Melhor maquininha de cartão para supermercado em 2026: 5 soluções para vários caixas

Por · Atualizado em 2 de setembro de 2026 · Maquininhas por Segmento

A melhor solução de captura para supermercado em 2026 é a Cielo, pela integração TEF mais madura do mercado com automação comercial e pela aceitação ampla de vale-alimentação. A Rede, com o PIN Pad ligado ao PDV, é a alternativa direta para quem já tem relacionamento com o Itaú. E o mercado de bairro com dois ou três caixas ainda consegue rodar sem TEF, usando terminais independentes da Ton ou da InfinitePay, com custo fixo zero.

Principais conclusões

Este guia cobre do mercado de bairro com dois caixas ao supermercado de vizinhança com dez. Redes com dezenas de lojas negociam contrato corporativo e taxa sob medida, fora do alcance de qualquer tabela pública. A arquitetura descrita aqui vale também para farmácia, com a diferença dos programas de benefício em medicamentos.

As 5 melhores soluções para supermercado: o resumo

  1. Cielo, melhor no geral, pela integração TEF com automação comercial e aceitação ampla de vale-alimentação.
  2. Rede, com PIN Pad TEF, melhor para quem é correntista Itaú e já tem automação instalada.
  3. Stone, melhor suporte e substituição, com Smart TEF para quem quer integração sem PIN Pad dedicado.
  4. InfinitePay Smart, menor custo de adquirência para mercado de bairro sem TEF.
  5. Ton T3 Turbo, melhor aceitação de vale-alimentação sem custo fixo, para operação de até três caixas.

TEF ou terminal independente: a decisão que define tudo

Antes de comparar marcas, um supermercado precisa decidir a arquitetura. Existem dois caminhos, e eles custam coisas diferentes.

Terminal independente, também chamado de POS. É a maquininha comum: o operador digita o valor no aparelho. Custa o preço do equipamento, sem mensalidade nas marcas que vendem o terminal. O problema aparece na escala: com três caixas, o operador digita o total três vezes por minuto, e cada digitação é uma chance de erro. A venda também não volta para o sistema, o que obriga a conciliação manual no fim do dia.

TEF, ou transferência eletrônica de fundos. Um PIN Pad ligado por cabo ao computador do caixa recebe o valor direto do sistema de frente de loja. O cliente só aproxima o cartão e digita a senha. A venda volta ao sistema com a autorização, o estoque baixa e o caixa fecha sem diferença. O custo mensal fica entre R$ 150 e R$ 500 por loja, somando aluguel do PIN Pad, entre R$ 50 e R$ 100, licença do software TEF, entre R$ 100 e R$ 300, e manutenção.

A conta que decide. Um supermercado com três caixas gasta de R$ 600 a R$ 1.500 por mês em TEF completo. Com três terminais independentes sem aluguel, o custo fixo é zero. A diferença se paga quando o erro de digitação, a fila mais lenta e a conciliação manual custam mais que o TEF, o que costuma acontecer a partir de um faturamento de R$ 300 mil por mês ou de três caixas simultâneos em operação.

Uma alternativa intermediária é o Smart TEF, em que o próprio terminal Android recebe o valor do sistema pela rede, sem PIN Pad dedicado. Stone, Cielo e PagBank oferecem esse formato nas linhas mais completas. O guia sobre o que é PIN Pad detalha a diferença entre os dois equipamentos.

Comparativo: as 5 melhores soluções para supermercado

SoluçãoArquiteturaCusto fixo mensalDébitoCrédito à vistaVale-alimentaçãoIntegração
CieloPIN Pad TEF ou LIO On com Smart TEFR$ 49 a R$ 99, com isenção acima de cerca de R$ 15 mil1,07% a 2,09%3,48% a 4,68%AmplaERP, PDV e balança
RedePIN Pad TEF ligado ao PDVA partir de R$ 69, com isenção por faturamentoa partir de 1,99%a partir de 2,39%Conforme credenciamentoTEF nativo
StoneSmart TEF em terminal AndroidMensalidade com isenção por metanegociadanegociadaCerca de 15 bandeirasPDV e comanda
InfinitePay SmartTerminal independenteR$ 01,37% a 0,75%3,15% a 2,69%Principais bandeirasAplicativos próprios
Ton T3 TurboTerminal independenteR$ 01,32% a 1,19%3,25% a 2,85%Mais de 50 bandeirasNão integra

Como avaliamos as soluções para supermercado

As 5 melhores soluções para supermercado em 2026, uma a uma

1. Cielo: melhor integração para frente de loja

A Cielo é a adquirente com a base instalada mais ampla em automação comercial no Brasil, e é isso que importa em supermercado. A maior parte dos softwares de frente de loja usados no varejo alimentar já vem homologada para o TEF da Cielo, o que reduz o projeto de integração a uma configuração em vez de um desenvolvimento.

Ficha técnicaCielo LIO On
PreçoA partir de R$ 238,80 na compra, ou aluguel mensal conforme o plano
Taxa no débitoDe 1,07% a 2,09% conforme o plano e o volume
Crédito à vistaDe 3,48% a 4,68%
PixA partir de 0,99%
Prazo de recebimentoDo mesmo dia até 2 dias úteis, conforme o plano
Aluguel e mensalidadeDe R$ 49 a R$ 99 por mês, com isenção a partir de cerca de R$ 15 mil de faturamento mensal
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
TelaTouch Android com loja de aplicativos de gestão
Vale-refeição e alimentaçãoAmpla cobertura de vale-refeição e alimentação
EcossistemaTEF, integração com PDV e ERP, apps de gestão na própria tela, atendimento 24 horas
Cadastro aceitoCPF ou CNPJ

Para lojas que preferem terminal na ponta em vez de PIN Pad, a LIO On roda Smart TEF e aplicativos de gestão na própria tela, o que serve bem a caixas de conveniência e ao balcão de frios e açougue.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: supermercado com três ou mais caixas, automação comercial instalada e faturamento acima de R$ 300 mil por mês. Para quem não é: mercearia com um caixa e caderno de controle.

Veredito: é a escolha padrão do setor. Negocie a taxa de débito, que é a que mais pesa no seu mix.

2. Rede: melhor PIN Pad para quem é correntista Itaú

O PIN Pad da Rede, ligado por cabo ao computador do caixa, é uma das implementações mais consolidadas de TEF no varejo brasileiro. O operador digita o valor no sistema, o PIN Pad recebe a cobrança e o cliente aproxima o cartão e digita a senha. Nada é digitado no aparelho.

Ficha técnicaRede PIN Pad TEF
PreçoComodato com aluguel mensal
Taxa no débitoA partir de 1,99%, personalizada por faturamento
Crédito à vistaA partir de 2,39%
Crédito em 12x3,49% na primeira parcela e 1,99% nas demais, conforme o contrato
PixSem taxa
Prazo de recebimento2 dias úteis, com condições melhores para correntistas Itaú
Aluguel e mensalidadeA partir de R$ 69 por mês, com isenção conforme o faturamento
ConectividadeCabo, ligado ao computador do caixa
Vale-refeição e alimentaçãoConforme o credenciamento do estabelecimento
Cadastro aceitoSomente CNPJ
EcossistemaIntegração TEF com automação comercial, antecipação, conta Itaú

Para supermercado que já tem conta no Itaú, a conciliação fica mais simples: o dinheiro cai na mesma conta em que a loja paga fornecedor e folha, e a antecipação é contratada na mesma plataforma.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: supermercado correntista do Itaú, com caixas fixos e automação instalada. Para quem não é: loja sem sistema de frente de caixa.

Veredito: alternativa direta à Cielo. Decida pelo relacionamento bancário e pelo que a sua software house já homologou.

3. Stone: melhor suporte e substituição rápida

Maquininha Stone verde em fundo branco, ao lado do aplicativo da conta PJ no celular
A Stone trabalha em comodato e liga a maquininha à conta PJ e ao Smart TEF do sistema de caixa.

A Stone se diferencia menos pela taxa e mais pela operação: atendimento humano com resposta em segundos e troca física do aparelho durante o contrato. Em supermercado, terminal parado é caixa fechado, e o tempo de reposição vira dinheiro perdido no sábado.

Ficha técnicaStone (linha Smart e Pro)
PreçoComodato: o aparelho não é comprado, é cedido no contrato
Taxa no débitoNegociada por contrato, conforme volume e perfil
Crédito à vistaNegociada por contrato
PixPix QR Code sem taxa para o lojista
Prazo de recebimento1 dia útil, com antecipação disponível
Aluguel e mensalidadeMensalidade com isenção a partir de uma meta de faturamento acordada
ConectividadeChip 4G e Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
Vale-refeição e alimentaçãoCerca de 15 bandeiras de vale-refeição e alimentação
Cadastro aceitoSomente CNPJ
EcossistemaConta PJ gratuita, Smart TEF, integração com PDV, capital de giro, suporte humano 24 horas

O Smart TEF da Stone dispensa o PIN Pad dedicado: o próprio terminal Android recebe o valor do sistema pela rede, o que reduz cabo no caixa e facilita mover pontos de cobrança em época de pico.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: supermercado que prioriza disponibilidade e suporte, com sistema compatível com Smart TEF. Para quem não é: loja que depende de software homologado apenas para PIN Pad tradicional.

Veredito: contrate pelo suporte. Confirme antes se o seu sistema de frente de loja conversa com o Smart TEF.

4. InfinitePay Smart: menor custo para mercado de bairro

Maquininha InfinitePay Smart em fundo branco, terminal Android com impressora térmica imprimindo comprovante
A InfinitePay Smart roda Android na própria tela e imprime comprovante sem depender de outro aparelho no balcão.

Mercado de bairro com um ou dois caixas não precisa de TEF, e pagar por integração que não vai usar é desperdício. A InfinitePay entrega a menor taxa de crédito à vista do comparativo, Pix gratuito sem teto e nenhum custo fixo.

Ficha técnicaInfinitePay Smart
PreçoR$ 199 à vista (ou 12x de R$ 16,58)
Taxa no débito1,37% (até R$ 20 mil/mês) a 0,75% (acima de R$ 80 mil/mês)
Crédito à vista3,15% a 2,69%, pela mesma régua de faturamento
Pix0%, sem limite de volume
Prazo de recebimento1 dia útil (padrão) ou na hora, com taxa maior
Aluguel e mensalidadeNão há aluguel nem mensalidade
ConectividadeWi-Fi e chip 4G inclusos
ImpressoraSim, térmica integrada
TelaTouch Android, com câmera e leitor de código de barras
Vale-refeição e alimentaçãoPrincipais bandeiras do mercado
Cadastro aceitoSomente CNPJ

A taxa de débito cai para 0,75% acima de R$ 80 mil de faturamento mensal, patamar alcançável por mercado de vizinhança, o que a torna competitiva mesmo contra as tabelas negociadas das adquirentes bancárias.

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: mercado de bairro e mercearia com até dois caixas e faturamento até cerca de R$ 300 mil por mês. Para quem não é: loja com automação instalada e controle de estoque por item.

Veredito: a opção mais barata quando não há TEF na equação. Reavalie quando abrir o terceiro caixa.

5. Ton T3 Turbo: melhor aceitação de voucher sem custo fixo

Maquininha Ton T3 verde em fundo branco, com teclado físico, impressora integrada e tela colorida
A Ton T3 combina teclado físico e impressora, formato que resiste melhor a balcão úmido e movimentado.

Se o seu mercado recebe muito cartão-benefício, a cobertura de bandeiras vira o critério principal, e a Ton aceita mais de 50 administradoras, incluindo regionais que a concorrência não processa. Isso é especialmente relevante em cidade do interior, onde bandeiras locais têm participação alta.

Ficha técnicaTon T3 (e a variante T3 Turbo)
PreçoA partir de R$ 91,80 no plano Mega+ (T3 Black, R$ 109,65, só para CNPJ)
Taxa no débito0,57% nos 30 dias de promoção; depois 1,69% (até R$ 3 mil/mês) a 1,19% (acima de R$ 30 mil/mês)
Crédito à vista0,57% na promoção; depois 3,86% a 2,85%
PixSem taxa nos primeiros 30 dias e depois sem taxa com a chave Pix cadastrada na conta Ton
Prazo de recebimento1 dia útil (padrão); mesmo dia com acréscimo na taxa
Aluguel e mensalidadeNão há aluguel nem mensalidade
ConectividadeChip 4G multioperadora (Claro, Vivo e TIM) na variante Turbo, mais Wi-Fi
ImpressoraSim, térmica integrada
TelaColorida com teclado físico
BateriaAté 16 horas de operação contínua na T3 Turbo
Vale-refeição e alimentaçãoMais de 50 administradoras de vale-refeição e alimentação
GarantiaVitalícia enquanto a conta estiver ativa nos planos de entrada

Pontos fortes

Pontos fracos

Para quem é: mercado de bairro com público de cartão-benefício variado. Para quem não é: supermercado com automação e vários caixas simultâneos.

Veredito: é a melhor escolha sem custo fixo quando o voucher domina o movimento.

Simulação: o custo de captura por porte de loja

Mix típico de supermercado: 45% no débito, 20% no crédito à vista, 5% no crédito parcelado, 10% em Pix e 20% em vale-alimentação.

Mercado de bairro, R$ 250 mil por mês, dois caixas

SoluçãoTaxas de cartãoVoucherPixCusto fixoTotal mensal
InfinitePay SmartR$ 2.881R$ 1.800R$ 0R$ 0R$ 4.681
Ton T3 TurboR$ 3.135R$ 1.800R$ 0R$ 0R$ 4.935
Cielo com TEFR$ 3.325R$ 1.800R$ 248R$ 0, isentoR$ 5.373

Supermercado de vizinhança, R$ 700 mil por mês, cinco caixas

SoluçãoTaxas de cartãoVoucherPixCusto fixoTotal mensal
Cielo com TEFR$ 9.310R$ 5.040R$ 693R$ 0, isentoR$ 15.043
Rede com PIN PadR$ 10.395R$ 5.040R$ 0R$ 345, cinco PIN PadsR$ 15.780
InfinitePay SmartR$ 6.755R$ 5.040R$ 0R$ 0R$ 11.795

O segundo cenário mostra o dilema real do setor. A solução sem TEF é significativamente mais barata em taxa, mas custa a integração: cinco operadores digitando valor à mão, conciliação manual e estoque que não baixa sozinho. A escolha depende de quanto o seu erro de caixa e o seu tempo de fila valem por mês. Vale rodar a conta com números da sua loja antes de decidir, e comparar com o levantamento de qual maquininha tem a menor taxa por modalidade.

Checklist de implantação em supermercado

Perguntas frequentes

Supermercado precisa de TEF ou pode usar maquininha comum?

Depende do número de caixas. Com um ou dois pontos de cobrança, terminais independentes funcionam e custam menos, porque não têm aluguel nem licença. A partir de três caixas simultâneos, o TEF passa a compensar: elimina digitação de valor, reduz erro de cobrança, devolve a venda ao sistema e fecha o caixa sem diferença manual.

Quanto custa um sistema TEF por mês?

Entre R$ 150 e R$ 500 por loja, somando aluguel do PIN Pad, de R$ 50 a R$ 100, licença do software TEF, de R$ 100 a R$ 300, e manutenção. Em loja com três caixas, o total costuma ficar entre R$ 600 e R$ 1.500 mensais. O aluguel do PIN Pad pode ser isento conforme o faturamento na maioria das adquirentes.

Qual a diferença entre PIN Pad e Smart TEF?

O PIN Pad é um leitor sem inteligência própria, ligado por cabo ao computador do caixa, que faz o processamento. O Smart TEF dispensa o cabo e o PIN Pad: o terminal Android recebe o valor do sistema pela rede e devolve a confirmação. O Smart TEF dá mais mobilidade e menos cabo, mas exige que o seu software de frente de loja suporte o formato.

Supermercado pode aceitar vale-alimentação?

Pode, e deve. O CNAE de comércio varejista de mercadorias em geral com predominância de produtos alimentícios está entre os elegíveis pelas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador. O credenciamento é solicitado a cada administradora separadamente, e a taxa cobrada do estabelecimento tem teto de 3,6% desde o Decreto 12.712/2025.

Qual taxa negociar primeiro em um supermercado?

A do débito. No mix do setor, débito e vale-alimentação respondem pela maior parte do volume, enquanto o crédito parcelado é quase inexistente. Uma redução de 0,2 ponto percentual no débito de uma loja que fatura R$ 500 mil por mês economiza cerca de R$ 450 mensais, mais do que qualquer ganho no parcelado.

O que acontece se o TEF cair no horário de pico?

Os caixas param de capturar cartão até a conexão voltar. Por isso, toda loja precisa de contingência: pelo menos um terminal independente, de preferência de outra adquirente e com chip próprio, e um QR Code de Pix disponível no caixa. Vendas já autorizadas antes da queda não se perdem.

Vale a pena usar duas adquirentes em caixas diferentes?

Vale em loja de porte médio, por dois motivos. O primeiro é redundância: se uma adquirente cai, os outros caixas continuam vendendo. O segundo é arbitragem, quando uma marca cobra menos em determinada bandeira ou modalidade. O custo é dividir o faturamento entre duas contas, o que pode piorar a faixa de taxa em ambas.

Como apuramos

Fontes consultadas na apuração deste artigo:

André Pires

André Pires

Editor-chefe do CashReasons / Contador

André Pires edita o CashReasons e responde pela apuração das taxas e pela checagem final dos números que entram nos comparativos. Acompanha o mercado de adquirência brasileiro há mais de dez anos, do MDR à antecipação de recebíveis e às letras miúdas do contrato de aluguel de terminal, e escreve para quem está do outro lado do balcão: o dono do negócio que paga a taxa. Nenhum preço vai ao ar aqui sem conferência na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.