
Melhor maquininha de cartão para restaurante em 2026: 7 opções para o salão e o delivery
A melhor maquininha de cartão para restaurante em 2026 é a Ton T3 Smart, pela combinação de mais de 50 bandeiras de vale-refeição aceitas, Android aberto para aplicativo de comanda e ausência de mensalidade. Para casas com salão maior e sistema de caixa próprio, a Stone e a Cielo LIO On entregam o Smart TEF, que elimina a digitação de valor e o erro de cobrança. E o restaurante que precisa do dinheiro no mesmo dia resolve com a Mercado Pago Point Pro 3.
Principais conclusões
- Vale-refeição não é detalhe: em restaurante de rua com público de escritório, os vouchers respondem por boa parte do almoço, e a maquininha que não aceita a bandeira do cliente perde a venda inteira.
- O Decreto 12.712/2025 limitou a 3,6% a taxa cobrada do estabelecimento nas transações do Programa de Alimentação do Trabalhador e reduziu o prazo de repasse para até 15 dias corridos. A interoperabilidade plena entre bandeiras entra em vigor em novembro de 2026.
- A integração entre maquininha e sistema de caixa, chamada de TEF ou Smart TEF, reduz o erro de cobrança para menos de 0,5% e resolve divisão de conta e gorjeta sem calculadora.
- Restaurante que fecha mesa com maquininha portátil precisa de bateria e chip próprio, não de aparelho preso a roteador que cai no horário de pico.
- Taxa de débito importa mais que taxa de crédito no almoço executivo, e o inverso vale no jantar. Faça a conta com o seu mix real de horário.
Este comparativo cobre restaurante de rua, self-service, casa de jantar e operações com delivery próprio. Estruturas de praça de alimentação de shopping com dezenas de caixas integrados exigem contrato corporativo que não cabe numa comparação de tabela pública. Casas noturnas com movimento concentrado à noite têm exigências próprias, tratadas no guia de maquininhas para bares.
As 7 melhores maquininhas para restaurante: o resumo
- Ton T3 Smart, melhor no geral, pela maior cobertura de voucher do mercado e Android com aplicativo de comanda.
- Stone, melhor integração com o caixa, com Smart TEF e suporte humano em segundos.
- Cielo LIO On, melhor retaguarda fiscal, para casas que emitem nota e controlam estoque.
- PagBank Moderninha Smart 2, melhor equilíbrio entre voucher, Android e ausência de mensalidade.
- Mercado Pago Point Pro 3, melhor para receber na hora e atender no salão com bateria longa.
- InfinitePay Smart, menor custo de adquirência para casas de ticket alto no crédito.
- Rede Smart, melhor para quem já é correntista Itaú e opera com PDV integrado.
O que um restaurante precisa de um terminal, além de taxa baixa
Aceitação de vale-refeição e alimentação. É o filtro eliminatório. Aceitar vouchers exige CNPJ com CNAE elegível nos setores de alimentação e refeição, além de credenciamento junto a cada administradora separadamente: Alelo, VR, Ticket, Pluxee, Ben Visa Vale, Up e Greencard, entre outras. Ter a maquininha certa não basta; é preciso pedir o credenciamento bandeira a bandeira. O detalhamento do processo está no guia sobre maquininhas que aceitam cartão alimentação.
Divisão de conta e gorjeta. A conta de mesa dividida entre quatro pessoas e os 10% do serviço lançados separadamente são a rotina do salão. Terminal isolado obriga o garçom a fazer a conta de cabeça; terminal integrado ao sistema recebe o valor pronto e ainda registra a gorjeta em campo próprio, o que facilita o repasse à equipe.
Velocidade no fechamento. No pico do almoço, cada segundo de espera no terminal vira fila na porta. Impressora térmica rápida, resposta imediata do leitor por aproximação e conexão estável valem mais que meio ponto de taxa.
Conectividade que não cai. Restaurante com Wi-Fi compartilhado com o cliente é o cenário clássico de terminal travado às 12h30. Chip próprio, de preferência multioperadora, resolve o problema na raiz.
Contingência. Toda casa precisa de um plano para quando o terminal principal falhar: um segundo aparelho de outra adquirente, QR Code de Pix impresso no caixa ou cobrança pelo celular. O custo de ficar sem cobrar por uma hora no sábado à noite supera qualquer economia de taxa. O guia sobre o que é PIN Pad explica quando vale ligar o terminal ao computador do caixa.
Comparativo: as 7 melhores maquininhas para restaurante
| Modelo | Bandeiras de voucher | Integração com PDV | Impressora | Conectividade | Débito | Crédito à vista | Aluguel |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ton T3 Smart | Mais de 50 | Android, apps de comanda | Sim | 4G, Wi-Fi e Bluetooth | 1,39% | 3,34% | Não |
| Stone | Cerca de 15 | Smart TEF nativo | Sim | 4G e Wi-Fi | negociada | negociada | Isenção por meta |
| Cielo LIO On | Ampla | TEF e ERP | Sim | 4G e Wi-Fi | 1,07% a 2,09% | 3,48% a 4,68% | R$ 49 a R$ 99, com isenção |
| PagBank Moderninha Smart 2 | 7 principais | Android, apps próprios | Sim | 4G e Wi-Fi | 1,35% | 3,32% | Não |
| Mercado Pago Point Pro 3 | 4 principais | Limitada | Sim | 4G e Wi-Fi | 1,40% | 3,42% | Não |
| InfinitePay Smart | Principais bandeiras | Android, apps próprios | Sim | 4G e Wi-Fi | 1,37% | 3,15% | Não |
| Rede Smart | Conforme credenciamento | TEF nativo | Sim | 4G e Wi-Fi | a partir de 1,99% | a partir de 2,39% | A partir de R$ 69, com isenção |
Taxas de cartão na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil de faturamento mensal, quando publicadas.
Como avaliamos as maquininhas para restaurante
- Cobertura de voucher (peso 30%): número de bandeiras aceitas e facilidade de credenciamento.
- Integração com o salão (peso 25%): comanda, mesa, divisão de conta, gorjeta e conversa com o sistema de caixa.
- Confiabilidade no pico (peso 20%): conectividade própria, velocidade de impressão e comportamento sob uso intenso.
- Custo de adquirência (peso 15%): taxa ponderada pelo mix de horário do restaurante, com débito pesando mais no almoço.
- Suporte e substituição (peso 10%): prazo de troca do aparelho e canal de atendimento em horário de operação.
As 7 melhores maquininhas para restaurante em 2026, uma a uma
1. Ton T3 Smart: melhor no geral para restaurante

A Ton aceita mais de 50 administradoras de vale-refeição e alimentação, a maior cobertura entre todas as marcas analisadas. Para um restaurante de rua que atende público de escritório, isso resolve o problema mais caro do setor: o cliente que chega com uma bandeira regional e descobre no caixa que a casa não aceita.
| Ficha técnica | Ton T3 Smart |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 163,10 (de R$ 191,88) |
| Taxa no débito | 0,57% nos 30 dias de promoção; depois 1,69% a 1,19% pela régua de faturamento |
| Crédito à vista | 0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85% |
| Crédito em 12x | 7,97% na promoção; depois 20,39% a 11,51% |
| Pix | Sem taxa nos primeiros 30 dias e depois sem taxa com a chave Pix cadastrada |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil (padrão); mesmo dia com acréscimo na taxa |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip 4G, Wi-Fi e Bluetooth |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Tela | Touch Android, com câmera; instala aplicativos de gestão |
| Vale-refeição e alimentação | Mais de 50 administradoras |
| Parcelamento máximo | Até 21x no plano Mega+ |
O aparelho roda Android e aceita aplicativos de gestão instalados na própria tela, o que cobre comanda, controle de mesa e pedido de delivery sem computador no caixa. É a solução que faz mais sentido para casas de até quatro mesas de rotatividade alta, marmitaria e operação de balcão.
Pontos fortes
- Maior cobertura de vale-refeição e alimentação do mercado.
- Android aberto: instala aplicativo de comanda, cardápio digital e integração com delivery.
- Sem aluguel e sem meta de faturamento.
- Chip 4G próprio, o que tira o terminal da dependência do Wi-Fi do salão.
Pontos fracos
- Tela sensível ao toque sofre em ambiente com gordura e umidade. Em cozinha aberta, a T3 com teclado físico se sai melhor.
- A taxa de 12x na primeira faixa é alta, embora restaurante raramente parcele.
- A gratuidade do Pix depende de manter a chave cadastrada na conta Ton.
Para quem é: restaurante de rua, marmitaria, self-service e casa de balcão com faturamento entre R$ 5 mil e R$ 60 mil por mês. Para quem não é: casa com salão grande e sistema de caixa que exige TEF certificado.
Veredito: é a escolha padrão para restaurante independente. Só perde quando a operação exige integração formal com o PDV.
2. Stone: melhor integração com o caixa do salão

A Stone trabalha em comodato, com mensalidade isenta a partir de uma meta de faturamento acordada. O que justifica o modelo em restaurante é o Smart TEF: o computador do caixa manda o valor direto para a maquininha, sem digitação, e devolve a confirmação para o sistema. Isso elimina a classe de erro mais cara do setor, que é cobrar R$ 350 em vez de R$ 35.
| Ficha técnica | Stone (linha Smart e Pro) |
|---|---|
| Preço | Comodato: o aparelho não é comprado, é cedido no contrato |
| Taxa no débito | Negociada por contrato, conforme volume e perfil |
| Crédito à vista | Negociada por contrato |
| Pix | Pix QR Code sem taxa para o lojista |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil, com antecipação disponível |
| Aluguel e mensalidade | Mensalidade com isenção a partir de uma meta de faturamento acordada |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Vale-refeição e alimentação | Cerca de 15 bandeiras de vale-refeição e alimentação |
| Cadastro aceito | Somente CNPJ |
| Ecossistema | Conta PJ gratuita, Smart TEF, integração com PDV, capital de giro, suporte humano 24 horas |
Com o sistema no comando, divisão de conta, lançamento de gorjeta e cancelamento de item passam a ser operações do PDV, não improviso do garçom. Em casa com mais de dez mesas, essa diferença aparece no fechamento do caixa todo dia.
Pontos fortes
- Smart TEF nativo e integração madura com os principais sistemas de restaurante.
- Suporte humano com resposta medida em segundos e troca física do aparelho durante o contrato.
- Cerca de 15 bandeiras de voucher aceitas.
- Conta PJ gratuita, antecipação e capital de giro na mesma plataforma.
Pontos fracos
- Só atende CNPJ e exige faturamento estável para a isenção da mensalidade valer.
- Taxa negociada caso a caso, sem tabela pública para comparar antes da proposta.
- A antecipação da Stone está entre as mais caras do mercado, o que pesa em casa que antecipa todo mês.
- Mês fraco vira custo fixo, algo comum em restaurante com sazonalidade forte.
Para quem é: restaurante com salão, comanda e sistema de caixa, faturando acima de R$ 20 mil por mês. Para quem não é: casa pequena de balcão, que paga por uma estrutura que não usa.
Veredito: a melhor opção quando o restaurante já tem PDV. Peça a proposta com a tabela deste comparativo na mão.
3. Cielo LIO On: melhor retaguarda fiscal e de estoque
A Cielo é a adquirente com a integração mais madura com automação comercial no Brasil, e a LIO On leva isso para dentro do terminal: roda aplicativos de gestão na própria tela, imprime, aceita aproximação e conversa com ERP e emissor de nota via TEF.
| Ficha técnica | Cielo LIO On |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 238,80 na compra, ou aluguel mensal conforme o plano |
| Taxa no débito | De 1,07% a 2,09% conforme o plano e o volume |
| Crédito à vista | De 3,48% a 4,68% |
| Crédito em 12x | De 16,07% a 21,47% |
| Pix | A partir de 0,99% |
| Prazo de recebimento | Do mesmo dia até 2 dias úteis, conforme o plano |
| Aluguel e mensalidade | De R$ 49 a R$ 99 por mês, com isenção a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento mensal |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Tela | Touch Android com loja de aplicativos de gestão |
| Vale-refeição e alimentação | Ampla cobertura de vale-refeição e alimentação |
| Ecossistema | TEF, integração com PDV e ERP, apps de gestão na própria tela, atendimento 24 horas |
Para restaurante que controla estoque de insumo, emite nota fiscal de consumidor e precisa fechar o caixa batendo com o sistema, a LIO On resolve num aparelho só o que outras casas resolvem com computador, impressora fiscal e maquininha separados.
Pontos fortes
- Integração com TEF, ERP e sistemas de retaguarda mais madura do mercado.
- Aplicativos de gestão rodando no próprio terminal, sem computador extra.
- Ampla cobertura de voucher e aceitação de todas as bandeiras relevantes.
- Assistência técnica 24 horas com cobertura nacional, o que importa em casa que abre no fim de semana.
Pontos fracos
- Pix a partir de 0,99%, enquanto três concorrentes deste ranking cobram zero.
- Aluguel mensal com isenção só a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento.
- Aparelho mais caro do comparativo na compra.
- Taxa de crédito parcelado acima da média, embora restaurante parcele pouco.
Para quem é: restaurante com controle de estoque, emissão fiscal e mais de um caixa. Para quem não é: casa que anota pedido em bloco de papel e não usa sistema.
Veredito: contrate pela integração. Se o seu caixa é uma gaveta e uma calculadora, você está pagando por algo que não vai usar.
4. PagBank Moderninha Smart 2: melhor custo com voucher e Android

A Moderninha Smart 2 fica no meio-termo entre a Ton e a Cielo: terminal Android completo, com impressora e chip 4G, sem aluguel, aceitando sete bandeiras principais de voucher, incluindo Alelo, VR, Ticket, Pluxee, Ben Visa Vale, Greencard e Up.
| Ficha técnica | PagBank Moderninha Smart 2 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 186,28 |
| Taxa no débito | 0,58% na promoção; depois 2,39% a 1,23% |
| Crédito à vista | 0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92% |
| Crédito em 12x | 7,98% na promoção; depois 22,59% a 12,36% |
| Pix | 0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35% |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Tela | Touch Android, com câmera e leitor de código de barras |
| Vale-refeição e alimentação | As mesmas bandeiras da linha Moderninha |
| Ecossistema | Android com apps de PDV, catálogo, comanda e delivery |
O ponto que diferencia o PagBank em restaurante é a conta bancária que vem junto. Casa de alimentação vive de capital de giro para comprar insumo, e o crédito ligado ao histórico de vendas costuma sair mais rápido que em banco tradicional.
Pontos fortes
- Sete bandeiras de voucher sem custo de aluguel.
- Terminal Android com câmera e leitor de código de barras, útil para cardápio digital e controle de comanda.
- Conta bancária completa, com crédito baseado no faturamento da maquininha.
- Três prazos de recebimento com tabelas distintas.
Pontos fracos
- Pix cobrado fora da promoção, entre 0,99% e 0,35%, o que pesa em casa com muito Pix no balcão.
- A faixa de entrada, para quem fatura até R$ 2 mil, é a mais cara do mercado.
- Integração com sistemas de terceiros é menos madura que a de Stone e Cielo.
Para quem é: restaurante de porte médio que precisa de voucher, Android e conta bancária, sem assumir mensalidade. Para quem não é: casa com volume alto de Pix no balcão.
Veredito: o melhor equilíbrio entre recursos e ausência de custo fixo. É a escolha certa para quem quer Android e voucher sem entrar em contrato.
5. Mercado Pago Point Pro 3: melhor para o salão e para o caixa curto

Restaurante convive com fornecedor que entrega hoje e cobra hoje. A Point Pro 3 libera o saldo na hora como padrão, tem cerca de 14 horas de bateria e chip 4G, o que a torna a portátil mais confiável para fechar conta na mesa sem depender do Wi-Fi do salão.
| Ficha técnica | Mercado Pago Point Pro 3 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 98,91 |
| Taxa no débito | 0,74% no plano promocional; depois 1,99% (até R$ 3 mil/mês) a 1,25% (acima de R$ 50 mil/mês) |
| Crédito à vista | 3,99% na promoção; depois 4,98% a 3,08% |
| Crédito em 12x | 8,99% na promoção; depois 21,43% (até R$ 3 mil/mês) a 11,78% (acima de R$ 50 mil/mês) |
| Pix | 0% na promoção; depois 0,49% |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Bateria | Cerca de 14 horas de uso |
| Vale-refeição e alimentação | Alelo, VR, Ticket e Pluxee |
| Parcelamento máximo | Até 18x |
Pontos fortes
- Dinheiro liberado imediatamente, sem pedido manual de antecipação.
- Bateria de cerca de 14 horas, suficiente para almoço e jantar sem recarga.
- Impressora térmica rápida e chip 4G próprio.
- O saldo rende automaticamente enquanto não é usado.
Pontos fracos
- Cobertura de voucher limitada a quatro bandeiras principais, contra mais de 50 da Ton.
- Pix a 0,49% fora da promoção.
- Integração com sistema de caixa é limitada, o que deixa a divisão de conta manual.
Para quem é: restaurante que fecha conta na mesa, tem caixa apertado e público que paga com as bandeiras mais comuns. Para quem não é: casa cujo público usa vouchers regionais.
Veredito: excelente aparelho de salão, cobertura de voucher curta. Combine com uma segunda maquininha se o seu público paga com bandeira menos comum.
6. InfinitePay Smart: menor custo de adquirência para ticket alto

Em casa de jantar, com ticket médio acima de R$ 120 e concentração no crédito, a taxa de crédito à vista passa a ser a variável mais relevante. A InfinitePay publica 3,15% na faixa até R$ 20 mil e 2,69% acima de R$ 80 mil, os menores números do comparativo, com Pix gratuito e sem teto.
| Ficha técnica | InfinitePay Smart |
|---|---|
| Preço | R$ 199 à vista (ou 12x de R$ 16,58) |
| Taxa no débito | 1,37% (até R$ 20 mil/mês) a 0,75% (acima de R$ 80 mil/mês) |
| Crédito à vista | 3,15% a 2,69%, pela mesma régua de faturamento |
| Crédito em 12x | 12,40% a 8,99% recebendo em 1 dia útil; 18,29% recebendo na hora |
| Pix | 0%, sem limite de volume |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil (padrão) ou na hora, com taxa maior |
| Aluguel e mensalidade | Não há aluguel nem mensalidade |
| Conectividade | Wi-Fi e chip 4G inclusos |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Vale-refeição e alimentação | Principais bandeiras do mercado |
| Cadastro aceito | Somente CNPJ |
| Ecossistema | Conta digital PJ, cartão, link de pagamento com 3DS2, antecipação (InfiniteNitro), cobrança recorrente, gestão de vendas |
Pontos fortes
- Menor taxa de crédito à vista entre as marcas com tabela pública.
- Pix gratuito e ilimitado, sem promoção com validade.
- Faixa única de faturamento até R$ 20 mil, o que protege casa de porte médio.
- Terminal Android com impressora e leitor de código de barras.
Pontos fracos
- Só atende CNPJ, o que não é problema para restaurante formalizado.
- Cobertura de voucher menor que a de Ton, Stone e Cielo.
- Um único modelo de aparelho, sem opção de teclado físico para cozinha.
Para quem é: restaurante de jantar, bistrô e casa de ticket alto com faturamento concentrado no crédito. Para quem não é: self-service de almoço executivo com público de voucher variado.
Veredito: a maquininha mais barata do comparativo para quem vende no crédito à vista. A limitação está na aceitação de voucher, e não no custo.
7. Rede Smart: melhor para correntista Itaú com PDV integrado
A Rede opera em comodato com aluguel a partir de R$ 69 por mês, isento conforme o faturamento, e tem como diferencial o relacionamento com o Itaú e uma integração TEF consolidada, tanto no terminal quanto no PIN Pad ligado ao computador do caixa.
| Ficha técnica | Rede Smart |
|---|---|
| Preço | Comodato com aluguel mensal |
| Taxa no débito | A partir de 1,99%, personalizada |
| Crédito à vista | A partir de 2,39% |
| Pix | Sem taxa |
| Prazo de recebimento | 2 dias úteis, com condições melhores para correntistas Itaú |
| Aluguel e mensalidade | A partir de R$ 69 por mês, com isenção conforme o faturamento |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim |
| Vale-refeição e alimentação | Conforme o credenciamento |
| Cadastro aceito | Somente CNPJ |
| Ecossistema | TEF, integração com PDV, antecipação, relacionamento com o Itaú |
Para restaurante que já tem conta no Itaú e usa automação comercial, a Rede simplifica a conciliação: o dinheiro cai na mesma conta em que a casa paga fornecedor e folha.
Pontos fortes
- Integração TEF madura, com PIN Pad ligado ao PDV para operação de caixa fixo.
- Condições melhores para correntista Itaú.
- Sem taxa no Pix.
- Assistência técnica com cobertura ampla.
Pontos fracos
- Prazo padrão de dois dias úteis, mais lento que o de quase todas as concorrentes.
- Aluguel mensal e taxa personalizada, sem tabela pública.
- Só atende CNPJ.
- A cobertura de voucher depende do credenciamento negociado, e não é a mais ampla.
Para quem é: restaurante com conta no Itaú, PDV integrado e volume que garanta a isenção do aluguel. Para quem não é: casa pequena, que paga aluguel sem usar a integração.
Veredito: faz sentido pelo relacionamento bancário. Fora disso, marcas sem aluguel entregam mais pelo mesmo dinheiro.
Simulação: o impacto das taxas no caixa de um restaurante
Mix típico de restaurante de rua com almoço executivo: 30% no débito, 30% no crédito à vista, 25% em voucher e 15% no Pix. Faturamento de R$ 60 mil por mês.
| Maquininha | Cartões | Voucher (teto de 3,6%) | Pix | Custo mensal | Custo anual |
|---|---|---|---|---|---|
| Ton T3 Smart | R$ 848 | R$ 540 | R$ 0 | R$ 1.388 | R$ 16.656 |
| InfinitePay Smart | R$ 813 | R$ 540 | R$ 0 | R$ 1.353 | R$ 16.236 |
| PagBank Moderninha Smart 2 | R$ 840 | R$ 540 | R$ 40 | R$ 1.420 | R$ 17.040 |
| Mercado Pago Point Pro 3 | R$ 868 | R$ 540 | R$ 44 | R$ 1.452 | R$ 17.424 |
| Cielo LIO On | R$ 1.037 | R$ 540 | R$ 89 | R$ 1.666 | R$ 19.992 |
A distância entre a primeira e a última colocada passa de R$ 3.700 por ano, ou o equivalente a um mês de aluguel de um ponto pequeno. Para comparar as mesmas marcas fora do recorte de alimentação, veja o ranking de melhores maquininhas de cartão. Note também que o voucher, mesmo com o teto de 3,6% imposto pelo decreto, é a modalidade mais cara da operação: em restaurante com público de vale-refeição, ela sozinha responde por quase 40% do custo de adquirência.
Contingência e integração: o checklist do salão
- Tenha uma segunda forma de cobrar. Um QR Code de Pix impresso no caixa custa zero e salva a noite quando o terminal cai.
- Não compartilhe o Wi-Fi do cliente com a maquininha. Rede separada ou chip próprio, sem exceção.
- Configure a gorjeta em campo próprio. Lançar os 10% como parte da venda distorce o faturamento e aumenta a base de cálculo da taxa.
- Peça o credenciamento de voucher antes de abrir. Cada bandeira aprova separadamente e o processo leva de uma a quatro semanas.
- Confira o prazo de repasse do voucher. Pelo Decreto 12.712/2025, transações do Programa de Alimentação do Trabalhador precisam ser liquidadas em até 15 dias corridos.
- Teste o terminal no horário de pico antes de trocar a operação inteira. Adquirente boa em teoria pode não dar conta do seu volume real.
Perguntas frequentes
Qual maquininha de restaurante aceita mais bandeiras de vale-refeição?
A Ton lidera com mais de 50 administradoras aceitas, seguida pela Stone, com cerca de 15, e pelo PagBank, com sete bandeiras principais. Mercado Pago e SumUp aceitam as quatro mais comuns: Alelo, VR, Ticket e Pluxee. Ter a maquininha certa é só o primeiro passo: o credenciamento precisa ser pedido a cada administradora separadamente.
Restaurante MEI pode aceitar vale-refeição?
Pode, desde que o CNAE do CNPJ esteja entre os elegíveis pelas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador, o que normalmente é o caso de restaurante, lanchonete e marmitaria. O credenciamento é solicitado bandeira a bandeira. O limite anual de faturamento do MEI, de R$ 81 mil em 2026, costuma ser o fator mais restritivo para casas de alimentação.
A gorjeta paga na maquininha entra na taxa da adquirente?
Entra, se for lançada como parte do valor da venda. Se o sistema tiver campo específico de gorjeta, o valor é destacado e o tratamento fiscal fica mais simples, mas a taxa da adquirente costuma incidir sobre o total transacionado. Vale confirmar a regra com a sua adquirente antes de configurar o terminal.
O que fazer quando a maquininha perde a conexão no meio do serviço?
Terminais com chip próprio migram sozinhos entre Wi-Fi e rede móvel, e modelos com chip multioperadora ainda trocam de operadora automaticamente. Se a queda for da adquirente, a saída é ter um segundo aparelho de outra marca ou um QR Code de Pix estático no caixa. Transação já autorizada não se perde: ela é enviada quando a conexão volta.
Vale mais a pena maquininha portátil ou PIN Pad integrado ao caixa?
Depende do formato do salão. Casa que fecha conta na mesa precisa de portátil com bateria e chip próprio. Operação de balcão com fila e sistema de caixa se beneficia do PIN Pad ligado ao PDV, porque o valor vai direto do sistema para o terminal, sem digitação. Muitas casas usam os dois formatos ao mesmo tempo.
Qual a diferença entre TEF e Smart TEF em restaurante?
O TEF tradicional usa um PIN Pad ligado por cabo ao computador do caixa, que faz o processamento. O Smart TEF dispensa o PIN Pad: o próprio terminal Android recebe o valor do sistema por rede e devolve a confirmação. Na prática, o Smart TEF traz a integração para maquininhas portáteis, o que permite fechar mesa com valor vindo da comanda.
Restaurante precisa de mais de uma maquininha?
Precisa a partir de um certo volume, por dois motivos. O primeiro é contingência: terminal parado no sábado à noite custa mais do que o aparelho reserva. O segundo é cobertura de voucher: casas com público de vale-refeição variado às vezes combinam duas adquirentes para não recusar bandeira. O custo é dividir o faturamento e, com isso, possivelmente piorar a faixa de taxa nas duas.
Como apuramos
Fontes consultadas na apuração deste artigo:
