
Qual a melhor maquininha de cartão para quem está começando em 2026: 7 opções testadas
A melhor maquininha de cartão para quem está começando em 2026 é a Ton T3, por custar menos de R$ 100, aceitar CPF, dispensar mensalidade e trazer impressora e chip próprio no mesmo aparelho. Para quem vende pouquíssimo e não quer gastar nada com hardware, o InfiniteTap e o TapTon transformam o celular em maquininha sem custo de entrada. E se o seu problema é o preço do aparelho, a PagBank Minizinha NFC 2 sai por menos de R$ 20.
Principais conclusões
- Quem está começando quase nunca cai na faixa de faturamento boa das adquirentes: as tabelas de entrada, para quem vende até R$ 2 mil ou R$ 3 mil por mês, são as mais caras de todas.
- A taxa promocional de 0,57% da Ton e de 0,58% do PagBank vale 30 dias corridos ou até R$ 5 mil em vendas, o que vier primeiro. Planeje o segundo mês, não o primeiro.
- Aparelho barato com bateria longa e sem impressora costuma servir melhor a quem está começando do que terminal completo com bobina que fica parado.
- Cobrar pelo celular custa zero de entrada e é a forma mais barata de testar se o seu negócio realmente precisa de maquininha.
- Nenhuma das opções desta lista cobra aluguel. Se a proposta que você recebeu tem mensalidade, ela não é para quem está começando.
Este guia foi escrito para quem vai aceitar cartão pela primeira vez: autônomo que acabou de sair do emprego, MEI recém-aberto, artesão que começou a vender em feira, prestador de serviço que atende em domicílio. O critério de ordenação foi o custo total no segundo mês de operação, somando preço do aparelho diluído em 12 meses e a taxa cheia da faixa de entrada. Se você ainda não decidiu a marca, o ranking geral de melhores maquininhas de cartão compara as sete principais em todas as faixas.
As 7 melhores maquininhas para quem está começando: o resumo
- Ton T3, melhor equilíbrio geral, com impressora, chip próprio e aceitação de CPF por menos de R$ 100.
- Mercado Pago Point Air 2, melhor para quem quer o dinheiro na hora, com liberação imediata e sem depender do celular.
- PagBank Minizinha Chip 3, melhor para quem vende esporadicamente, com bateria que dura dias e conta bancária junto.
- SumUp Top, menor custo por venda no débito, com o aparelho mais barato entre os que têm leitor de chip próprio.
- InfiniteTap, melhor opção sem gastar nada, cobrando por aproximação no celular com a menor taxa de crédito do mercado.
- Ton T1, o aparelho de bolso mais barato com marca forte, para quem já usa o celular no atendimento.
- PagBank Minizinha NFC 2, a porta de entrada mais barata do mercado, por menos de R$ 20.
Antes de olhar modelo por modelo, entenda a armadilha central desta categoria. Toda adquirente publica uma taxa promocional agressiva para atrair cliente novo e, passados 30 dias ou um teto de vendas, joga você na primeira faixa da régua de faturamento. Essa primeira faixa é justamente a mais cara: a Ton cobra 20,39% em 12x de quem fatura até R$ 3 mil, e o PagBank chega a 22,59% de quem fatura até R$ 2 mil. Quem monta o preço do produto com base na taxa promocional descobre o problema no segundo mês, quando já não dá para voltar atrás.
Comparativo: custo de entrada e taxa real das 7 opções
| Modelo | Preço | Precisa de celular? | Impressora | Débito | Crédito à vista | Crédito 12x | Pix |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ton T3 | a partir de R$ 91,80 | Não | Sim | 1,69% | 3,86% | 20,39% | 0% com chave cadastrada |
| Mercado Pago Point Air 2 | a partir de R$ 53,91 | Não | Não | 1,99% | 4,98% | 21,43% | 0,49% |
| PagBank Minizinha Chip 3 | a partir de R$ 45,49 | Não | Não | 2,39% | 4,99% | 22,59% | 0,99% |
| SumUp Top | a partir de R$ 52,80 | Sim | Não | 0,80% | 2,85% | 9,90% | 0% |
| InfiniteTap | Grátis | Sim | Não | 1,37% | 3,15% | 12,40% | 0% |
| Ton T1 | a partir de R$ 16,80 | Sim | Não | 1,69% | 3,86% | 20,39% | 0% com chave cadastrada |
| PagBank Minizinha NFC 2 | a partir de R$ 16,88 | Sim | Não | 2,39% | 4,99% | 22,59% | 0,99% |
As taxas mostradas são as da primeira faixa de faturamento, já fora da promoção, e valem para Mastercard e Visa. Elo e American Express costumam custar mais em todas as marcas.
Como avaliamos as maquininhas de entrada
O ranking de uma maquininha para quem está começando não pode usar os mesmos pesos de um comparativo de varejo médio. Quem vende R$ 2 mil por mês não vai negociar taxa com ninguém e sofre mais com o preço do aparelho do que com meio ponto percentual. Por isso, os critérios foram:
- Custo de entrada (peso 30%): quanto sai do bolso no dia da compra, incluindo frete e parcelamento do aparelho.
- Taxa da primeira faixa (peso 25%): o que a marca cobra de quem fatura pouco, não a taxa de vitrine.
- Autonomia operacional (peso 20%): se funciona sem depender de celular pareado, se tem bateria para o dia e se imprime comprovante.
- Facilidade de abertura (peso 15%): aceita CPF, exige conta bancária específica, quanto demora a aprovação.
- Saída (peso 10%): o que acontece se você parar de vender, se há mensalidade dormindo e se dá para revender o aparelho.
Ficaram de fora todas as opções com aluguel ou meta de faturamento, porque nenhum negócio em fase inicial tem previsibilidade para assumir custo fixo.
As 7 melhores maquininhas para quem está começando, uma a uma
1. Ton T3: melhor equilíbrio geral para começar

A Ton é a marca da Stone criada para atender pequeno negócio e autônomo, e a T3 é o modelo que resolve o maior número de problemas de quem está começando: imprime comprovante, tem chip próprio e não depende de celular. Em abril de 2026 a marca refez a estrutura de planos e hoje trabalha com o Ton Mega+, aberto a qualquer vendedor, e o Ton Black, exclusivo para CNPJ.
| Ficha técnica | Ton T3 (e a variante T3 Turbo) |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 91,80 no plano Mega+ (T3 Black, R$ 109,65, só para CNPJ) |
| Taxa no débito | 0,57% nos 30 dias de promoção; depois 1,69% (até R$ 3 mil/mês) a 1,19% (acima de R$ 30 mil/mês) |
| Crédito à vista | 0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85% |
| Crédito em 12x | 7,97% na promoção; depois 20,39% (até R$ 3 mil/mês) a 11,51% (acima de R$ 30 mil/mês) |
| Pix | Sem taxa nos primeiros 30 dias e depois sem taxa com a chave Pix cadastrada na conta Ton |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil (padrão); mesmo dia com acréscimo na taxa |
| Aluguel e mensalidade | Não há aluguel nem mensalidade |
| Conectividade | Chip 4G multioperadora (Claro, Vivo e TIM) na variante Turbo, mais Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Bateria | Até 16 horas de operação contínua na T3 Turbo |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Garantia | Vitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada |
Para quem começa, o detalhe que mais importa nessa ficha é a garantia vitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada. Maquininha de iniciante costuma cair, molhar e apanhar, e a substituição sem custo evita um segundo desembolso logo no começo.
Pontos fortes
- Aceita CPF, sem exigir empresa aberta.
- Imprime comprovante, o que resolve a desconfiança do cliente em venda de rua.
- Chip próprio e Wi-Fi: funciona sem parear com celular e sem consumir seu plano de dados.
- Garantia vitalícia nos planos de entrada e preço parcelado em até 21 vezes na compra do aparelho.
Pontos fracos
- A taxa de 12x na primeira faixa, 20,39%, é alta. Quem parcela muito no começo perde margem.
- A promoção de 0,57% acaba rápido e o salto para a taxa cheia assusta.
- O Pix só segue sem taxa com a chave cadastrada na conta Ton, condição fácil de deixar passar.
Para quem é: autônomo, MEI recém-aberto e vendedor de rua que precisa de um aparelho completo e barato. Para quem não é: quem já nasce vendendo parcelado em 10x ou 12x, porque a taxa da faixa inicial come a margem.
Veredito: é a compra mais segura desta lista. Só perca tempo comparando se o seu negócio depende de parcelamento longo desde o primeiro mês.
2. Mercado Pago Point Air 2: melhor para receber na hora

Quem está começando raramente tem caixa para esperar. A Point Air 2 resolve isso com liberação imediata do saldo como padrão, e o dinheiro cai numa conta que já serve para pagar fornecedor, transferir por Pix e usar cartão. Custa cerca de R$ 54 e tem chip próprio, o que dispensa o celular.
| Ficha técnica | Mercado Pago Point Air 2 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 53,91 |
| Taxa no débito | 0,74% na promoção; depois 1,99% a 1,25% |
| Crédito à vista | 3,99% na promoção; depois 4,98% a 3,08% |
| Crédito em 12x | 8,99% na promoção; depois 21,43% a 11,78% |
| Pix | 0% na promoção; depois 0,49% |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip próprio e Wi-Fi, funciona sem celular |
| Impressora | Não; comprovante digital |
| Bateria | Longa, por não ter impressora |
| Vale-refeição e alimentação | Alelo, Pluxee e VR |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
A ausência de impressora não é defeito nesse preço: é escolha de projeto. Sem bobina, a bateria dura mais e o aparelho fica menor, o que faz diferença para quem atende em pé.
Pontos fortes
- Dinheiro liberado na hora, sem precisar pedir antecipação.
- Chip próprio e Wi-Fi, funciona sozinho.
- O saldo rende na conta enquanto não é usado.
- Marca reconhecida pelo consumidor final, o que reduz a resistência a pagar.
Pontos fracos
- Taxa de crédito à vista de 4,98% na primeira faixa, uma das mais altas do comparativo.
- Pix a 0,49% depois da promoção, enquanto três concorrentes cobram zero.
- Não imprime comprovante.
Para quem é: quem precisa do dinheiro no mesmo dia e vende mais no débito e no crédito à vista. Para quem não é: negócio de ticket baixo com muito Pix, porque a tarifa se acumula.
Veredito: compre se o seu problema é fluxo de caixa. Se você consegue esperar um dia útil, a Ton T3 sai mais barata no total.
3. PagBank Minizinha Chip 3: melhor para vendas esporádicas

Nem todo mundo que começa vende todo dia. Para quem faz feira uma vez por mês, atende por encomenda ou vende em evento, a Minizinha Chip 3 é uma solução honesta: custa cerca de R$ 45, funciona com chip próprio e a bateria dura vários dias em volume baixo, porque não gasta energia com impressora.
| Ficha técnica | PagBank Minizinha Chip 3 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 45,49 |
| Taxa no débito | 0,58% na promoção; depois 2,39% a 1,23% |
| Crédito à vista | 0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92% |
| Crédito em 12x | 7,98% na promoção; depois 22,59% a 12,36% |
| Pix | 0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35% |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Chip próprio, funciona sem celular |
| Impressora | Não; comprovante digital |
| Bateria | Vários dias em volume baixo |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
O que vem junto pesa tanto quanto o aparelho: a conta PagBank é uma conta bancária completa, com cartão, rendimento automático sobre o saldo e acesso a crédito conforme o seu histórico de vendas. Para quem ainda não tem conta PJ, isso resolve dois problemas de uma vez.
Pontos fortes
- Bateria de vários dias em uso esporádico.
- Conta bancária de verdade acoplada, com cartão e rendimento.
- Três prazos de recebimento à escolha: na hora, em 14 dias ou em 30 dias.
- Rede de assistência ampla e marca com muito tempo de estrada.
Pontos fracos
- A faixa de entrada é a mais cara da amostra: 2,39% no débito e 22,59% em 12x para quem fatura até R$ 2 mil.
- Pix custa 0,99% fora da promoção.
- Sem impressora e com cobertura de voucher menor que a da linha Moderninha.
Para quem é: quem vende de forma intermitente e valoriza ter uma conta bancária junto. Para quem não é: quem vai vender todo dia com volume relevante, porque a taxa da faixa inicial pesa demais.
Veredito: boa compra pelo conjunto conta mais aparelho. Assim que você passar de R$ 2 mil por mês, confira se já mudou de faixa, porque a diferença é grande.
4. SumUp Top: menor taxa de débito entre as opções de entrada
A SumUp trabalha com uma lógica diferente das concorrentes: cobra pouco de quem vende pouco. Na oferta de entrada, o débito sai por 0,80% e o crédito à vista por 2,85%, números que as outras marcas só oferecem a quem fatura dezenas de milhares por mês. O aparelho Top custa cerca de R$ 53 e funciona pareado ao celular por Bluetooth.
| Ficha técnica | SumUp Top |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 52,80 (ou 12x de R$ 4,40) |
| Taxa no débito | 0,80% na oferta de entrada; 0,99% nas faixas seguintes |
| Crédito à vista | 2,85% a 3,49% conforme a faixa |
| Crédito em 12x | 9,90% a 12,49% recebendo antecipado |
| Pix | 0% em todos os planos |
| Prazo de recebimento | No mesmo dia, em até 2 dias úteis ou parcela a parcela |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Bluetooth, pareada com o celular |
| Impressora | Não |
| Bateria | Longa |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
Existe uma tabela ainda mais barata na SumUp, a de recebimento parcela a parcela, em que o parcelado em 12x custa 3,49%. Ela só faz sentido se você aguenta receber a última parcela um ano depois da venda, o que raramente é o caso de quem está começando, mas vale conhecer.
Pontos fortes
- Débito a 0,80% e crédito à vista a 2,85% na oferta de entrada, os menores do comparativo.
- Pix sem taxa em todos os planos, sem depender de promoção.
- Aparelho compacto e barato.
- Tabela alternativa de recebimento parcela a parcela, imbatível para quem parcela.
Pontos fracos
- Depende do celular pareado por Bluetooth: sem bateria no telefone, não há venda.
- Rede de assistência menor no Brasil que a das concorrentes.
- Não imprime comprovante.
Para quem é: prestador de serviço e vendedor que já usa o celular no atendimento e quer a menor taxa possível no débito. Para quem não é: quem trabalha em ambiente onde mexer no celular atrapalha, como cozinha e oficina.
Veredito: é a opção com a melhor taxa de entrada do mercado. O preço disso é depender do celular.
5. InfiniteTap: começar sem gastar nada com aparelho
O InfiniteTap transforma o celular em maquininha por aproximação, sem hardware e sem custo de adesão. Você instala o aplicativo, o cliente encosta o cartão ou o próprio celular na traseira do seu aparelho e a venda acontece. O comprovante vai por WhatsApp, SMS ou e-mail.
| Ficha técnica | InfiniteTap |
|---|---|
| Preço | Grátis (app no celular) |
| Taxa no débito | 1,37% a 0,75%, pela régua de faturamento |
| Crédito à vista | 3,15% a 2,69% |
| Crédito em 12x | 12,40% a 8,99% em 1 dia útil |
| Pix | 0% |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil ou na hora |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Usa a internet do próprio celular |
| Impressora | Não; comprovante digital por WhatsApp, SMS ou e-mail |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Parcelamento máximo | Até 12x |
A vantagem é que a tabela de taxas é a mesma da maquininha física da InfinitePay, que tem a menor taxa de crédito à vista deste comparativo. Você começa a zero de investimento pagando taxa de gente grande.
Pontos fortes
- Custo zero para começar, sem aparelho e sem adesão.
- Menor taxa de crédito do comparativo, com Pix gratuito e sem teto.
- Aceita CPF e CNPJ, ao contrário do terminal físico da marca.
- Serve como teste: se o volume justificar, você compra o aparelho depois.
Pontos fracos
- Depende de celular com NFC e bateria carregada.
- Não imprime comprovante, o que gera atrito com cliente mais velho.
- Cartão com tarja ou sem função por aproximação não passa.
- Cliente que não tem cartão contactless fica de fora.
Para quem é: quem quer testar a aceitação de cartão antes de investir e atende clientes acostumados a pagar por aproximação. Para quem não é: comércio de rua com público que ainda usa cartão de tarja.
Veredito: a melhor forma de começar sem risco. Se o volume crescer, migre para o aparelho físico da mesma conta sem trocar de marca. Entenda melhor o mecanismo no guia sobre como transformar o celular em maquininha de cartão.
6. Ton T1: o aparelho de bolso mais barato de marca grande

A T1 é a menor da linha Ton e custa cerca de R$ 17. Ela não tem tela nem impressora: a operação inteira acontece no aplicativo do celular, e o aparelho serve só para ler o cartão e capturar a senha. É a opção certa para quem quer a estrutura e a garantia da Ton pagando o mínimo.
| Ficha técnica | Ton T1 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 16,80 |
| Taxa no débito | 0,57% na promoção; depois 1,69% a 1,19% |
| Crédito à vista | 0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85% |
| Crédito em 12x | 7,97% na promoção; depois 20,39% a 11,51% |
| Pix | Sem taxa com a chave Pix cadastrada |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Bluetooth, pareada com o celular |
| Impressora | Não |
| Bateria | Longa, porque o processamento fica no celular |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
| Garantia | Vitalícia nos planos de entrada |
Pontos fortes
- Preço de entrada quase simbólico.
- Bateria muito longa, porque o processamento acontece no celular.
- Mesma tabela de taxas dos modelos maiores da Ton.
- Garantia vitalícia nos planos de entrada.
Pontos fracos
- Sem tela e sem impressora: tudo depende do celular.
- A mesma taxa alta de parcelado da faixa inicial da Ton.
- Pareamento por Bluetooth pode falhar em celular antigo.
Para quem é: quem quer o menor investimento possível com a estrutura de uma marca grande atrás. Para quem não é: quem atende em balcão e precisa de agilidade sem manusear o telefone.
Veredito: bom começo se você já sabe que vai trocar de aparelho quando o movimento crescer.
7. PagBank Minizinha NFC 2: a porta de entrada mais barata

Por menos de R$ 20, a Minizinha NFC 2 é o caminho mais barato para aceitar cartão com o nome de uma marca consolidada. Funciona por Bluetooth com o celular, aceita aproximação e vem com a conta PagBank completa.
| Ficha técnica | PagBank Minizinha NFC 2 |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 16,88 |
| Taxa no débito | 0,58% na promoção; depois 2,39% a 1,23% |
| Crédito à vista | 0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92% |
| Crédito em 12x | 7,98% na promoção; depois 22,59% a 12,36% |
| Pix | 0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35% |
| Prazo de recebimento | Na hora, em 14 dias ou em 30 dias |
| Aluguel e mensalidade | Não há |
| Conectividade | Bluetooth, pareada com o celular |
| Impressora | Não |
| Bateria | Longa, porque o processamento fica no celular |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
Pontos fortes
- O menor preço de aparelho do comparativo.
- Conta bancária com cartão e rendimento incluída.
- Aceita pagamento por aproximação, que já responde por três em cada quatro transações presenciais no país.
- Rede de assistência ampla.
Pontos fracos
- Taxas da faixa de entrada entre as mais caras do mercado.
- Depende do celular para tudo.
- Pix cobrado fora da promoção.
Para quem é: quem precisa aceitar cartão amanhã gastando o mínimo possível. Para quem não é: quem já tem volume e vai sentir a diferença de taxa em pouco tempo.
Veredito: compre para destravar a venda, mas trate como solução temporária. A taxa da faixa inicial do PagBank cobra caro por essa economia.
Simulação: o que sobra no bolso com R$ 1 mil, R$ 3 mil e R$ 5 mil por mês
Usamos um mix típico de quem está começando: 40% no débito, 35% no crédito à vista, 15% no crédito em 3x e 10% no Pix.
| Faturamento mensal | Ton T3 | Mercado Pago Point Air 2 | SumUp Top | InfiniteTap | PagBank Minizinha Chip 3 |
|---|---|---|---|---|---|
| R$ 1.000 | R$ 26,90 | R$ 33,60 | R$ 20,40 | R$ 24,10 | R$ 34,80 |
| R$ 3.000 | R$ 80,70 | R$ 100,80 | R$ 61,20 | R$ 72,30 | R$ 104,40 |
| R$ 5.000 | R$ 134,50 | R$ 168,00 | R$ 102,00 | R$ 120,50 | R$ 174,00 |
Em R$ 5 mil por mês, a distância entre a opção mais barata e a mais cara passa de R$ 70 mensais, ou R$ 864 por ano. Para um negócio que está nascendo, isso é o custo de um aparelho novo mais um mês de insumo.
Três leituras importantes. A primeira: nesse volume, ninguém sai da faixa de entrada, então a promoção do primeiro mês não muda nada no longo prazo. A segunda: a diferença de taxa só começa a valer mais que a diferença de preço do aparelho a partir de R$ 3 mil mensais. Abaixo disso, compre o mais barato. A terceira: se você parcelar mais do que o mix acima supõe, a ordem muda completamente, e SumUp e InfinitePay disparam na frente.
O que muda quando você abre o MEI
Muita gente começa vendendo no CPF e formaliza depois. Vale entender o que a formalização destrava:
- Aceitar vale-refeição e vale-alimentação exige CNPJ com CNAE elegível pelas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador. Não existe caminho para pessoa física aqui.
- Planos melhores ficam disponíveis: o Ton Black e o terminal físico da InfinitePay, por exemplo, só atendem CNPJ.
- O limite de faturamento do MEI segue em R$ 81 mil por ano em 2026, sem reajuste desde 2018. O Projeto de Lei Complementar 186/26 propõe subir para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, mas ainda depende de aprovação no Congresso.
- Vendas no cartão são rastreáveis: a adquirente informa o movimento à Receita Federal, então o faturamento declarado precisa bater com o que passou na maquininha.
Se esse é o seu caminho, o guia de maquininhas de cartão para MEI compara os modelos por faixa de faturamento. Quem vai continuar no CPF por enquanto encontra as opções compatíveis em maquininhas de cartão para CPF.
Cinco erros que quem está começando comete
- Montar o preço do produto com a taxa promocional. Ela dura 30 dias. Calcule com a taxa da sua faixa real de faturamento.
- Pular o passo de entender o que você precisa. O checklist de como escolher uma maquininha de cartão leva dez minutos e evita a compra errada.
- Comprar terminal completo sem precisar. Impressora, tela grande e chip 4G encarecem o aparelho e só se pagam com volume.
- Deixar a antecipação automática ligada. Receber na hora todo dia é a decisão mais cara que um iniciante pode tomar sem perceber.
- Ignorar a taxa de Pix. Em negócio de ticket baixo, o Pix costuma ser a forma de pagamento dominante, e 0,99% sobre tudo faz diferença.
- Não guardar o comprovante de compra do aparelho. A garantia depende dele, e maquininha de iniciante quebra com frequência.
Perguntas frequentes
Qual a melhor maquininha de cartão para quem está começando e não tem CNPJ?
A Ton T3 é a mais completa entre as que aceitam CPF, porque tem impressora e chip próprio. A Mercado Pago Point Air 2 e a PagBank Minizinha Chip 3 também aceitam pessoa física e custam menos. O terminal físico da InfinitePay e a Stone atendem apenas CNPJ, então ficam fora para quem ainda não formalizou.
Preciso comprar maquininha ou dá para usar só o celular?
Dá para usar só o celular. InfiniteTap, TapTon, Mercado Pago Point Tap, SumUp Tap to Pay e o Tap to Pay do Nubank cobram por aproximação sem aparelho, com custo zero de entrada. A limitação é que só passa cartão com função contactless e o comprovante é digital. Para começar e testar a demanda, é a opção mais racional.
Vale a pena comprar a maquininha mais barata?
Vale quando o volume é baixo e a diferença de taxa não compensa o preço do aparelho. Nas nossas simulações, abaixo de R$ 3 mil de faturamento mensal o preço do equipamento pesa mais que a taxa. Acima disso, a conta inverte e compensa pagar mais caro por um modelo com taxa melhor.
O que acontece se eu ficar meses sem vender nada?
Nas opções desta lista não acontece nada, porque nenhuma cobra mensalidade ou aluguel. A conta continua aberta e o aparelho volta a funcionar quando você usar. O cuidado é com propostas que envolvem comodato: aí o aparelho parado continua gerando cobrança.
Preciso de conta bancária específica para receber?
Não. Todas as marcas desta lista abrem uma conta digital própria junto com o cadastro, e você pode transferir por Pix para qualquer banco. O que muda é o custo e o prazo dessa transferência, que na maioria dos casos é gratuita para a conta do próprio titular.
Posso vender a maquininha depois se não der certo?
Aparelho comprado é seu e pode ser repassado, mas o novo dono precisa cadastrá-lo na própria conta, e nem toda marca permite a transferência de titularidade. Aparelho em comodato não pode ser vendido: ele pertence à adquirente e precisa ser devolvido no encerramento do contrato.
Quanto tempo demora para aprovar o cadastro?
Nas marcas sem aluguel, a aprovação costuma sair em minutos ou poucas horas, porque a análise é automática. A entrega do aparelho leva de um a cinco dias úteis, dependendo da região. Marcas que trabalham com contrato e comodato, como Stone e Cielo, envolvem proposta comercial e demoram mais.
Como apuramos
Fontes consultadas na apuração deste artigo:
