entre voucher, Android e ausência de mensalidade.
  5. Mercado Pago Point Pro 3, melhor para receber na hora e atender no salão com bateria longa.
  6. InfinitePay Smart, menor custo de adquirência para casas de ticket alto no crédito.
  7. Rede Smart, melhor para quem já é correntista Itaú e opera com PDV integrado.

O que um restaurante precisa de um terminal, além de taxa baixa

Aceitação de vale-refeição e alimentação. É o filtro eliminatório. Aceitar vouchers exige CNPJ com CNAE elegível nos setores de alimentação e refeição, além de credenciamento junto a cada administradora separadamente: Alelo, VR, Ticket, Pluxee, Ben Visa Vale, Up e Greencard, entre outras. Ter a maquininha certa não basta; é preciso pedir o credenciamento bandeira a bandeira. O detalhamento do processo está no guia sobre maquininhas que aceitam cartão alimentação.

Divisão de conta e gorjeta. A conta de mesa dividida entre quatro pessoas e os 10% do serviço lançados separadamente são a rotina do salão. Terminal isolado obriga o garçom a fazer a conta de cabeça; terminal integrado ao sistema recebe o valor pronto e ainda registra a gorjeta em campo próprio, o que facilita o repasse à equipe.

Velocidade no fechamento. No pico do almoço, cada segundo de espera no terminal vira fila na porta. Impressora térmica rápida, resposta imediata do leitor por aproximação e conexão estável valem mais que meio ponto de taxa.

Conectividade que não cai. Restaurante com Wi-Fi compartilhado com o cliente é o cenário clássico de terminal travado às 12h30. Chip próprio, de preferência multioperadora, resolve o problema na raiz.

Contingência. Toda casa precisa de um plano para quando o terminal principal falhar: um segundo aparelho de outra adquirente, QR Code de Pix impresso no caixa ou cobrança pelo celular. O custo de ficar sem cobrar por uma hora no sábado à noite supera qualquer economia de taxa. O guia sobre o que é PIN Pad explica quando vale ligar o terminal ao computador do caixa.

Comparativo: as 7 melhores maquininhas para restaurante

ModeloBandeiras de voucherIntegração com PDVImpressoraConectividadeDébitoCrédito à vistaAluguel
Ton T3 SmartMais de 50Android, apps de comandaSim4G, Wi-Fi e Bluetooth1,39%3,34%Não
StoneCerca de 15Smart TEF nativoSim4G e Wi-FinegociadanegociadaIsenção por meta
Cielo LIO OnAmplaTEF e ERPSim4G e Wi-Fi1,07% a 2,09%3,48% a 4,68%R$ 49 a R$ 99, com isenção
PagBank Moderninha Smart 27 principaisAndroid, apps própriosSim4G e Wi-Fi1,35%3,32%Não
Mercado Pago Point Pro 34 principaisLimitadaSim4G e Wi-Fi1,40%3,42%Não
InfinitePay SmartPrincipais bandeirasAndroid, apps própriosSim4G e Wi-Fi1,37%3,15%Não
Rede SmartConforme credenciamentoTEF nativoSim4G e Wi-Fia partir de 1,99%a partir de 2,39%A partir de R$ 69, com isenção

Taxas de cartão na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil de faturamento mensal, quando publicadas.

Como avaliamos as maquininhas para restaurante

As 7 melhores maquininhas para restaurante em 2026, uma a uma

1. Ton T3 Smart: melhor no geral para restaurante

Maquininha Ton T3 Smart em fundo branco, terminal Android verde com tela sensível ao toque e impressora
A Ton T3 Smart aceita aplicativos de gestão instalados na própria tela, funcionando como caixa e maquininha.

A Ton aceita mais de 50 administradoras de vale-refeição e alimentação, a maior cobertura entre todas as marcas analisadas. Para um restaurante de rua que atende público de escritório, isso resolve o problema mais caro do setor: o cliente que chega com uma bandeira regional e descobre no caixa que a casa não aceita.

Ficha técnicaTon T3 Smart
PreçoA partir de R$ 163,10 (de R$ 191,88)
Taxa no débito0,57% nos 30 dias de promoção; depois 1,69% a 1,19% pela régua de faturamento
Crédito à vista0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85%
Crédito em 12x7,97% na promoção; depois 20,39% a 11,51%
PixSem taxa nos primeiros 30 dias e depois sem taxa com a chave Pix cadastrada
Prazo de recebimento1 dia útil (padrão); mesmo dia com acréscimo na taxa
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeChip 4G, Wi-Fi e Bluetooth
ImpressoraSim, térmica integrada
TelaTouch Android, com câmera; instala aplicativos de gestão
Vale-refeição e alimentaçãoMais de 50 administradoras
Parcelamento máximoAté 21x no plano Mega+

O aparelho roda Android e aceita aplicativos de gestão instalados na própria tela, o que cobre comanda, controle de mesa e pedido de delivery sem computador no caixa. É a solução que faz mais sentido para casas de até quatro mesas de rotatividade alta, marmitaria e operação de balcão.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: restaurante de rua, marmitaria, self-service e casa de balcão com faturamento entre R$ 5 mil e R$ 60 mil por mês. Para quem não é: casa com salão grande e sistema de caixa que exige TEF certificado.

Veredito: é a escolha padrão para restaurante independente. Só perde quando a operação exige integração formal com o PDV.

2. Stone: melhor integração com o caixa do salão

Maquininha Stone verde em fundo branco, ao lado do aplicativo da conta PJ no celular
A Stone trabalha em comodato e liga a maquininha à conta PJ e ao Smart TEF do sistema de caixa.

A Stone trabalha em comodato, com mensalidade isenta a partir de uma meta de faturamento acordada. O que justifica o modelo em restaurante é o Smart TEF: o computador do caixa manda o valor direto para a maquininha, sem digitação, e devolve a confirmação para o sistema. Isso elimina a classe de erro mais cara do setor, que é cobrar R$ 350 em vez de R$ 35.

Ficha técnicaStone (linha Smart e Pro)
PreçoComodato: o aparelho não é comprado, é cedido no contrato
Taxa no débitoNegociada por contrato, conforme volume e perfil
Crédito à vistaNegociada por contrato
PixPix QR Code sem taxa para o lojista
Prazo de recebimento1 dia útil, com antecipação disponível
Aluguel e mensalidadeMensalidade com isenção a partir de uma meta de faturamento acordada
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
Vale-refeição e alimentaçãoCerca de 15 bandeiras de vale-refeição e alimentação
Cadastro aceitoSomente CNPJ
EcossistemaConta PJ gratuita, Smart TEF, integração com PDV, capital de giro, suporte humano 24 horas

Com o sistema no comando, divisão de conta, lançamento de gorjeta e cancelamento de item passam a ser operações do PDV, não improviso do garçom. Em casa com mais de dez mesas, essa diferença aparece no fechamento do caixa todo dia.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: restaurante com salão, comanda e sistema de caixa, faturando acima de R$ 20 mil por mês. Para quem não é: casa pequena de balcão, que paga por uma estrutura que não usa.

Veredito: a melhor opção quando o restaurante já tem PDV. Peça a proposta com a tabela deste comparativo na mão.

3. Cielo LIO On: melhor retaguarda fiscal e de estoque

A Cielo é a adquirente com a integração mais madura com automação comercial no Brasil, e a LIO On leva isso para dentro do terminal: roda aplicativos de gestão na própria tela, imprime, aceita aproximação e conversa com ERP e emissor de nota via TEF.

Ficha técnicaCielo LIO On
PreçoA partir de R$ 238,80 na compra, ou aluguel mensal conforme o plano
Taxa no débitoDe 1,07% a 2,09% conforme o plano e o volume
Crédito à vistaDe 3,48% a 4,68%
Crédito em 12xDe 16,07% a 21,47%
PixA partir de 0,99%
Prazo de recebimentoDo mesmo dia até 2 dias úteis, conforme o plano
Aluguel e mensalidadeDe R$ 49 a R$ 99 por mês, com isenção a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento mensal
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
TelaTouch Android com loja de aplicativos de gestão
Vale-refeição e alimentaçãoAmpla cobertura de vale-refeição e alimentação
EcossistemaTEF, integração com PDV e ERP, apps de gestão na própria tela, atendimento 24 horas

Para restaurante que controla estoque de insumo, emite nota fiscal de consumidor e precisa fechar o caixa batendo com o sistema, a LIO On resolve num aparelho só o que outras casas resolvem com computador, impressora fiscal e maquininha separados.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: restaurante com controle de estoque, emissão fiscal e mais de um caixa. Para quem não é: casa que anota pedido em bloco de papel e não usa sistema.

Veredito: contrate pela integração. Se o seu caixa é uma gaveta e uma calculadora, você está pagando por algo que não vai usar.

4. PagBank Moderninha Smart 2: melhor custo com voucher e Android

Maquininha PagBank Moderninha Smart 2 em fundo branco, terminal Android com tela sensível ao toque e impressora
A Moderninha Smart 2 é o terminal Android do PagBank, com câmera e leitor de código de barras.

A Moderninha Smart 2 fica no meio-termo entre a Ton e a Cielo: terminal Android completo, com impressora e chip 4G, sem aluguel, aceitando sete bandeiras principais de voucher, incluindo Alelo, VR, Ticket, Pluxee, Ben Visa Vale, Greencard e Up.

Ficha técnicaPagBank Moderninha Smart 2
PreçoA partir de R$ 186,28
Taxa no débito0,58% na promoção; depois 2,39% a 1,23%
Crédito à vista0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92%
Crédito em 12x7,98% na promoção; depois 22,59% a 12,36%
Pix0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35%
Prazo de recebimentoNa hora, em 14 dias ou em 30 dias
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
TelaTouch Android, com câmera e leitor de código de barras
Vale-refeição e alimentaçãoAs mesmas bandeiras da linha Moderninha
EcossistemaAndroid com apps de PDV, catálogo, comanda e delivery

O ponto que diferencia o PagBank em restaurante é a conta bancária que vem junto. Casa de alimentação vive de capital de giro para comprar insumo, e o crédito ligado ao histórico de vendas costuma sair mais rápido que em banco tradicional.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: restaurante de porte médio que precisa de voucher, Android e conta bancária, sem assumir mensalidade. Para quem não é: casa com volume alto de Pix no balcão.

Veredito: o melhor equilíbrio entre recursos e ausência de custo fixo. É a escolha certa para quem quer Android e voucher sem entrar em contrato.

5. Mercado Pago Point Pro 3: melhor para o salão e para o caixa curto

Maquininha Mercado Pago Point Pro 3 amarela em fundo branco, com impressora térmica, chip 4G e teclado físico
A Point Pro 3 tem cerca de 14 horas de bateria e chip 4G, o que a torna a portátil de referência do Mercado Pago.

Restaurante convive com fornecedor que entrega hoje e cobra hoje. A Point Pro 3 libera o saldo na hora como padrão, tem cerca de 14 horas de bateria e chip 4G, o que a torna a portátil mais confiável para fechar conta na mesa sem depender do Wi-Fi do salão.

Ficha técnicaMercado Pago Point Pro 3
PreçoA partir de R$ 98,91
Taxa no débito0,74% no plano promocional; depois 1,99% (até R$ 3 mil/mês) a 1,25% (acima de R$ 50 mil/mês)
Crédito à vista3,99% na promoção; depois 4,98% a 3,08%
Crédito em 12x8,99% na promoção; depois 21,43% (até R$ 3 mil/mês) a 11,78% (acima de R$ 50 mil/mês)
Pix0% na promoção; depois 0,49%
Prazo de recebimentoNa hora, em 14 dias ou em 30 dias
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
BateriaCerca de 14 horas de uso
Vale-refeição e alimentaçãoAlelo, VR, Ticket e Pluxee
Parcelamento máximoAté 18x

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: restaurante que fecha conta na mesa, tem caixa apertado e público que paga com as bandeiras mais comuns. Para quem não é: casa cujo público usa vouchers regionais.

Veredito: excelente aparelho de salão, cobertura de voucher curta. Combine com uma segunda maquininha se o seu público paga com bandeira menos comum.

6. InfinitePay Smart: menor custo de adquirência para ticket alto

Maquininha InfinitePay Smart em fundo branco, terminal Android com impressora térmica imprimindo comprovante
A InfinitePay Smart roda Android na própria tela e imprime comprovante sem depender de outro aparelho no balcão.

Em casa de jantar, com ticket médio acima de R$ 120 e concentração no crédito, a taxa de crédito à vista passa a ser a variável mais relevante. A InfinitePay publica 3,15% na faixa até R$ 20 mil e 2,69% acima de R$ 80 mil, os menores números do comparativo, com Pix gratuito e sem teto.

Ficha técnicaInfinitePay Smart
PreçoR$ 199 à vista (ou 12x de R$ 16,58)
Taxa no débito1,37% (até R$ 20 mil/mês) a 0,75% (acima de R$ 80 mil/mês)
Crédito à vista3,15% a 2,69%, pela mesma régua de faturamento
Crédito em 12x12,40% a 8,99% recebendo em 1 dia útil; 18,29% recebendo na hora
Pix0%, sem limite de volume
Prazo de recebimento1 dia útil (padrão) ou na hora, com taxa maior
Aluguel e mensalidadeNão há aluguel nem mensalidade
ConectividadeWi-Fi e chip 4G inclusos
ImpressoraSim, térmica integrada
Vale-refeição e alimentaçãoPrincipais bandeiras do mercado
Cadastro aceitoSomente CNPJ
EcossistemaConta digital PJ, cartão, link de pagamento com 3DS2, antecipação (InfiniteNitro), cobrança recorrente, gestão de vendas

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: restaurante de jantar, bistrô e casa de ticket alto com faturamento concentrado no crédito. Para quem não é: self-service de almoço executivo com público de voucher variado.

Veredito: a maquininha mais barata do comparativo para quem vende no crédito à vista. A limitação está na aceitação de voucher, e não no custo.

7. Rede Smart: melhor para correntista Itaú com PDV integrado

A Rede opera em comodato com aluguel a partir de R$ 69 por mês, isento conforme o faturamento, e tem como diferencial o relacionamento com o Itaú e uma integração TEF consolidada, tanto no terminal quanto no PIN Pad ligado ao computador do caixa.

Ficha técnicaRede Smart
PreçoComodato com aluguel mensal
Taxa no débitoA partir de 1,99%, personalizada
Crédito à vistaA partir de 2,39%
PixSem taxa
Prazo de recebimento2 dias úteis, com condições melhores para correntistas Itaú
Aluguel e mensalidadeA partir de R$ 69 por mês, com isenção conforme o faturamento
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim
Vale-refeição e alimentaçãoConforme o credenciamento
Cadastro aceitoSomente CNPJ
EcossistemaTEF, integração com PDV, antecipação, relacionamento com o Itaú

Para restaurante que já tem conta no Itaú e usa automação comercial, a Rede simplifica a conciliação: o dinheiro cai na mesma conta em que a casa paga fornecedor e folha.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: restaurante com conta no Itaú, PDV integrado e volume que garanta a isenção do aluguel. Para quem não é: casa pequena, que paga aluguel sem usar a integração.

Veredito: faz sentido pelo relacionamento bancário. Fora disso, marcas sem aluguel entregam mais pelo mesmo dinheiro.

Simulação: o impacto das taxas no caixa de um restaurante

Mix típico de restaurante de rua com almoço executivo: 30% no débito, 30% no crédito à vista, 25% em voucher e 15% no Pix. Faturamento de R$ 60 mil por mês.

MaquininhaCartõesVoucher (teto de 3,6%)PixCusto mensalCusto anual
Ton T3 SmartR$ 848R$ 540R$ 0R$ 1.388R$ 16.656
InfinitePay SmartR$ 813R$ 540R$ 0R$ 1.353R$ 16.236
PagBank Moderninha Smart 2R$ 840R$ 540R$ 40R$ 1.420R$ 17.040
Mercado Pago Point Pro 3R$ 868R$ 540R$ 44R$ 1.452R$ 17.424
Cielo LIO OnR$ 1.037R$ 540R$ 89R$ 1.666R$ 19.992

A distância entre a primeira e a última colocada passa de R$ 3.700 por ano, ou o equivalente a um mês de aluguel de um ponto pequeno. Para comparar as mesmas marcas fora do recorte de alimentação, veja o ranking de melhores maquininhas de cartão. Note também que o voucher, mesmo com o teto de 3,6% imposto pelo decreto, é a modalidade mais cara da operação: em restaurante com público de vale-refeição, ela sozinha responde por quase 40% do custo de adquirência.

Contingência e integração: o checklist do salão

Perguntas frequentes

Qual maquininha de restaurante aceita mais bandeiras de vale-refeição?

A Ton lidera com mais de 50 administradoras aceitas, seguida pela Stone, com cerca de 15, e pelo PagBank, com sete bandeiras principais. Mercado Pago e SumUp aceitam as quatro mais comuns: Alelo, VR, Ticket e Pluxee. Ter a maquininha certa é só o primeiro passo: o credenciamento precisa ser pedido a cada administradora separadamente.

Restaurante MEI pode aceitar vale-refeição?

Pode, desde que o CNAE do CNPJ esteja entre os elegíveis pelas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador, o que normalmente é o caso de restaurante, lanchonete e marmitaria. O credenciamento é solicitado bandeira a bandeira. O limite anual de faturamento do MEI, de R$ 81 mil em 2026, costuma ser o fator mais restritivo para casas de alimentação.

A gorjeta paga na maquininha entra na taxa da adquirente?

Entra, se for lançada como parte do valor da venda. Se o sistema tiver campo específico de gorjeta, o valor é destacado e o tratamento fiscal fica mais simples, mas a taxa da adquirente costuma incidir sobre o total transacionado. Vale confirmar a regra com a sua adquirente antes de configurar o terminal.

O que fazer quando a maquininha perde a conexão no meio do serviço?

Terminais com chip próprio migram sozinhos entre Wi-Fi e rede móvel, e modelos com chip multioperadora ainda trocam de operadora automaticamente. Se a queda for da adquirente, a saída é ter um segundo aparelho de outra marca ou um QR Code de Pix estático no caixa. Transação já autorizada não se perde: ela é enviada quando a conexão volta.

Vale mais a pena maquininha portátil ou PIN Pad integrado ao caixa?

Depende do formato do salão. Casa que fecha conta na mesa precisa de portátil com bateria e chip próprio. Operação de balcão com fila e sistema de caixa se beneficia do PIN Pad ligado ao PDV, porque o valor vai direto do sistema para o terminal, sem digitação. Muitas casas usam os dois formatos ao mesmo tempo.

Qual a diferença entre TEF e Smart TEF em restaurante?

O TEF tradicional usa um PIN Pad ligado por cabo ao computador do caixa, que faz o processamento. O Smart TEF dispensa o PIN Pad: o próprio terminal Android recebe o valor do sistema por rede e devolve a confirmação. Na prática, o Smart TEF traz a integração para maquininhas portáteis, o que permite fechar mesa com valor vindo da comanda.

Restaurante precisa de mais de uma maquininha?

Precisa a partir de um certo volume, por dois motivos. O primeiro é contingência: terminal parado no sábado à noite custa mais do que o aparelho reserva. O segundo é cobertura de voucher: casas com público de vale-refeição variado às vezes combinam duas adquirentes para não recusar bandeira. O custo é dividir o faturamento e, com isso, possivelmente piorar a faixa de taxa nas duas.

Como apuramos

Fontes consultadas na apuração deste artigo:

André Pires

André Pires

Editor-chefe do CashReasons / Contador

André Pires edita o CashReasons e responde pela apuração das taxas e pela checagem final dos números que entram nos comparativos. Acompanha o mercado de adquirência brasileiro há mais de dez anos, do MDR à antecipação de recebíveis e às letras miúdas do contrato de aluguel de terminal, e escreve para quem está do outro lado do balcão: o dono do negócio que paga a taxa. Nenhum preço vai ao ar aqui sem conferência na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.