Stone ou Moderninha: qual maquininha escolher para o seu negócio?

Por · Atualizado em 3 de setembro de 2026 · Comparativos de Maquininhas

Decidir entre Stone e Moderninha é uma questão de volume de vendas. A Moderninha, do PagBank, funciona no modelo de compra definitiva sem cobrar faturamento mínimo, o que atende muito bem quem gira até R$ 15.000 por mês. A Stone mira outro perfil: empresas que faturam acima de R$ 20.000 mensais e precisam de suporte presencial ágil com taxas negociadas caso a caso.

Principais conclusões

Stone ou Moderninha: diferenças fundamentais de posicionamento e modelo de negócio

O ponto central que separa as duas credenciadoras é a cobrança de permanência. No PagBank, você compra o aparelho de vez e opera com taxas de tabela pública. Na Stone, a dinâmica muda: o modelo padrão usa comodato ou aluguel, no qual o lojista só zera a mensalidade do aparelho se bater metas mensais de faturamento.

A linha Moderninha nasceu sob medida para autônomos, profissionais liberais e microempreendedores individuais (MEI). Comprou a máquina, ela é sua. Não existe pegadinha contratual: se o movimento cair ou você deixar o equipamento desligado na gaveta durante semanas, nenhuma tarifa de inatividade vai aparecer na sua conta.

A Stone trabalha com foco em pessoas jurídicas consolidadas. A negociação é feita diretamente com agentes locais, chamados de Stone Green Angels, que avaliam o histórico de faturamento do CNPJ para calcular taxas de débito e crédito personalizadas. Quem ainda atua na informalidade ou fatura pouco encontra abrigo na Ton, marca do mesmo grupo criada justamente para vender maquininhas sem mensalidade, deixando a bandeira Stone para comércios com fluxo financeiro constante.

Cada modelo carrega seu próprio risco de caixa. Assinar um contrato com aluguel sem ter certeza de que vai bater a meta de isenção corrói a margem de qualquer negócio sazonal. Por outro lado, insistir nas taxas padrão da Moderninha faturando mais de R$ 40.000 por mês é queimar dinheiro com intermediação: com esse volume, sentar para negociar taxas na Stone gera uma economia expressiva no fechamento do mês.

Equipamentos em disputa: Moderninha Smart e Pro versus terminais Stone

Maquininha Stone verde em fundo branco, ao lado do aplicativo da conta PJ no celular
A Stone trabalha em comodato e liga a maquininha à conta PJ e ao Smart TEF do sistema de caixa.

Olhando para o hardware, os terminais da Stone respondem com maior rapidez e trazem carcaça resistente para aguentar o tranco de balcões movimentados. Já o PagBank aposta na tranquilidade a longo prazo com a Moderninha Pro 2 e a Moderninha Smart 2, que contam com 5 anos de garantia de fábrica contra defeitos.

A Moderninha Pro 2 traz teclado físico emborrachado, tela colorida e bobina para imprimir comprovante de papel, o formato perfeito para quem busca simplicidade e digitação rápida.

A Moderninha Smart 2 segue o conceito de smartphone: tela sensível ao toque de 5,5 polegadas e sistema Android integrado ao app PagVendas, com recursos para cadastrar itens, monitorar estoque básico e emitir nota fiscal direto no visor.

Os dois modelos conectam em Wi-Fi de 2,4 GHz e já vêm com chip 4G de dados ilimitados sem custo extra.

Os terminais Smart POS da Stone trazem antena NFC de alta sensibilidade no topo da tela, permitindo que pagamentos por aproximação sejam autorizados em fração de segundo. Isso desafoga a fila do caixa. Toda a carcaça de policarbonato e a área de digitação de senha foram projetadas com vedação reforçada, resistindo a quedas corriqueiras no chão e respingos frequentes de balcão.

Quem trabalha na rua encontra na Moderninha Smart 2 uma bateria confiável, capaz de aguentar entre 10 e 12 horas de operação moderada fora da tomada. Os aparelhos da Stone alcançam autonomia parecida, mas levam vantagem na inteligência do modem: em áreas onde a cobertura oscila, a troca automática entre operadoras de telefonia acontece quase sem travar a venda.

Tabela comparativa: taxas vigentes em 2026, prazos de repasse e custos de aparelho

Critério de AvaliaçãoStone (Plano Comercial)Moderninha (PagBank)
Modelo de contrataçãoComodato ou aluguel com metas de isençãoCompra definitiva sem aluguel
Taxa média no débitoA partir de 1,05% (conforme faturamento)1,99% (recebimento imediato)
Taxa média no crédito à vistaA partir de 2,60% (negociável)3,19% (repasse em até 30 dias) ou 4,99% (na hora)
Taxa média no crédito parceladoA partir de 4,50% fixo + 1,10% por parcela5,59% + 2,99% por parcela adicional
Prazo padrão de liquidação1 dia útil (D+1) na conta bancária indicadaNa hora (D+0) na conta digital PagBank
Público aceitoPessoas Jurídicas com CNPJ ativoPessoas Físicas (CPF) e Jurídicas (CNPJ)
Garantia do hardwareSubstituição contínua durante o contrato5 anos contra defeitos de fabricação

Aceitação de bandeiras, vale-refeição e cobrança via Pix

Ambas aceitam as bandeiras líderes no Brasil e recebem Pix via QR Code dinâmico na tela. O diferencial prático aparece na hora de liberar vale-refeição e alimentação: a Stone simplifica bastante o credenciamento de vouchers em restaurantes, padarias e mercearias.

No dia a dia, cartões de crédito e débito das bandeiras Visa, Mastercard, Elo, Hipercard e American Express passam de primeira nas duas adquirentes, seguindo as regras de interoperabilidade do Banco Central do Brasil. Basta ligar o aparelho, cadastrar o acesso e começar a cobrar.

Para habilitar vouchers como Alelo, Pluxee (antiga Sodexo), VR Benefícios e Ticket, o estabelecimento precisa ter CNPJ ativo com CNAE voltado a alimentação ou refeição. No PagBank, esse trâmite fica todo nas costas do lojista, que deve ligar para cada operadora e solicitar afiliação após a máquina chegar. Na Stone, o consultor regional costuma incluir a solicitação de credenciamento dessas bandeiras de benefício já no cadastro inicial da conta.

Para cobrar com Pix, as duas maquininhas geram QR Code dinâmico com o valor exato na tela. A aprovação com aviso sonoro leva entre 2 e 5 segundos com sinal estável de internet. Na Moderninha, o dinheiro cai imediatamente no saldo da conta PagBank. Na Stone, o repasse do Pix é creditado na conta bancária vinculada respeitando a configuração acordada no contrato.

Gestão financeira: conta digital, relatórios e integração com PDV

O ecossistema do PagBank foi desenhado para quem busca resolver a vida bancária básica no mesmo lugar onde passa as vendas. Já o portal da Stone mira a gestão empresarial: foca em conciliação financeira rigorosa e comunicação fluida com softwares de frente de caixa instalados no computador.

A conta digital do PagBank opera como uma conta bancária sem burocracia: dinheiro parado nela rende 100% do CDI de forma automática, sem exigir aplicação manual. O comerciante emite boletos de cobrança, faz Pix gratuito e movimenta o saldo das vendas usando o cartão da conta internacional no débito e em caixas eletrônicos.

O painel da Stone oferece relatórios minuciosos de conciliação, mostrando valores brutos, desconto exato de cada taxa e o calendário de repasses futuros. Sua grande força técnica está na integração com sistemas de automação comercial (PDV) via TEF ou rede local. Quando o operador passa as mercadorias no caixa, o sistema manda o valor direto para a máquina Stone: adeus digitação manual de preço no teclado e erros de cobrança no balcão.

A gestão de segurança no balcão muda bastante entre as duas. No terminal da Stone, dá para cadastrar vários perfis de operador. Isso impede que o atendente veja o faturamento acumulado do turno ou cancele vendas sem a senha do gerente. Já na linha Moderninha, o próprio visor exibe relatórios simplificados do dia, deixando o controle financeiro detalhado amarrado ao aplicativo no celular do titular.

Suporte técnico e contingência: troca de equipamento e impacto no caixa

Para quem opera balcão sem parar, o suporte presencial da Stone faz toda a diferença. Agentes locais trocam terminais com defeito no próprio dia da ocorrência. No PagBank, por outro lado, qualquer substituição física de equipamento depende dos prazos de envio postal.

A Stone mantém técnicos de campo dedicados nos principais polos comerciais, apelidados de Green Angels. Se a impressora térmica falhar, a tela quebrar ou o sistema travar em pleno expediente, basta ligar para o suporte. O atendente aciona a equipe da rota, e a substituição do aparelho costuma acontecer no balcão da loja em poucas horas.

No PagBank, o atendimento técnico corre por telefone e chat no aplicativo. Se o hardware da Moderninha pifar de vez, o comerciante precisa postar o terminal quebrado nos Correios ou aguardar a coleta de uma transportadora parceira. A chegada do novo aparelho leva de 2 a 5 dias úteis, dependendo do CEP da loja.

Imagine um comércio que fatura R$ 4.000 diários no cartão. Ficar 48 horas sem terminal significa arriscar R$ 8.000 em vendas perdidas na hora. Quem escolhe a Moderninha para um balcão movimentado precisa comprar uma segunda máquina de reserva, garantindo que atrasos na logística não paralisem o caixa.

Simulações de custo efetivo por faturamento e ticket médio

O peso real das taxas no bolso muda conforme o faturamento mensal. Existe um ponto de virada muito claro: a partir de certo volume, as taxas negociadas da Stone compensam bem mais do que a proposta sem aluguel da Moderninha.

Quem fatura R$ 5.000 por mês, caso comum de MEI e prestadores de serviços, gasta cerca de R$ 130 mensais com taxas na Moderninha, assumindo metade no débito e metade no crédito à vista. Sem mensalidade alguma. Colocar um terminal corporativo da Stone nessa faixa exigiria pagar o aluguel da máquina (algo entre R$ 69 e R$ 99 se não atingir metas) além das taxas, jogando o custo total acima de R$ 170. Para esse faturamento, a Stone simplesmente não fecha a conta.

Ao alcançar R$ 20.000 mensais com ticket médio de R$ 80, a balança vira. Com taxas da Stone em 1,15% no débito e 2,80% no crédito à vista, o desconto mensal bate cerca de R$ 395. Na Moderninha, cobrando taxas de balcão de 1,99% e 3,19%, a despesa sobe para R$ 518. Essa sobra de R$ 123 por mês paga com folga o aluguel do equipamento da Stone ou ajuda a garantir a isenção de mensalidade com o consultor.

Já em lojas consolidadas com faturamento de R$ 60.000 por mês e 40% do volume parcelado em até 6 vezes, a Stone ganha de lavada. Uma taxa negociada de 7,50% no crédito parcelado contra os 11,57% padrão do PagBank poupa mais de R$ 900 mensais no caixa. Esse dinheiro extra cobre com folga bobinas de papel, conexões dedicadas e maquininhas adicionais para a equipe.

Qual maquininha escolher: perfil ideal para cada tipo de negócio

Maquininha PagBank Moderninha Smart 2 em fundo branco, terminal Android com tela sensível ao toque e impressora
A Moderninha Smart 2 é o terminal Android do PagBank, com câmera e leitor de código de barras.

A escolha final resume-se a cruzar duas variáveis práticas: o faturamento mensal no cartão e a urgência de ter um técnico trocando sua máquina no balcão caso ela quebre.

Checklist de validação antes de contratar a maquininha

  1. Extrato de vendas dos últimos 3 meses: o faturamento médio deve atingir no mínimo R$ 20.000 para que a economia de taxas da Stone supere o custo do aluguel ou atinja a meta contratual de isenção.
  2. Consulta de enquadramento do CNAE: o cartão CNPJ precisa conter atividade compatível com restaurantes, lanchonetes ou mercados caso pretenda habilitar vouchers como Pluxee, Alelo e VR Benefícios.
  3. Disponibilidade do suporte técnico local: o endereço do estabelecimento comercial deve estar dentro do perímetro de cobertura com atendimento presencial em até poucas horas informado pelo suporte da adquirente.
  4. Compatibilidade de software comercial: a empresa fornecedora do sistema de automação ou frente de caixa (PDV) precisa confirmar a homologação técnica com o modelo do terminal pretendido antes da assinatura do contrato.

Perguntas frequentes

É possível usar a Moderninha do PagBank sem ter conta bancária tradicional?

Sim. As vendas caem direto na conta digital gratuita do PagBank, que rende 100% do CDI de forma automática. O lojista movimenta o saldo com Pix sem custo e utiliza o cartão da conta internacional para saques em caixas eletrônicos e compras no débito, dispensando bancos convencionais.

A Stone cobra mensalidade caso a máquina fique sem vender?

Sim. Nos contratos de comodato ou aluguel, o lojista precisa atingir uma meta mínima de faturamento mensal para obter isenção. Se o ponto comercial não vender o suficiente ou a máquina ficar guardada na gaveta, a mensalidade é cobrada no fechamento do período, variando geralmente entre R$ 69 e R$ 99.

Pessoa física (sem CNPJ) consegue credenciar e contratar a Stone?

Não pelo fluxo padrão. O credenciamento direto da Stone atende apenas pessoas jurídicas com CNPJ ativo. Profissionais autônomos sem empresa formalizada que buscam a infraestrutura do grupo são direcionados para a Ton, marca voltada a pessoas físicas e vendas sem exigência de faturamento mínimo.

As máquinas Moderninha funcionam fora do alcance de rede Wi-Fi?

Sim. Aparelhos como a Moderninha Pro 2 e a Smart 2 trazem chip 4G de fábrica com pacote de dados ilimitado e gratuito, alternando para a rede de telefonia móvel sem custo extra. O terminal continua processando pagamentos na rua normalmente, com bateria capaz de suportar até 12 horas fora da tomada.

André Pires

André Pires

Editor-chefe do CashReasons / Contador

André Pires edita o CashReasons e responde pela apuração das taxas e pela checagem final dos números que entram nos comparativos. Acompanha o mercado de adquirência brasileiro há mais de dez anos, do MDR à antecipação de recebíveis e às letras miúdas do contrato de aluguel de terminal, e escreve para quem está do outro lado do balcão: o dono do negócio que paga a taxa. Nenhum preço vai ao ar aqui sem conferência na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.