Qual a melhor maquininha de cartão para quem está começando em 2026: 7 opções testadas

Por · Atualizado em 6 de setembro de 2026 · Escolha da Maquininha

A melhor maquininha de cartão para quem está começando em 2026 é a Ton T3, por custar menos de R$ 100, aceitar CPF, dispensar mensalidade e trazer impressora e chip próprio no mesmo aparelho. Para quem vende pouquíssimo e não quer gastar nada com hardware, o InfiniteTap e o TapTon transformam o celular em maquininha sem custo de entrada. E se o seu problema é o preço do aparelho, a PagBank Minizinha NFC 2 sai por menos de R$ 20.

Principais conclusões

Este guia foi escrito para quem vai aceitar cartão pela primeira vez: autônomo que acabou de sair do emprego, MEI recém-aberto, artesão que começou a vender em feira, prestador de serviço que atende em domicílio. O critério de ordenação foi o custo total no segundo mês de operação, somando preço do aparelho diluído em 12 meses e a taxa cheia da faixa de entrada. Se você ainda não decidiu a marca, o ranking geral de melhores maquininhas de cartão compara as sete principais em todas as faixas.

As 7 melhores maquininhas para quem está começando: o resumo

  1. Ton T3, melhor equilíbrio geral, com impressora, chip próprio e aceitação de CPF por menos de R$ 100.
  2. Mercado Pago Point Air 2, melhor para quem quer o dinheiro na hora, com liberação imediata e sem depender do celular.
  3. PagBank Minizinha Chip 3, melhor para quem vende esporadicamente, com bateria que dura dias e conta bancária junto.
  4. SumUp Top, menor custo por venda no débito, com o aparelho mais barato entre os que têm leitor de chip próprio.
  5. InfiniteTap, melhor opção sem gastar nada, cobrando por aproximação no celular com a menor taxa de crédito do mercado.
  6. Ton T1, o aparelho de bolso mais barato com marca forte, para quem já usa o celular no atendimento.
  7. PagBank Minizinha NFC 2, a porta de entrada mais barata do mercado, por menos de R$ 20.

Antes de olhar modelo por modelo, entenda a armadilha central desta categoria. Toda adquirente publica uma taxa promocional agressiva para atrair cliente novo e, passados 30 dias ou um teto de vendas, joga você na primeira faixa da régua de faturamento. Essa primeira faixa é justamente a mais cara: a Ton cobra 20,39% em 12x de quem fatura até R$ 3 mil, e o PagBank chega a 22,59% de quem fatura até R$ 2 mil. Quem monta o preço do produto com base na taxa promocional descobre o problema no segundo mês, quando já não dá para voltar atrás.

Comparativo: custo de entrada e taxa real das 7 opções

ModeloPreçoPrecisa de celular?ImpressoraDébitoCrédito à vistaCrédito 12xPix
Ton T3a partir de R$ 91,80NãoSim1,69%3,86%20,39%0% com chave cadastrada
Mercado Pago Point Air 2a partir de R$ 53,91NãoNão1,99%4,98%21,43%0,49%
PagBank Minizinha Chip 3a partir de R$ 45,49NãoNão2,39%4,99%22,59%0,99%
SumUp Topa partir de R$ 52,80SimNão0,80%2,85%9,90%0%
InfiniteTapGrátisSimNão1,37%3,15%12,40%0%
Ton T1a partir de R$ 16,80SimNão1,69%3,86%20,39%0% com chave cadastrada
PagBank Minizinha NFC 2a partir de R$ 16,88SimNão2,39%4,99%22,59%0,99%

As taxas mostradas são as da primeira faixa de faturamento, já fora da promoção, e valem para Mastercard e Visa. Elo e American Express costumam custar mais em todas as marcas.

Como avaliamos as maquininhas de entrada

O ranking de uma maquininha para quem está começando não pode usar os mesmos pesos de um comparativo de varejo médio. Quem vende R$ 2 mil por mês não vai negociar taxa com ninguém e sofre mais com o preço do aparelho do que com meio ponto percentual. Por isso, os critérios foram:

Ficaram de fora todas as opções com aluguel ou meta de faturamento, porque nenhum negócio em fase inicial tem previsibilidade para assumir custo fixo.

As 7 melhores maquininhas para quem está começando, uma a uma

1. Ton T3: melhor equilíbrio geral para começar

Maquininha Ton T3 verde em fundo branco, com teclado físico, impressora integrada e tela colorida
A Ton T3 combina teclado físico e impressora, formato que resiste melhor a balcão úmido e movimentado.

A Ton é a marca da Stone criada para atender pequeno negócio e autônomo, e a T3 é o modelo que resolve o maior número de problemas de quem está começando: imprime comprovante, tem chip próprio e não depende de celular. Em abril de 2026 a marca refez a estrutura de planos e hoje trabalha com o Ton Mega+, aberto a qualquer vendedor, e o Ton Black, exclusivo para CNPJ.

Ficha técnicaTon T3 (e a variante T3 Turbo)
PreçoA partir de R$ 91,80 no plano Mega+ (T3 Black, R$ 109,65, só para CNPJ)
Taxa no débito0,57% nos 30 dias de promoção; depois 1,69% (até R$ 3 mil/mês) a 1,19% (acima de R$ 30 mil/mês)
Crédito à vista0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85%
Crédito em 12x7,97% na promoção; depois 20,39% (até R$ 3 mil/mês) a 11,51% (acima de R$ 30 mil/mês)
PixSem taxa nos primeiros 30 dias e depois sem taxa com a chave Pix cadastrada na conta Ton
Prazo de recebimento1 dia útil (padrão); mesmo dia com acréscimo na taxa
Aluguel e mensalidadeNão há aluguel nem mensalidade
ConectividadeChip 4G multioperadora (Claro, Vivo e TIM) na variante Turbo, mais Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
BateriaAté 16 horas de operação contínua na T3 Turbo
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ
GarantiaVitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada

Para quem começa, o detalhe que mais importa nessa ficha é a garantia vitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada. Maquininha de iniciante costuma cair, molhar e apanhar, e a substituição sem custo evita um segundo desembolso logo no começo.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: autônomo, MEI recém-aberto e vendedor de rua que precisa de um aparelho completo e barato. Para quem não é: quem já nasce vendendo parcelado em 10x ou 12x, porque a taxa da faixa inicial come a margem.

Veredito: é a compra mais segura desta lista. Só perca tempo comparando se o seu negócio depende de parcelamento longo desde o primeiro mês.

2. Mercado Pago Point Air 2: melhor para receber na hora

Maquininha Mercado Pago Point Air 2 amarela em fundo branco, modelo com chip próprio e sem impressora
A Point Air 2 funciona sem celular e libera o saldo na hora, sem pedido manual de antecipação.

Quem está começando raramente tem caixa para esperar. A Point Air 2 resolve isso com liberação imediata do saldo como padrão, e o dinheiro cai numa conta que já serve para pagar fornecedor, transferir por Pix e usar cartão. Custa cerca de R$ 54 e tem chip próprio, o que dispensa o celular.

Ficha técnicaMercado Pago Point Air 2
PreçoA partir de R$ 53,91
Taxa no débito0,74% na promoção; depois 1,99% a 1,25%
Crédito à vista3,99% na promoção; depois 4,98% a 3,08%
Crédito em 12x8,99% na promoção; depois 21,43% a 11,78%
Pix0% na promoção; depois 0,49%
Prazo de recebimentoNa hora, em 14 dias ou em 30 dias
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeChip próprio e Wi-Fi, funciona sem celular
ImpressoraNão; comprovante digital
BateriaLonga, por não ter impressora
Vale-refeição e alimentaçãoAlelo, Pluxee e VR
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ

A ausência de impressora não é defeito nesse preço: é escolha de projeto. Sem bobina, a bateria dura mais e o aparelho fica menor, o que faz diferença para quem atende em pé.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: quem precisa do dinheiro no mesmo dia e vende mais no débito e no crédito à vista. Para quem não é: negócio de ticket baixo com muito Pix, porque a tarifa se acumula.

Veredito: compre se o seu problema é fluxo de caixa. Se você consegue esperar um dia útil, a Ton T3 sai mais barata no total.

3. PagBank Minizinha Chip 3: melhor para vendas esporádicas

Maquininha PagBank Minizinha Chip 3 amarela em fundo branco, modelo de bolso com chip próprio
A Minizinha Chip 3 funciona sem celular e tem bateria de vários dias em uso esporádico.

Nem todo mundo que começa vende todo dia. Para quem faz feira uma vez por mês, atende por encomenda ou vende em evento, a Minizinha Chip 3 é uma solução honesta: custa cerca de R$ 45, funciona com chip próprio e a bateria dura vários dias em volume baixo, porque não gasta energia com impressora.

Ficha técnicaPagBank Minizinha Chip 3
PreçoA partir de R$ 45,49
Taxa no débito0,58% na promoção; depois 2,39% a 1,23%
Crédito à vista0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92%
Crédito em 12x7,98% na promoção; depois 22,59% a 12,36%
Pix0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35%
Prazo de recebimentoNa hora, em 14 dias ou em 30 dias
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeChip próprio, funciona sem celular
ImpressoraNão; comprovante digital
BateriaVários dias em volume baixo
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ

O que vem junto pesa tanto quanto o aparelho: a conta PagBank é uma conta bancária completa, com cartão, rendimento automático sobre o saldo e acesso a crédito conforme o seu histórico de vendas. Para quem ainda não tem conta PJ, isso resolve dois problemas de uma vez.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: quem vende de forma intermitente e valoriza ter uma conta bancária junto. Para quem não é: quem vai vender todo dia com volume relevante, porque a taxa da faixa inicial pesa demais.

Veredito: boa compra pelo conjunto conta mais aparelho. Assim que você passar de R$ 2 mil por mês, confira se já mudou de faixa, porque a diferença é grande.

4. SumUp Top: menor taxa de débito entre as opções de entrada

A SumUp trabalha com uma lógica diferente das concorrentes: cobra pouco de quem vende pouco. Na oferta de entrada, o débito sai por 0,80% e o crédito à vista por 2,85%, números que as outras marcas só oferecem a quem fatura dezenas de milhares por mês. O aparelho Top custa cerca de R$ 53 e funciona pareado ao celular por Bluetooth.

Ficha técnicaSumUp Top
PreçoA partir de R$ 52,80 (ou 12x de R$ 4,40)
Taxa no débito0,80% na oferta de entrada; 0,99% nas faixas seguintes
Crédito à vista2,85% a 3,49% conforme a faixa
Crédito em 12x9,90% a 12,49% recebendo antecipado
Pix0% em todos os planos
Prazo de recebimentoNo mesmo dia, em até 2 dias úteis ou parcela a parcela
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeBluetooth, pareada com o celular
ImpressoraNão
BateriaLonga
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ

Existe uma tabela ainda mais barata na SumUp, a de recebimento parcela a parcela, em que o parcelado em 12x custa 3,49%. Ela só faz sentido se você aguenta receber a última parcela um ano depois da venda, o que raramente é o caso de quem está começando, mas vale conhecer.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: prestador de serviço e vendedor que já usa o celular no atendimento e quer a menor taxa possível no débito. Para quem não é: quem trabalha em ambiente onde mexer no celular atrapalha, como cozinha e oficina.

Veredito: é a opção com a melhor taxa de entrada do mercado. O preço disso é depender do celular.

5. InfiniteTap: começar sem gastar nada com aparelho

O InfiniteTap transforma o celular em maquininha por aproximação, sem hardware e sem custo de adesão. Você instala o aplicativo, o cliente encosta o cartão ou o próprio celular na traseira do seu aparelho e a venda acontece. O comprovante vai por WhatsApp, SMS ou e-mail.

Ficha técnicaInfiniteTap
PreçoGrátis (app no celular)
Taxa no débito1,37% a 0,75%, pela régua de faturamento
Crédito à vista3,15% a 2,69%
Crédito em 12x12,40% a 8,99% em 1 dia útil
Pix0%
Prazo de recebimento1 dia útil ou na hora
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeUsa a internet do próprio celular
ImpressoraNão; comprovante digital por WhatsApp, SMS ou e-mail
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ
Parcelamento máximoAté 12x

A vantagem é que a tabela de taxas é a mesma da maquininha física da InfinitePay, que tem a menor taxa de crédito à vista deste comparativo. Você começa a zero de investimento pagando taxa de gente grande.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: quem quer testar a aceitação de cartão antes de investir e atende clientes acostumados a pagar por aproximação. Para quem não é: comércio de rua com público que ainda usa cartão de tarja.

Veredito: a melhor forma de começar sem risco. Se o volume crescer, migre para o aparelho físico da mesma conta sem trocar de marca. Entenda melhor o mecanismo no guia sobre como transformar o celular em maquininha de cartão.

6. Ton T1: o aparelho de bolso mais barato de marca grande

Maquininha Ton T1 verde em fundo branco, modelo de bolso que opera pareado ao celular por Bluetooth
A Ton T1 é o aparelho de entrada da marca: sem tela própria, toda a operação acontece no aplicativo.

A T1 é a menor da linha Ton e custa cerca de R$ 17. Ela não tem tela nem impressora: a operação inteira acontece no aplicativo do celular, e o aparelho serve só para ler o cartão e capturar a senha. É a opção certa para quem quer a estrutura e a garantia da Ton pagando o mínimo.

Ficha técnicaTon T1
PreçoA partir de R$ 16,80
Taxa no débito0,57% na promoção; depois 1,69% a 1,19%
Crédito à vista0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85%
Crédito em 12x7,97% na promoção; depois 20,39% a 11,51%
PixSem taxa com a chave Pix cadastrada
Prazo de recebimento1 dia útil
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeBluetooth, pareada com o celular
ImpressoraNão
BateriaLonga, porque o processamento fica no celular
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ
GarantiaVitalícia nos planos de entrada

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: quem quer o menor investimento possível com a estrutura de uma marca grande atrás. Para quem não é: quem atende em balcão e precisa de agilidade sem manusear o telefone.

Veredito: bom começo se você já sabe que vai trocar de aparelho quando o movimento crescer.

7. PagBank Minizinha NFC 2: a porta de entrada mais barata

Maquininha PagBank Minizinha NFC 2 amarela em fundo branco, modelo de bolso que pareia com o celular por Bluetooth
A Minizinha NFC 2 é a porta de entrada mais barata do PagBank e aceita pagamento por aproximação.

Por menos de R$ 20, a Minizinha NFC 2 é o caminho mais barato para aceitar cartão com o nome de uma marca consolidada. Funciona por Bluetooth com o celular, aceita aproximação e vem com a conta PagBank completa.

Ficha técnicaPagBank Minizinha NFC 2
PreçoA partir de R$ 16,88
Taxa no débito0,58% na promoção; depois 2,39% a 1,23%
Crédito à vista0,58% na promoção; depois 4,99% a 2,92%
Crédito em 12x7,98% na promoção; depois 22,59% a 12,36%
Pix0% na promoção; depois de 0,99% a 0,35%
Prazo de recebimentoNa hora, em 14 dias ou em 30 dias
Aluguel e mensalidadeNão há
ConectividadeBluetooth, pareada com o celular
ImpressoraNão
BateriaLonga, porque o processamento fica no celular
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: quem precisa aceitar cartão amanhã gastando o mínimo possível. Para quem não é: quem já tem volume e vai sentir a diferença de taxa em pouco tempo.

Veredito: compre para destravar a venda, mas trate como solução temporária. A taxa da faixa inicial do PagBank cobra caro por essa economia.

Simulação: o que sobra no bolso com R$ 1 mil, R$ 3 mil e R$ 5 mil por mês

Usamos um mix típico de quem está começando: 40% no débito, 35% no crédito à vista, 15% no crédito em 3x e 10% no Pix.

Faturamento mensalTon T3Mercado Pago Point Air 2SumUp TopInfiniteTapPagBank Minizinha Chip 3
R$ 1.000R$ 26,90R$ 33,60R$ 20,40R$ 24,10R$ 34,80
R$ 3.000R$ 80,70R$ 100,80R$ 61,20R$ 72,30R$ 104,40
R$ 5.000R$ 134,50R$ 168,00R$ 102,00R$ 120,50R$ 174,00

Em R$ 5 mil por mês, a distância entre a opção mais barata e a mais cara passa de R$ 70 mensais, ou R$ 864 por ano. Para um negócio que está nascendo, isso é o custo de um aparelho novo mais um mês de insumo.

Três leituras importantes. A primeira: nesse volume, ninguém sai da faixa de entrada, então a promoção do primeiro mês não muda nada no longo prazo. A segunda: a diferença de taxa só começa a valer mais que a diferença de preço do aparelho a partir de R$ 3 mil mensais. Abaixo disso, compre o mais barato. A terceira: se você parcelar mais do que o mix acima supõe, a ordem muda completamente, e SumUp e InfinitePay disparam na frente.

O que muda quando você abre o MEI

Muita gente começa vendendo no CPF e formaliza depois. Vale entender o que a formalização destrava:

Se esse é o seu caminho, o guia de maquininhas de cartão para MEI compara os modelos por faixa de faturamento. Quem vai continuar no CPF por enquanto encontra as opções compatíveis em maquininhas de cartão para CPF.

Cinco erros que quem está começando comete

Perguntas frequentes

Qual a melhor maquininha de cartão para quem está começando e não tem CNPJ?

A Ton T3 é a mais completa entre as que aceitam CPF, porque tem impressora e chip próprio. A Mercado Pago Point Air 2 e a PagBank Minizinha Chip 3 também aceitam pessoa física e custam menos. O terminal físico da InfinitePay e a Stone atendem apenas CNPJ, então ficam fora para quem ainda não formalizou.

Preciso comprar maquininha ou dá para usar só o celular?

Dá para usar só o celular. InfiniteTap, TapTon, Mercado Pago Point Tap, SumUp Tap to Pay e o Tap to Pay do Nubank cobram por aproximação sem aparelho, com custo zero de entrada. A limitação é que só passa cartão com função contactless e o comprovante é digital. Para começar e testar a demanda, é a opção mais racional.

Vale a pena comprar a maquininha mais barata?

Vale quando o volume é baixo e a diferença de taxa não compensa o preço do aparelho. Nas nossas simulações, abaixo de R$ 3 mil de faturamento mensal o preço do equipamento pesa mais que a taxa. Acima disso, a conta inverte e compensa pagar mais caro por um modelo com taxa melhor.

O que acontece se eu ficar meses sem vender nada?

Nas opções desta lista não acontece nada, porque nenhuma cobra mensalidade ou aluguel. A conta continua aberta e o aparelho volta a funcionar quando você usar. O cuidado é com propostas que envolvem comodato: aí o aparelho parado continua gerando cobrança.

Preciso de conta bancária específica para receber?

Não. Todas as marcas desta lista abrem uma conta digital própria junto com o cadastro, e você pode transferir por Pix para qualquer banco. O que muda é o custo e o prazo dessa transferência, que na maioria dos casos é gratuita para a conta do próprio titular.

Posso vender a maquininha depois se não der certo?

Aparelho comprado é seu e pode ser repassado, mas o novo dono precisa cadastrá-lo na própria conta, e nem toda marca permite a transferência de titularidade. Aparelho em comodato não pode ser vendido: ele pertence à adquirente e precisa ser devolvido no encerramento do contrato.

Quanto tempo demora para aprovar o cadastro?

Nas marcas sem aluguel, a aprovação costuma sair em minutos ou poucas horas, porque a análise é automática. A entrega do aparelho leva de um a cinco dias úteis, dependendo da região. Marcas que trabalham com contrato e comodato, como Stone e Cielo, envolvem proposta comercial e demoram mais.

Como apuramos

Fontes consultadas na apuração deste artigo:

André Pires

André Pires

Editor-chefe do CashReasons / Contador

André Pires edita o CashReasons e responde pela apuração das taxas e pela checagem final dos números que entram nos comparativos. Acompanha o mercado de adquirência brasileiro há mais de dez anos, do MDR à antecipação de recebíveis e às letras miúdas do contrato de aluguel de terminal, e escreve para quem está do outro lado do balcão: o dono do negócio que paga a taxa. Nenhum preço vai ao ar aqui sem conferência na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.