
Melhor maquininha de cartão para supermercado em 2026: 5 soluções para vários caixas
A melhor solução de captura para supermercado em 2026 é a Cielo, pela integração TEF mais madura do mercado com automação comercial e pela aceitação ampla de vale-alimentação. A Rede, com o PIN Pad ligado ao PDV, é a alternativa direta para quem já tem relacionamento com o Itaú. E o mercado de bairro com dois ou três caixas ainda consegue rodar sem TEF, usando terminais independentes da Ton ou da InfinitePay, com custo fixo zero.
Principais conclusões
- Supermercado é o setor em que a taxa de débito manda na conta: o mix é dominado por débito e vale-alimentação, e o crédito parcelado é quase inexistente.
- A partir de três caixas, o TEF deixa de ser opcional. O custo mensal de um sistema TEF fica entre R$ 150 e R$ 500 por loja, somando aluguel de PIN Pad, licença de software e manutenção.
- Um mercado de bairro com três caixas gasta entre R$ 600 e R$ 1.500 por mês em TEF, enquanto três terminais independentes sem aluguel custam R$ 0 de custo fixo, ao preço de perder a integração.
- O vale-alimentação responde por uma fatia grande do movimento e agora tem teto de 3,6% de taxa e repasse em até 15 dias corridos, pelo Decreto 12.712/2025.
- Redundância não é luxo: supermercado que fica sem captura no sábado à tarde perde faturamento que não volta.
Este guia cobre do mercado de bairro com dois caixas ao supermercado de vizinhança com dez. Redes com dezenas de lojas negociam contrato corporativo e taxa sob medida, fora do alcance de qualquer tabela pública. A arquitetura descrita aqui vale também para farmácia, com a diferença dos programas de benefício em medicamentos.
As 5 melhores soluções para supermercado: o resumo
- Cielo, melhor no geral, pela integração TEF com automação comercial e aceitação ampla de vale-alimentação.
- Rede, com PIN Pad TEF, melhor para quem é correntista Itaú e já tem automação instalada.
- Stone, melhor suporte e substituição, com Smart TEF para quem quer integração sem PIN Pad dedicado.
- InfinitePay Smart, menor custo de adquirência para mercado de bairro sem TEF.
- Ton T3 Turbo, melhor aceitação de vale-alimentação sem custo fixo, para operação de até três caixas.
TEF ou terminal independente: a decisão que define tudo
Antes de comparar marcas, um supermercado precisa decidir a arquitetura. Existem dois caminhos, e eles custam coisas diferentes.
Terminal independente, também chamado de POS. É a maquininha comum: o operador digita o valor no aparelho. Custa o preço do equipamento, sem mensalidade nas marcas que vendem o terminal. O problema aparece na escala: com três caixas, o operador digita o total três vezes por minuto, e cada digitação é uma chance de erro. A venda também não volta para o sistema, o que obriga a conciliação manual no fim do dia.
TEF, ou transferência eletrônica de fundos. Um PIN Pad ligado por cabo ao computador do caixa recebe o valor direto do sistema de frente de loja. O cliente só aproxima o cartão e digita a senha. A venda volta ao sistema com a autorização, o estoque baixa e o caixa fecha sem diferença. O custo mensal fica entre R$ 150 e R$ 500 por loja, somando aluguel do PIN Pad, entre R$ 50 e R$ 100, licença do software TEF, entre R$ 100 e R$ 300, e manutenção.
A conta que decide. Um supermercado com três caixas gasta de R$ 600 a R$ 1.500 por mês em TEF completo. Com três terminais independentes sem aluguel, o custo fixo é zero. A diferença se paga quando o erro de digitação, a fila mais lenta e a conciliação manual custam mais que o TEF, o que costuma acontecer a partir de um faturamento de R$ 300 mil por mês ou de três caixas simultâneos em operação.
Uma alternativa intermediária é o Smart TEF, em que o próprio terminal Android recebe o valor do sistema pela rede, sem PIN Pad dedicado. Stone, Cielo e PagBank oferecem esse formato nas linhas mais completas. O guia sobre o que é PIN Pad detalha a diferença entre os dois equipamentos.
Comparativo: as 5 melhores soluções para supermercado
| Solução | Arquitetura | Custo fixo mensal | Débito | Crédito à vista | Vale-alimentação | Integração |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Cielo | PIN Pad TEF ou LIO On com Smart TEF | R$ 49 a R$ 99, com isenção acima de cerca de R$ 15 mil | 1,07% a 2,09% | 3,48% a 4,68% | Ampla | ERP, PDV e balança |
| Rede | PIN Pad TEF ligado ao PDV | A partir de R$ 69, com isenção por faturamento | a partir de 1,99% | a partir de 2,39% | Conforme credenciamento | TEF nativo |
| Stone | Smart TEF em terminal Android | Mensalidade com isenção por meta | negociada | negociada | Cerca de 15 bandeiras | PDV e comanda |
| InfinitePay Smart | Terminal independente | R$ 0 | 1,37% a 0,75% | 3,15% a 2,69% | Principais bandeiras | Aplicativos próprios |
| Ton T3 Turbo | Terminal independente | R$ 0 | 1,32% a 1,19% | 3,25% a 2,85% | Mais de 50 bandeiras | Não integra |
Como avaliamos as soluções para supermercado
- Integração com a frente de loja (peso 30%): TEF homologado, compatibilidade com a automação instalada, retorno da venda para o sistema.
- Custo total por caixa (peso 25%): taxa ponderada pelo mix do setor mais aluguel, licença e manutenção, dividido pelo número de pontos de captura.
- Aceitação de vale-alimentação (peso 20%): cobertura de bandeiras e prazo de repasse.
- Disponibilidade e substituição (peso 15%): tempo de troca do equipamento e canal de suporte no horário da loja.
- Antecipação e capital de giro (peso 10%): custo de antecipar recebíveis, relevante num setor que compra a prazo curto.
As 5 melhores soluções para supermercado em 2026, uma a uma
1. Cielo: melhor integração para frente de loja
A Cielo é a adquirente com a base instalada mais ampla em automação comercial no Brasil, e é isso que importa em supermercado. A maior parte dos softwares de frente de loja usados no varejo alimentar já vem homologada para o TEF da Cielo, o que reduz o projeto de integração a uma configuração em vez de um desenvolvimento.
| Ficha técnica | Cielo LIO On |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 238,80 na compra, ou aluguel mensal conforme o plano |
| Taxa no débito | De 1,07% a 2,09% conforme o plano e o volume |
| Crédito à vista | De 3,48% a 4,68% |
| Pix | A partir de 0,99% |
| Prazo de recebimento | Do mesmo dia até 2 dias úteis, conforme o plano |
| Aluguel e mensalidade | De R$ 49 a R$ 99 por mês, com isenção a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento mensal |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Tela | Touch Android com loja de aplicativos de gestão |
| Vale-refeição e alimentação | Ampla cobertura de vale-refeição e alimentação |
| Ecossistema | TEF, integração com PDV e ERP, apps de gestão na própria tela, atendimento 24 horas |
| Cadastro aceito | CPF ou CNPJ |
Para lojas que preferem terminal na ponta em vez de PIN Pad, a LIO On roda Smart TEF e aplicativos de gestão na própria tela, o que serve bem a caixas de conveniência e ao balcão de frios e açougue.
Pontos fortes
- Integração TEF homologada com a maior parte das automações comerciais do varejo alimentar.
- Ampla aceitação de bandeiras de vale-alimentação, incluindo as regionais.
- Assistência técnica 24 horas com cobertura nacional.
- Isenção de aluguel a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento mensal, patamar que qualquer supermercado ultrapassa.
Pontos fracos
- Pix a partir de 0,99%, custo relevante mesmo em setor dominado por cartão.
- Taxa de crédito parcelado alta, embora pouco usada no setor.
- A negociação de taxa depende de volume comprovado, o que fragiliza a loja pequena.
Para quem é: supermercado com três ou mais caixas, automação comercial instalada e faturamento acima de R$ 300 mil por mês. Para quem não é: mercearia com um caixa e caderno de controle.
Veredito: é a escolha padrão do setor. Negocie a taxa de débito, que é a que mais pesa no seu mix.
2. Rede: melhor PIN Pad para quem é correntista Itaú
O PIN Pad da Rede, ligado por cabo ao computador do caixa, é uma das implementações mais consolidadas de TEF no varejo brasileiro. O operador digita o valor no sistema, o PIN Pad recebe a cobrança e o cliente aproxima o cartão e digita a senha. Nada é digitado no aparelho.
| Ficha técnica | Rede PIN Pad TEF |
|---|---|
| Preço | Comodato com aluguel mensal |
| Taxa no débito | A partir de 1,99%, personalizada por faturamento |
| Crédito à vista | A partir de 2,39% |
| Crédito em 12x | 3,49% na primeira parcela e 1,99% nas demais, conforme o contrato |
| Pix | Sem taxa |
| Prazo de recebimento | 2 dias úteis, com condições melhores para correntistas Itaú |
| Aluguel e mensalidade | A partir de R$ 69 por mês, com isenção conforme o faturamento |
| Conectividade | Cabo, ligado ao computador do caixa |
| Vale-refeição e alimentação | Conforme o credenciamento do estabelecimento |
| Cadastro aceito | Somente CNPJ |
| Ecossistema | Integração TEF com automação comercial, antecipação, conta Itaú |
Para supermercado que já tem conta no Itaú, a conciliação fica mais simples: o dinheiro cai na mesma conta em que a loja paga fornecedor e folha, e a antecipação é contratada na mesma plataforma.
Pontos fortes
- TEF nativo com integração consolidada e ampla base de software homologado.
- Sem taxa no Pix.
- Condições melhores para correntista Itaú, incluindo prazos e antecipação.
- Equipamento alimentado pelo caixa, sem bateria para gerenciar.
Pontos fracos
- Prazo padrão de dois dias úteis, mais lento que o de quase todas as concorrentes.
- Aluguel mensal a partir de R$ 69 por PIN Pad, o que multiplica em loja com muitos caixas.
- Taxa personalizada, sem tabela pública para comparar antes.
- Exige confirmar a compatibilidade do TEF com a sua software house.
Para quem é: supermercado correntista do Itaú, com caixas fixos e automação instalada. Para quem não é: loja sem sistema de frente de caixa.
Veredito: alternativa direta à Cielo. Decida pelo relacionamento bancário e pelo que a sua software house já homologou.
3. Stone: melhor suporte e substituição rápida

A Stone se diferencia menos pela taxa e mais pela operação: atendimento humano com resposta em segundos e troca física do aparelho durante o contrato. Em supermercado, terminal parado é caixa fechado, e o tempo de reposição vira dinheiro perdido no sábado.
| Ficha técnica | Stone (linha Smart e Pro) |
|---|---|
| Preço | Comodato: o aparelho não é comprado, é cedido no contrato |
| Taxa no débito | Negociada por contrato, conforme volume e perfil |
| Crédito à vista | Negociada por contrato |
| Pix | Pix QR Code sem taxa para o lojista |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil, com antecipação disponível |
| Aluguel e mensalidade | Mensalidade com isenção a partir de uma meta de faturamento acordada |
| Conectividade | Chip 4G e Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Vale-refeição e alimentação | Cerca de 15 bandeiras de vale-refeição e alimentação |
| Cadastro aceito | Somente CNPJ |
| Ecossistema | Conta PJ gratuita, Smart TEF, integração com PDV, capital de giro, suporte humano 24 horas |
O Smart TEF da Stone dispensa o PIN Pad dedicado: o próprio terminal Android recebe o valor do sistema pela rede, o que reduz cabo no caixa e facilita mover pontos de cobrança em época de pico.
Pontos fortes
- Suporte humano com resposta em segundos e troca do aparelho durante o contrato.
- Smart TEF sem PIN Pad dedicado, com menos cabo no caixa.
- Cerca de 15 bandeiras de vale-alimentação aceitas.
- Conta PJ gratuita e capital de giro na mesma plataforma.
Pontos fracos
- Mensalidade isenta apenas com meta batida.
- Taxa negociada caso a caso, sem tabela pública.
- A antecipação está entre as mais caras do mercado, o que pesa em setor que antecipa com frequência.
- Base de homologação em automação comercial menor que a da Cielo no varejo alimentar.
Para quem é: supermercado que prioriza disponibilidade e suporte, com sistema compatível com Smart TEF. Para quem não é: loja que depende de software homologado apenas para PIN Pad tradicional.
Veredito: contrate pelo suporte. Confirme antes se o seu sistema de frente de loja conversa com o Smart TEF.
4. InfinitePay Smart: menor custo para mercado de bairro

Mercado de bairro com um ou dois caixas não precisa de TEF, e pagar por integração que não vai usar é desperdício. A InfinitePay entrega a menor taxa de crédito à vista do comparativo, Pix gratuito sem teto e nenhum custo fixo.
| Ficha técnica | InfinitePay Smart |
|---|---|
| Preço | R$ 199 à vista (ou 12x de R$ 16,58) |
| Taxa no débito | 1,37% (até R$ 20 mil/mês) a 0,75% (acima de R$ 80 mil/mês) |
| Crédito à vista | 3,15% a 2,69%, pela mesma régua de faturamento |
| Pix | 0%, sem limite de volume |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil (padrão) ou na hora, com taxa maior |
| Aluguel e mensalidade | Não há aluguel nem mensalidade |
| Conectividade | Wi-Fi e chip 4G inclusos |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Tela | Touch Android, com câmera e leitor de código de barras |
| Vale-refeição e alimentação | Principais bandeiras do mercado |
| Cadastro aceito | Somente CNPJ |
A taxa de débito cai para 0,75% acima de R$ 80 mil de faturamento mensal, patamar alcançável por mercado de vizinhança, o que a torna competitiva mesmo contra as tabelas negociadas das adquirentes bancárias.
Pontos fortes
- Custo fixo zero, sem aluguel e sem licença de software.
- Débito a partir de 0,75% e crédito à vista a partir de 2,69% nas faixas altas.
- Pix gratuito e ilimitado.
- Terminal Android com impressora e leitor de código de barras, útil no balcão de frios.
Pontos fracos
- Não integra com automação comercial: o valor é digitado no terminal.
- Cobertura de vale-alimentação menor que a de Cielo e Ton.
- Só atende CNPJ.
- Sem PIN Pad para caixa fixo.
Para quem é: mercado de bairro e mercearia com até dois caixas e faturamento até cerca de R$ 300 mil por mês. Para quem não é: loja com automação instalada e controle de estoque por item.
Veredito: a opção mais barata quando não há TEF na equação. Reavalie quando abrir o terceiro caixa.
5. Ton T3 Turbo: melhor aceitação de voucher sem custo fixo

Se o seu mercado recebe muito cartão-benefício, a cobertura de bandeiras vira o critério principal, e a Ton aceita mais de 50 administradoras, incluindo regionais que a concorrência não processa. Isso é especialmente relevante em cidade do interior, onde bandeiras locais têm participação alta.
| Ficha técnica | Ton T3 (e a variante T3 Turbo) |
|---|---|
| Preço | A partir de R$ 91,80 no plano Mega+ (T3 Black, R$ 109,65, só para CNPJ) |
| Taxa no débito | 0,57% nos 30 dias de promoção; depois 1,69% (até R$ 3 mil/mês) a 1,19% (acima de R$ 30 mil/mês) |
| Crédito à vista | 0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85% |
| Pix | Sem taxa nos primeiros 30 dias e depois sem taxa com a chave Pix cadastrada na conta Ton |
| Prazo de recebimento | 1 dia útil (padrão); mesmo dia com acréscimo na taxa |
| Aluguel e mensalidade | Não há aluguel nem mensalidade |
| Conectividade | Chip 4G multioperadora (Claro, Vivo e TIM) na variante Turbo, mais Wi-Fi |
| Impressora | Sim, térmica integrada |
| Tela | Colorida com teclado físico |
| Bateria | Até 16 horas de operação contínua na T3 Turbo |
| Vale-refeição e alimentação | Mais de 50 administradoras de vale-refeição e alimentação |
| Garantia | Vitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada |
Pontos fortes
- Maior cobertura de vale-alimentação e refeição do mercado.
- Custo fixo zero e garantia vitalícia nos planos de entrada.
- Chip multioperadora, que mantém a captura ativa quando uma operadora oscila.
- Teclado físico, mais resistente no balcão de açougue e hortifrúti.
Pontos fracos
- Não integra com automação comercial.
- A gratuidade do Pix depende de manter a chave cadastrada na conta Ton.
- Taxas menos agressivas que as da InfinitePay nas faixas altas de faturamento.
- Sem PIN Pad para caixa fixo.
Para quem é: mercado de bairro com público de cartão-benefício variado. Para quem não é: supermercado com automação e vários caixas simultâneos.
Veredito: é a melhor escolha sem custo fixo quando o voucher domina o movimento.
Simulação: o custo de captura por porte de loja
Mix típico de supermercado: 45% no débito, 20% no crédito à vista, 5% no crédito parcelado, 10% em Pix e 20% em vale-alimentação.
Mercado de bairro, R$ 250 mil por mês, dois caixas
| Solução | Taxas de cartão | Voucher | Pix | Custo fixo | Total mensal |
|---|---|---|---|---|---|
| InfinitePay Smart | R$ 2.881 | R$ 1.800 | R$ 0 | R$ 0 | R$ 4.681 |
| Ton T3 Turbo | R$ 3.135 | R$ 1.800 | R$ 0 | R$ 0 | R$ 4.935 |
| Cielo com TEF | R$ 3.325 | R$ 1.800 | R$ 248 | R$ 0, isento | R$ 5.373 |
Supermercado de vizinhança, R$ 700 mil por mês, cinco caixas
| Solução | Taxas de cartão | Voucher | Pix | Custo fixo | Total mensal |
|---|---|---|---|---|---|
| Cielo com TEF | R$ 9.310 | R$ 5.040 | R$ 693 | R$ 0, isento | R$ 15.043 |
| Rede com PIN Pad | R$ 10.395 | R$ 5.040 | R$ 0 | R$ 345, cinco PIN Pads | R$ 15.780 |
| InfinitePay Smart | R$ 6.755 | R$ 5.040 | R$ 0 | R$ 0 | R$ 11.795 |
O segundo cenário mostra o dilema real do setor. A solução sem TEF é significativamente mais barata em taxa, mas custa a integração: cinco operadores digitando valor à mão, conciliação manual e estoque que não baixa sozinho. A escolha depende de quanto o seu erro de caixa e o seu tempo de fila valem por mês. Vale rodar a conta com números da sua loja antes de decidir, e comparar com o levantamento de qual maquininha tem a menor taxa por modalidade.
Checklist de implantação em supermercado
- Confirme a homologação com a sua software house antes de assinar. TEF que não conversa com o seu sistema vira PIN Pad caro.
- Peça o credenciamento de vale-alimentação bandeira a bandeira. O CNAE de supermercado é elegível, mas cada administradora analisa separadamente, como explica o guia sobre maquininhas que aceitam cartão alimentação.
- Negocie a taxa de débito, não a de crédito parcelado. No mix do setor, o débito responde por quase metade do volume.
- Tenha pelo menos um terminal independente de contingência. Ele salva a operação quando o TEF ou a rede caem.
- Monitore o prazo de repasse do voucher. Pelo decreto, transações do Programa de Alimentação do Trabalhador devem ser liquidadas em até 15 dias corridos.
- Reveja o contrato a cada 12 meses. Faturamento cresceu significa faixa melhor, e a adquirente raramente ajusta sozinha.
Perguntas frequentes
Supermercado precisa de TEF ou pode usar maquininha comum?
Depende do número de caixas. Com um ou dois pontos de cobrança, terminais independentes funcionam e custam menos, porque não têm aluguel nem licença. A partir de três caixas simultâneos, o TEF passa a compensar: elimina digitação de valor, reduz erro de cobrança, devolve a venda ao sistema e fecha o caixa sem diferença manual.
Quanto custa um sistema TEF por mês?
Entre R$ 150 e R$ 500 por loja, somando aluguel do PIN Pad, de R$ 50 a R$ 100, licença do software TEF, de R$ 100 a R$ 300, e manutenção. Em loja com três caixas, o total costuma ficar entre R$ 600 e R$ 1.500 mensais. O aluguel do PIN Pad pode ser isento conforme o faturamento na maioria das adquirentes.
Qual a diferença entre PIN Pad e Smart TEF?
O PIN Pad é um leitor sem inteligência própria, ligado por cabo ao computador do caixa, que faz o processamento. O Smart TEF dispensa o cabo e o PIN Pad: o terminal Android recebe o valor do sistema pela rede e devolve a confirmação. O Smart TEF dá mais mobilidade e menos cabo, mas exige que o seu software de frente de loja suporte o formato.
Supermercado pode aceitar vale-alimentação?
Pode, e deve. O CNAE de comércio varejista de mercadorias em geral com predominância de produtos alimentícios está entre os elegíveis pelas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador. O credenciamento é solicitado a cada administradora separadamente, e a taxa cobrada do estabelecimento tem teto de 3,6% desde o Decreto 12.712/2025.
Qual taxa negociar primeiro em um supermercado?
A do débito. No mix do setor, débito e vale-alimentação respondem pela maior parte do volume, enquanto o crédito parcelado é quase inexistente. Uma redução de 0,2 ponto percentual no débito de uma loja que fatura R$ 500 mil por mês economiza cerca de R$ 450 mensais, mais do que qualquer ganho no parcelado.
O que acontece se o TEF cair no horário de pico?
Os caixas param de capturar cartão até a conexão voltar. Por isso, toda loja precisa de contingência: pelo menos um terminal independente, de preferência de outra adquirente e com chip próprio, e um QR Code de Pix disponível no caixa. Vendas já autorizadas antes da queda não se perdem.
Vale a pena usar duas adquirentes em caixas diferentes?
Vale em loja de porte médio, por dois motivos. O primeiro é redundância: se uma adquirente cai, os outros caixas continuam vendendo. O segundo é arbitragem, quando uma marca cobra menos em determinada bandeira ou modalidade. O custo é dividir o faturamento entre duas contas, o que pode piorar a faixa de taxa em ambas.
Como apuramos
Fontes consultadas na apuração deste artigo:
