InfinitePay ou PagSeguro/PagBank: qual tem o melhor custo para o seu perfil?

Por · Atualizado em 7 de setembro de 2026 · Comparativos de Maquininhas

Quem gira R$ 30.000 por mês no cartão parcelado pode deixar R$ 1.200 pelo caminho só por errar na escolha da maquininha. A InfinitePay entrega a menor mordida nas taxas para quem tem CNPJ e precisa do dinheiro no bolso na hora. Já o PagBank resolve a vida de quem vende como autônomo no CPF, precisa aceitar vale-refeição ou quer conta bancária completa com emissor fiscal acoplado.

Principais conclusões

InfinitePay ou PagSeguro: posicionamento e proposta de cada ecossistema

A InfinitePay foca em eficiência pura de cobrança para empresas. O PagBank, por outro lado, funciona como banco múltiplo tanto para pessoa física quanto jurídica. Ambas disputam o balcão da sua loja, mas partem de visões de negócio totalmente diferentes.

Braço de pagamentos da CloudWalk, a InfinitePay cortou intermediários para baratear a ponta final. O alvo da marca são MEIs e donos de pequenas empresas que faturam com CNPJ e buscam taxas reduzidas no parcelado com repasse imediato. Nada de empurrar serviços bancários desnecessários: o foco aqui é baratear a transação.

O PagBank, do grupo PagSeguro UOL, seguiu a rota do ecossistema financeiro completo sob as regras do Banco Central. Além das maquininhas, a plataforma traz conta digital com rendimento automático, investimentos em renda fixa, linhas de empréstimo e cartões corporativos, atendendo inclusive autônomos cadastrados no CPF.

O primeiro filtro de escolha é cadastral. Se você não tem empresa formalizada, nem tente a InfinitePay: ela exige CNPJ e rejeita cadastros na pessoa física. No PagBank, autônomos e informais entram sem burocracia, compram o leitor no CPF e já saem transacionando.

Taxas de débito, crédito à vista e parcelado: comparação direta de custos

Nas vendas parceladas com repasse imediato, a InfinitePay leva vantagem clara no bolso. O PagBank cobra percentuais mais salgados nesse formato, compensando o risco de pagar na hora sem pedir faturamento mínimo em troca. Dependendo do prazo escolhido, a sua margem de lucro em cada produto muda por completo.

Modalidade de VendaInfinitePay (Recebimento na hora)PagBank (Plano na hora)PagBank (Plano 14 ou 30 dias)Diferencial de Custo
Débito (Visa e Mastercard)0,75% a 1,38%1,99%1,99%InfinitePay é até 1,24 ponto percentual mais barata
Crédito à vista2,89% a 3,16%4,99%3,19% (prazo de 30 dias)InfinitePay economiza até 2,10 pontos frente ao plano na hora
Crédito parcelado em 6x6,10% a 7,20%12,99% a 14,50%8,90% a 9,99%InfinitePay reduz o desconto pela metade no repasse imediato
Crédito parcelado em 12x9,80% a 12,41%18,99% a 22,59%13,99% a 16,50%InfinitePay preserva mais de 9 pontos percentuais de margem
Pix no terminal0,00% (taxa zero)0,00% promocional ou 0,99%0,99% fixoInfinitePay mantém gratuidade nas liquidações por QR Code

Receber na hora em doze parcelas escancara o contraste: a diferença passa de nove pontos percentuais entre as adquirentes. Numa compra de R$ 1.000 em doze vezes, o comerciante no PagBank vê entrar algo entre R$ 780 e R$ 810 líquidos. Na InfinitePay, o depósito bate entre R$ 875 e R$ 900. Essa distância financeira afeta em cheio quem vive de parcelamento longo.

Maquininha, Tap no celular e link de pagamento: formatos e mobilidade

A InfinitePay aposta em um único modelo de balcão e no próprio celular do lojista. Já o PagBank tem catálogo amplo de maquininhas, atendendo do ambulante de rua ao caixa de supermercado. Escolher o hardware certo dita o ritmo da fila e a mobilidade da equipe nas ruas.

Terminais inteligentes: InfiniteSmart frente aos modelos Moderninha

Maquininha InfinitePay Smart em fundo branco, terminal Android com impressora térmica imprimindo comprovante
A InfinitePay Smart roda Android na própria tela e imprime comprovante sem depender de outro aparelho no balcão.

A InfiniteSmart roda sistema Android, tem tela sensível ao toque, conexão Wi-Fi, chip 4G multioperadora e bobina para comprovante em papel. É uma máquina robusta, feita para aguentar fila andando rápido e alto volume de passagens no caixa comercial.

O PagBank responde com a linha Moderninha, a exemplo dos modelos Pro e Smart. A Moderninha Smart vem com câmera traseira, leitor de código de barras e roda aplicativos de gestão de ponto de venda na própria tela. Para quem atua na rua ou quer gastar pouco, a marca oferece modelos compactos sem bobina, como a Minizinha Chip.

Vendas por aproximação no celular com InfiniteTap e PagBank Tap

Com o InfiniteTap, celulares Android e iPhones viram terminais de cobrança sem necessidade de comprar maquininha externa. O cliente aproxima o cartão ou a carteira digital compatível com NFC na traseira do aparelho, e a transação passa com as mesmíssimas taxas cobradas no modelo físico.

O PagBank Tap cumpre função idêntica dentro do aplicativo da instituição, aceitando pagamentos por aproximação no telefone celular. Para entregadores e prestadores de serviços volantes, ambas as ferramentas poupam o investimento em terminais extras sem alterar os prazos de liquidação contratados.

Cobrança digital por link de pagamento

O link de pagamento da InfinitePay permite fechar vendas por redes sociais em até doze vezes, já trazendo análise antifraude automatizada. A cobrança segue a política de taxas reduzidas da operadora, com o dinheiro caindo direto na conta jurídica dentro do prazo regular de repasse.

O PagBank Link entrega mais recursos no ambiente virtual, como integração direta com e-commerces, checkout personalizável e cálculo de frete no aplicativo. O sistema também permite repassar as taxas do parcelamento para o cliente no ato da compra, recurso útil quando você prefere não arcar com as tarifas dessa modalidade.

Aceitação de bandeiras e vouchers: a trava para o setor de alimentação

Para bares, lanchonetes e restaurantes que dependem de vale-refeição ou alimentação, só o PagBank atende. A InfinitePay simplesmente não aceita vouchers de benefícios corporativos, o que inviabiliza a maquininha para esse setor logo de cara.

Conta digital, ferramentas de gestão e facilidade no suporte

O PagBank se destaca pelo pacote bancário integrado, com rendimento sobre o saldo da conta e emissão fiscal acoplada. A InfinitePay prefere a conciliação rápida e a economia direta em cada cobrança. A decisão resume-se ao que sua rotina mais pede: estrutura bancária completa ou custo mínimo por venda no balcão.

Serviços bancários e remuneração da conta digital

O PagBank opera como um banco completo no dia a dia. A conta rende 100% do CDI de forma automática para o saldo que fica parado por mais de trinta dias, sem você precisar aplicar manualmente. Além disso, o lojista acessa capital de giro, emite boletos com facilidade, usa cartões corporativos e investe em CDBs protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A conta da InfinitePay foca no essencial: receber as vendas da maquininha e rodar a operação básica. Ela entrega Pix gratuito sem pegadinhas e cartões virtuais com cashback direto no saldo comercial. Só não espere encontrar nela uma prateleira de investimentos privados ou linhas convencionais de empréstimo bancário, porque o objetivo aqui é puramente operacional.

Frente de caixa e emissão de notas fiscais com PagVendas

Nos aparelhos do PagBank, o app PagVendas assume o papel de frente de caixa de verdade. Ele organiza o estoque em tempo real, abre comandas por mesa e cadastra fichas técnicas detalhadas. Na Moderninha Smart, dá até para emitir nota fiscal do consumidor (NFC-e) direto na bobina, o que poupa o custo de manter um computador exclusivo no balcão.

A InfinitePay tem um catálogo de itens e um controle básico de estoque no próprio aplicativo, o que basta para quem presta serviços ou toca um comércio enxuto. Se a sua rotina de caixa for mais complexa, no entanto, você vai precisar plugar sistemas de terceiros via API ou contratar um software à parte para emitir notas fiscais.

Atendimento ao cliente e suporte operacional

O atendimento da InfinitePay é quase todo digital, concentrado no chat do aplicativo. O robô faz a triagem inicial e repassa as contestações ou falhas técnicas para atendentes humanos, mas o fluxo é assíncrono. Quem já enfrentou fila travada no balcão em pleno sábado sabe a falta que um telefone de resposta imediata faz nessas horas.

O PagBank ainda mantém centrais telefônicas dedicadas tanto para os problemas da máquina quanto para a movimentação bancária, além de uma ouvidoria formal. Quando o equipamento quebra, a troca ocorre por Correios ou por logística expressa nas capitais, garantindo que o lojista não fique dias sem conseguir cobrar.

Preço do terminal, custo de adesão e termos de garantia

Maquininha PagBank Moderninha Pro 2 amarela em fundo branco, com teclado físico e impressora térmica
A Moderninha Pro 2 é o modelo de balcão do PagBank, com teclado físico que resiste a farinha e gordura.

A diferença na porta de entrada salta aos olhos. O PagBank tem modelos de entrada muito baratos, perfeitos para quem tem pouquíssimo dinheiro para começar. Já a InfinitePay aposta em um terminal único e mais robusto, o que cobra um investimento inicial bem mais alto logo de cara.

Simulação de faturamento: o impacto real em R$ 5 mil, R$ 20 mil e R$ 50 mil

Quanto você fatura e quanto parcela no cartão? Essa conta simples define o momento exato em que a taxa menor da InfinitePay engole qualquer vantagem bancária do PagBank. Colocar os números na ponta do lápis deixa evidente onde o seu dinheiro fica retido a cada mês.

Faturamento de R$ 5.000 mensais com foco em vendas à vista

Pense em quem está começando e fatura R$ 5.000 mensais, sendo R$ 3.000 no débito e R$ 2.000 no crédito à vista. Na InfinitePay, os descontos somam algo entre R$ 85 e R$ 100. Já no plano com liberação imediata do PagBank, a mordida sobre esse mesmo valor chega perto de R$ 160.

Uma sobra de R$ 60 a R$ 75 por mês na InfinitePay mal faz diferença nesse começo. Para esse perfil de caixa baixo, poder vender sem CNPJ, comprar uma maquininha baratinha e ver o saldo render na conta do PagBank acaba valendo bem mais do que a pequena economia percentual de taxas.

Faturamento de R$ 20.000 mensais com crédito parcelado em seis vezes

O cenário muda de figura quando o faturamento bate R$ 20.000 ao mês. Suponha R$ 5.000 no débito, R$ 5.000 no crédito à vista e R$ 10.000 parcelados em 6 vezes, tudo caindo na hora. Com a InfinitePay, o custo total das taxas fica na faixa de R$ 900 a R$ 950.

No PagBank com antecipação na hora, as mesmas vendas deixam entre R$ 1.650 e R$ 1.850 na adquirente. A diferença a favor da InfinitePay fica entre R$ 750 e R$ 900 mensais: são mais de R$ 9.000 preservados no caixa ao longo do ano, quantia que paga o preço do leitor logo nas primeiras semanas.

Faturamento de R$ 50.000 mensais com forte dependência de parcelamento longo

Em um comércio de tíquete alto girando R$ 50.000 por mês (com R$ 15.000 à vista e R$ 35.000 fatiados em 12 vezes), a taxa vira questão de sobrevivência. A InfinitePay retém entre R$ 4.200 e R$ 4.800 para liberar todo esse montante parcelado no mesmo dia.

Se o lojista mantiver essa mesma operação no plano de recebimento imediato do PagBank, vai pagar mais de R$ 8.500 em taxas todo mês. A economia com a InfinitePay ultrapassa R$ 3.700 mensais. No fechamento de doze meses, são mais de R$ 44.000 poupados, dinheiro limpo que ficaria pelo caminho.

O ponto de virada financeiro entre as duas plataformas

A virada de chave acontece entre R$ 8.000 e R$ 10.000 mensais no cartão de crédito. Passou dessa marca, a economia bruta de taxas na InfinitePay atropela qualquer conveniência da conta do PagBank. Trocar de maquininha deixa de ser capricho e vira uma decisão puramente financeira para proteger a margem do negócio.

Veredito e checklist de decisão para escolher sua maquininha

Para escolher a maquininha certa sem errar o passo, você precisa olhar para três pontos práticos: situação cadastral, público que frequenta o balcão e tipo de venda habitual. Avalie os critérios a seguir para saber exatamente qual das duas resolve o seu problema.

  1. Confira a situação cadastral do seu negócio: se você atua exclusivamente como pessoa física sem registro de MEI ou CNPJ formalizado, contrate o PagBank, já que a InfinitePay não aceita cadastros baseados apenas em CPF.
  2. Identifique a dependência de vales de alimentação: se o seu estabelecimento vende refeições prontas ou alimentos e necessita faturar por meio de cartões Alelo, Ticket, Pluxee ou VR Benefícios, escolha os terminais Moderninha do PagBank.
  3. Calcule a fatia de crédito parcelado no seu movimento: se mais de 30% do seu faturamento vem de vendas em três ou mais parcelas com necessidade de liberação diária dos recursos, opte pela InfinitePay para proteger a rentabilidade do seu capital de giro.
  4. Avalie as necessidades de automação no ponto de venda: se você precisa emitir cupons fiscais eletrônicos diretamente na maquininha e fazer fechamento de caixa sem depender de computador, utilize o sistema PagVendas na Moderninha Smart.
  5. Estipule o orçamento disponível para compra do terminal: se o seu caixa imediato para investimento for reduzido, comece com os terminais básicos do PagBank ou utilize o InfiniteTap no próprio smartphone até acumular receita para um terminal avançado.

Para quem tem CNPJ ativo, vive de parcelamento no crédito e briga por cada décimo de margem de lucro, a InfinitePay é imbatível na conta final. Já o PagBank continua fazendo todo sentido para pessoas físicas sem empresa aberta, quiosques de alimentação que dependem de vale-refeição e comerciantes que precisam resolver frente de caixa, nota fiscal e banco em uma maquininha só.

Perguntas frequentes

É possível usar a InfinitePay cadastrando apenas o CPF de pessoa física?

Não. A InfinitePay rejeita qualquer credenciamento feito apenas na pessoa física, exigindo CNPJ ativo, inclusive MEI, para liberar os pagamentos. Se você trabalha de forma autônoma ou informal sem empresa aberta, a alternativa viável entre as duas é o PagBank, que permite comprar maquininhas e movimentar valores usando apenas o CPF.

O dinheiro das vendas parceladas na InfinitePay cai em parcelas mensais ou de uma só vez?

O valor total cai integralmente no seu saldo de uma só vez, com repasse no mesmo dia ou no primeiro dia útil. A adquirente aplica a taxa global da transação e antecipa todas as mensalidades automaticamente, sem a opção de reter os custos para receber mês a mês conforme o cliente paga a fatura.

O PagBank cobra mensalidade se a maquininha ficar sem faturar?

Não. Os modelos do PagBank são comercializados sob regime de venda definitiva, sem cobrança de aluguel nem tarifas de inatividade se ficarem parados. O equipamento permanece como patrimônio do lojista com garantia de até 5 anos, sem metas compulsórias de transações para manter o cadastro ativo.

Qual das duas maquininhas imprime comprovante em papel?

Na InfinitePay, a emissão física ocorre pela InfiniteSmart, terminal com bobina térmica integrada. No catálogo do PagBank, a impressão do recibo em papel fica restrita aos modelos Moderninha Pro e Moderninha Smart, enquanto as versões mais básicas, como a Minizinha Chip, enviam o comprovante unicamente por mensagem SMS.

André Pires

André Pires

Editor-chefe do CashReasons / Contador

André Pires edita o CashReasons e responde pela apuração das taxas e pela checagem final dos números que entram nos comparativos. Acompanha o mercado de adquirência brasileiro há mais de dez anos, do MDR à antecipação de recebíveis e às letras miúdas do contrato de aluguel de terminal, e escreve para quem está do outro lado do balcão: o dono do negócio que paga a taxa. Nenhum preço vai ao ar aqui sem conferência na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.